sábado, 31 de dezembro de 2016

Folha em branco

Certo dia um professor estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade.

Faltavam uns quinze minutos para o encerramento e um jovem levantou o braço e disse: professor, pode me dar uma folha em branco? O professor levou a folha até sua carteira e perguntou-lhe porque queria mais uma folha em branco, e o aluno falou: eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.

Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz, deu-lhe a folha em branco e ficou torcendo por ele. A atitude do aluno causou simpatia ao professor que, tempos depois, ainda se lembrava daquele episódio simples, mas significativo.

Assim como aquele aluno, nós também recebemos de Deus, a cada dia, uma nova folha em branco. E muitos de nós só temos feito rabiscos, confusões, tentativas frustradas e uma confusão danada... Outros apenas amassam essa nova página e a arremessam na lixeira, preferindo a ociosidade, gastando o tempo na inutilidade.

Talvez hoje fosse um bom momento para começar a escrever, nessa nova página em branco, uma história diferente, visando um resultado mais feliz.

Assim como tirar uma boa nota depende da atenção e do esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção e da dedicação de cada um.

Não importa qual seja a sua idade, a sua condição financeira, a sua religião... Tome essa página em branco e passe sua vida a limpo. Escreva, hoje, um novo capítulo, com letras bem definidas e sem rasuras. E o principal: que todos possam ler e encontrar lições nobres. Não se preocupe em tirar nota dez, ser o primeiro em tudo, preocupe-se apenas em fazer o melhor que puder.

Pense que mesmo não tendo pedido, Deus lhe ofereceu uma outra folha em branco, que é o dia de hoje. Por isso, não se permita rabiscar ou escrever bobagens nesta nova página, nem desperdiçá-la.

Aproveite essa nova chance e escreva um capítulo feliz na sua história. Use as tintas com lucidez e coragem, com discernimento e boa vontade. Não poupe as palavras: dignidade, amizade, fraternidade, esperança e fé. Assim, ao terminar de escrever esse novo capítulo da sua vida, você não verá rasuras nem terá que reescrevê-lo em tempo algum, porque foi escrito com nobreza e sabedoria.

Pense nisso! Aproveite este dia e ame com todas as forças do seu coração, sem restrições, sem ver defeitos ou tristezas. Conjugar o verbo amar é escrever uma história feliz.

Não espere que a melhoria, a prosperidade e o bem-estar caiam do céu milagrosamente, sem fazer força. Tudo tem o preço da conquista, da busca, da participação, do esforço.

São muito potentes os talentos que você dispõe, ainda não explorados pelo seu pensar e sentir, e muitas são as suas possibilidades de crescer e conquistar o que mais quer ou precisa, chegando à felicidade. Basta que não amasse nem rabisque de forma inconseqüente essa página em branco, chamada hoje.

Autor desconhecido 

FESTAS DE FIM DE ANO

“A TARDE que antecede o ano-novo é uma calmaria fora do comum”, comenta Fernando, um médico brasileiro. “Então, a partir das 11 horas da noite, começa a aparecer uma enxurrada de pacientes com facadas, com ferimentos causados por tiros, jovens que se machucaram em acidentes de carro e mulheres casadas espancadas. O álcool quase sempre está envolvido.”
Tendo em vista os comentários acima, não é de admirar que um jornal brasileiro tenha-se referido ao ano-novo como “o dia internacional da ressaca”. Uma agência de notícias européia observa que “o ano-novo é para os hedonistas leigos” e acrescentou que “trata-se de mais uma rodada na eterna batalha do homem contra as bebidas alcoólicas”.
É verdade que nem todos comemoram o ano-novo bebendo muito e agindo com violência. De fato, muitos têm lembranças agradáveis dessa ocasião. “Quando criança, mal podia esperar pelo ano-novo”, diz Fernando, mencionado anteriormente. “Sempre havia muitos jogos, comida e bebida. À meia-noite, a gente se abraçava, beijava e cumprimentava dizendo: ‘Feliz ano-novo!’”
Da mesma forma, muitas pessoas hoje acham que conseguem comemorar o ano-novo sem exageros. Ainda assim, os cristãos fazem bem em examinar a origem e o significado dessa festa popular. Será que a celebração de ano-novo se choca com os ensinos bíblicos?
Uma olhada no passado
Antigas inscrições indicam que as comemorações de ano-novo datam de 3000 AEC, na Babilônia. Celebrada em meados de março, essa festividade era decisiva. “Nessa ocasião, o deus Marduque resolvia qual seria o destino do país no ano seguinte”, comenta The World Book Encyclopedia. A comemoração do ano-novo dos babilônios durava 11 dias e incluía sacrifícios, procissões e ritos de fertilidade.
Por um tempo, o ano-novo dos romanos também começava em março, mas, em 46 AEC, o imperador Júlio César assinou um decreto estabelecendo o início dele em 1.° de janeiro. Esse dia já era dedicado a Jano, o deus das origens, e a partir daí também marcaria o início do ano romano. A data havia mudado, mas o clima de festa continuava. A Cyclopedia de McClintock e Strong relata que, em 1.° de janeiro, as pessoas “entregavam-se a intemperança e a várias formas de superstições pagãs”.
Ritos supersticiosos têm seu lugar nas comemorações de ano-novo até nos dias de hoje. Por exemplo, em algumas regiões da América do Sul, as pessoas saúdam o ano-novo apoiadas apenas no pé direito. Outros tocam buzinas e soltam rojões. Segundo um costume tcheco, come-se sopa de lentilhas no ano-novo, ao passo que a tradição eslovaca dita que se deve colocar dinheiro ou escamas de peixe debaixo da toalha de mesa. Esses rituais, cujo objetivo é espantar a má sorte e garantir a prosperidade, simplesmente perpetuam a antiga crença de que a virada do ano é uma ocasião para decidir destinos.
O que a Bíblia diz sobre isso
A Bíblia alerta os cristãos a ‘andar decentemente, não em festanças e em bebedeiras’.*(Romanos 13:12-14; Gálatas 5:19-21; 1 Pedro 4:3) Visto que as comemorações de ano-novo se enquadram exatamente nos excessos que a Bíblia condena, os cristãos não participam nessas festividades. Isso não quer dizer que são uns “desmancha-prazeres”. Muito pelo contrário, eles sabem que a Bíblia diz diversas vezes aos adoradores de Deus que se alegrem, e por vários motivos. (Deuteronômio 26:10, 11; Salmo 32:11; Provérbios 5:15-19; Eclesiastes 3:22; 11:9) A Bíblia também reconhece que a comida e a bebida andam de mãos dadas com a alegria. — Salmo 104:15; Eclesiastes 9:7a.
No entanto, conforme já observamos, as comemorações de ano-novo estão arraigadas em costumes pagãos. A adoração falsa é impura e detestável do ponto de vista de Jeová e os cristãos rejeitam costumes que têm essas origens. (Deuteronômio 18:9-12; Ezequiel 22:3, 4) O apóstolo Paulo escreveu: “Que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial?” Ele tinha bons motivos para acrescentar: “Cessai de tocar em coisa impura.” — 2 Coríntios 6:14-17a.
Os cristãos se dão conta de que participar em ritos supersticiosos não garante felicidade nem prosperidade — especialmente porque esse tipo de celebração incorre no desfavor de Deus. (Eclesiastes 9:11; Isaías 65:11, 12) Além do mais, a Bíblia adverte os cristãos a serem moderados e equilibrados na conduta. (1 Timóteo 3:2, 11) É claro que seria impróprio para alguém que alega seguir os ensinamentos de Cristo participar em comemorações que se caracterizam por excessos.
Por mais atraentes e agradáveis que pareçam ser as comemorações de ano-novo, a Bíblia nos exorta a ‘cessar de tocar em coisa impura’ e a ‘purificarmo-nos de toda imundície da carne e do espírito’. Para os que lhe obedecem, Jeová oferece a calorosa garantia: “Eu vos acolherei. . . . Eu serei pai para vós e vós sereis filhos e filhas para mim.” (2 Coríntios 6:17b-7:1) De fato, ele promete bênçãos eternas e prosperidade a todos os que são leais a ele. — Salmo 37:18, 28; Revelação (Apocalipse) 21:3, 4, 7.
Fonte: http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/102002008#h=1

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Que darei eu ao SENHOR - Comentário do Salmo 116: 11-14

Dizia na minha pressa: Todos os homens são mentirosos.  Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?
 Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do SENHOR. Pagarei os meus votos ao SENHOR, agora, na presença de todo o seu povo.
                                                                                                                                                   Salmos 116: 11-14


Estamos chegando ao final do ano e ao fazer uma retrospectiva,paro, penso nas promessas feitas no final do ano que passou, dos votos feitos e não cumpridos, das desilusões e principalmente das grandes vitórias alcançadas. Chegamos ao final do ano e se pesar, ser´que podemos dizer que o saldo foi positivo?

Este salmo foi escrito para ser usado na liturgia do templo, diante da congregação de Israel. Tornou-se um modelo de agradecimento para aqueles que se tinham recuperado de enfermidades ou outras crises pessoais.

116.11
Eu disse na minha perturbação. Possíveis Significados Deste Versículo: 1. Os homens, como sacerdotes, falam sobre o poder de Deus para curar, mas visto que “todos os homens são mentirosos" (ver Tito 1.12), como confiar naquilo que eles dizem? Mas o poeta percebeu que fizera um julgamento apressado. Algumas vezes os homens dizem a verdade, especialmente quando falam sobre o poder que Deus tem de curar e abençoar. Se o salmista tivesse escutado todos cuja língua solta os identifica como mentirosos, não teria acreditado que pudesse ser curado. Os homens desapontam a confiança que outros homens depositam neles. Verdadeiramente, eles nos dão razão para não confiarmos neles. Não obstante, algumas vezes pode-se confiar em um homem quando ele está falando sobre o poder de Deus. Ademais, o poeta sagrado contava com o testemunho do Espirito de Deus em seu coração, o qual transcende tudo quanto os homens são e dizem, e isso continuava a segredar-lhe como ele poderia ser curado. Seu clamor pedindo misericórdia submetera Yahweh a teste, e nosso homem não fora desapontado. 2. Há outro sentido possível neste versículo: quando o poeta sagrado buscava a cura, outros diziam-lhe que ele estava iludido em sua fé. Mas eles é que acabaram sendo um bando de mentirosos. Assim sendo, em “consternação" (Revised Standard Version), o poeta chamou-os de mentirosos. Ele não ficou desencorajado ao ouvir todas aquelas mentiras, mas continuou esperando em Yahweh (vs. 12). 3. Ainda outro sentido é possível: o poeta tinha posto sua esperança nos homens. Talvez ele tenha consultado os médicos que o decepcionaram. Então ele disse, “em sua consternação, que os homens são todos vãs esperanças”. Com essa atitude mental, voltou-se para Yahweh.

116.12
Que darei ao Senhor...? O salmista fora curado. Recebera abundância de bênçãos de Yahweh. Ele tinha feito votos: "Senhor, se me curares, farei isto e aquilo por Ti". Mas seus votos (vs. 14) haviam sido superficiais, e o que ele tinha prometido era muito pouco. Portanto, o que ele poderia fazer para demonstrar sua gratidão?
Por misericórdias tão grandes Que posso eu devolver a Deus?
Por misericórdias tão grandes e verdadeiras,
Eu O amarei e servirei Com tudo quanto tenho,
Enquanto minha vida perdurar.
O Procedimento no Templo:
1. O homem vai ao templo. Ele pode estar acompanhado por amigos que tinham seguido de perto o seu caso. Ele leva um animal para ser sacrificado.
2. O sacrifício do animal é efetuado, bem como uma libação.
3. O homem cumpre os votos anteriormente tomados tanto quanto é possível fazê-lo dentro do terreno do templo. Talvez ele traga outros animais para serem sacrificados, ou dinheiro ou algum cereal. Ele tem votos a pagar “ali”.
4. Há cânticos e regozijo. Os sacerdotes e membros da comunidade se juntam a ele. Os levitas músicos (ver I Crô. 25) participam dos cânticos e tocam seus instrumentos.
5. Ele ergue o cálice da salvação, isto é, uma libação de vinho, derramado sobre um vaso perto do altar. Ver o vs. 14, quanto a esse item.
“O escritor sagrado, ao perguntar o que poderia dar ao Senhor como pagamento pela bondade demonstrada (ver o vs. 7; 13.6; 142.7), fez um voto de louvar ao Senhor na congregação” (Allen P. Ross, in loc.).
Este versículo tem sido cristianizado para referir-se a uma vida de dedicação em troca das bênçãos recebidas na salvação.

116.13
Tomarei o cáiice da salvação. Está em pauta uma libação para agradecer a Yahweh por Seu livramento da enfermidade. Uma libação de vinho era vertida em um vaso que estava sobre o altar, um dos “concomitantes de praticamente todo sacrifício animal (cf. Êxo. 29.40; Lev. 23.37; Deu. 32.38; Eze. 20.28; Eclesiástico 50.14,15)” (Wílliam R. Taylor, in loc.).

Nunca te sintas triste ou desanimado Se tens fé para acreditar; Graça para os deveres à tua frente,Pede de Deus e recebe.(Fanny J. Crosby)

A libação seria oferecida em meio aos louvores e às orações, mediante os quais o homem invocaria o nome de Yahweh, para receber Sua oferenda, Seu louvor e Sua vida.

Nosso coração dividido por nada,Contente por deixar tudo por Ele.(James Allen)

“... estando bem disposto, sob o senso das misericórdias recebidas, para suportar ou sofrer qualquer coisa por amor Daquele que o tinha chamado, sabendo que isso seria sinal de sua salvação. Talvez a alusão seja a um chefe de família que, no término de uma festa ou refeição, costumasse tomar um cálice na mão e dar graças a Deus. Ver Mat. 26.27” (John Gill, in loc.).

116.14
Cumprirei os meus votos ao Senhor. O poeta pagou publicamente os seus votos, na presença de muitas testemunhas. Outros votos ele também pagaria “ali”. Haveria presentes outorgados ao templo, atos de caridade, sinais de dedicação e evidências de viver a lei do amor. Excetuando a questão dos sacrifícios e das cerimônias acompanhantes que prestavam louvor público, não somos Informados sobre o que seriam esses votos. Ver no Dicionário o artigo chamado Votos. Essa declaração é repetida no vs. 18. Os votos incluíam toda a espécie de promessas de que a pessoa faria isto ou aquilo, ou daria isto ou aquilo. Esses votos eram considerados com o máximo de seriedade e precisavam ser cumpridos.
Dá-me o teu coração,
Nenhum dom é tão precioso para Ele Como o presente do nosso amor.
Dá-me o teu coração,
Dá-me o teu coração,
Ouve o suave sussurro.
Afasta-te deste mundo escuro:
Dá-me o teu coração.


CONCLUSÃO: O que daremos a este Deus no ano de 2017, qual será nossas ofertas pelas bênçãos alcançadas e todos os seus cuidados.

O Antigo Testamento Comentado Versículo por Versículo - R.N Champlim

Os sons do silêncio

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa.

Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta.

Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta.

Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir.

Então disse o príncipe:

"Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus..."

E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse a floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.

Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do mestre, pensando:

"Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..."

Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo..., mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao mestre.

Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes.

E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam.

Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz.

Pensou: "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse..."

E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente.

Queria ter certeza de que estava no caminho certo.

Quando retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.

Paciente e respeitosamente o príncipe disse:

"Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite..."

O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:

"Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa.

Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que está errado e atender as reais necessidades de cada um.

A morte do espírito começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais.

É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano..."

Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish


domingo, 25 de dezembro de 2016

OURO, INCENSO E MIRRA

E, vendo eles a estrela, regozijaram-se muito com grande alegria. E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.
Mateus 2: 10-11
O hábito de presentear no Natal,teve origem com o surgimento da data que significa nascimento, do latim: Natalis, no sentido de "ser posto no mundo". Nascia Jesus, Filho de Deus que repousou tranquilo em uma manjedoura, enquanto os governantes da Judeia procuravam matá-lo. Os antigos profetas, falavam que um Rei nasceria em Belém (Mateus 2:6). Ele salvaria o povo do pecado. Temendo perder o cargo, prestígio e sendo inflamado pelo inimigo, Herodes envia reis magos para localizar Jesus.(Mateus 2:8)

OS MAGOS DO ORIENTE

Finalmente os magos do oriente encontraram o caminho de Belém. Não devemos pensar que a estrela se foi movendo no céu literalmente, como um sinal indicador. Nesta passagem há muita poesia, e não devemos transformar a poesia em prosa crua e desprovida de vida. Mas a estrela brilhava sobre Belém. Há uma bonita lenda que relata como a estrela, depois de ter completado sua missão de guia, caiu no poço de
Belém e ainda está ali, onde pode ser vista às vezes por aqueles cujos corações são puros.
Construíram-se muitas lendas em torno dos três "reis magos". Na antiguidade uma tradição oriental sustentava que eram doze. Mas na atualidade em quase todo mundo se acredita que eram três. O Novo Testamento não diz quantos eram, mas o triplo presente que apresentam a Jesus sugere a possibilidade de que sejam três os que trazem os presentes. Uma lenda ulterior os fez reis. Outra, posterior até, deu-lhes nomes: Melquior, Gaspar e Baltasar. Elaborações posteriores se dedicaram a descrever a aparência pessoal destes três personagens, e determinaram quem havia trazido cada um dos presentes. Melquior era um ancião, de cabelo cinza e barba longa, e foi o que trouxe o ouro. Gaspar era jovem e sem barba, de gesto altivo. Seu dom foi o incenso. Baltasar era negro, e foi quem trouxe o dom da mirra.
Desde os tempos mais antigos os homens interpretaram de distintas maneiras a natureza dos presentes que os reis magos trouxeram para Jesus. Estas interpretações atribuem a cada um dos presentes alguma característica que se adapta ao tipo de pessoa que era Jesus e à obra que realizaria. (Comentário Bíblico William Barclay)
E é sobre estes presentes (símbolos que vamos fala um pouquinho)

OURO: Presente dada  a reis, significa a realeza, o presente mostra o reconhecimento dos magos ao oficio de Jesus (Mateus 2:2)” Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo”.

a) Jesus nasceu para Reinar (Isaias 9: 6-7)
b) O seu reino nos traz Redenção (Colossenses 1:13)
c) O seu reinado nos conduzira a um reino celestial (2 Tm 4:18)

INCENSO: O incenso é um presente de sacerdotes. O doce perfume do incenso se usava no culto do Templo e nos sacrifícios rituais que se realizavam ali. A função do sacerdote é abrir aos homens o caminho para Deus. A palavra latina que significa "sacerdote" é pontifex, que significa "construtor de pontes". 
"Suba a minha oração perante ti como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde".(Sl 141:2)

a) Sacerdote Eterno (Hebreus 5:6)
b) Sacerdote Perfeito (Hebreus 7:11)
c) E através dele somos Sacerdote Real(1Pedro 2:9)
"Suba a minha oração perante ti como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde".(Sl 141:2)

MIRRA: A mirra é um presente para alguém que vai morrer. A mirra se usava para embalsamar o corpo dos mortos. Jesus veio ao mundo para morrer. 
“E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés”. João 19:39

a) Ele morreu para fazer expiação pelos nossos pecados Hebreus 9:15
b) Ele morreu para nos santificar Colossenses 1:22
c) Ele morreu pelo amor de Deus João 3:16

CONCLUSÃO:  O significado do NATAL "ser posto no mundo", não pode ser encarado como um simples encontro de família ou trocas de presentes, o natal não se baseia nos símbolos natalinos da atualidade o grande presente do natal também é o aniversariante, quantas pessoas você conhece que tem mais de 2000 anos de vida e que continua a nascer todos os dias em muitos corações. Este mesmo Jesus que foi presenteado pelos magos espera ser presenteado com nossas vidas. 
Pense Nisto!
Deus abençoe! 
Feliz Natal!   

Sebastião Luiz Chagas, Pastor

Só mais uma vez

Há um romance do século dezenove que se passa numa pequena cidade gaulesa, na qual, durante os últimos quinhentos anos, a cada ano, na noite de Natal, o povo todo se reúne na igreja para orar. Pouco antes da meia-noite, eles acendem velas e, cantando cânticos e hinos, descem alguns quilômetros por um caminho de terra, em direção a uma velha choupana de pedra abandonada. Lá montam um presépio, com manjedoura e tudo. E, em simples devoção, se ajoelham e rezam. Seus hinos aquecem o ar gelado de dezembro. Todos da cidade, podendo caminhar, estão lá.

Há um mito naquela cidade, uma crença de que se todos os habitantes estiverem presentes na noite de Natal, e se todos rezarem com fé verdadeira, então, e só então, ao bater da meia-noite, o Messias retornará. E durante quinhentos anos, o povo tem ido àquela ruína de pedra e rezado. Entretanto, o retorno do Messias os iludiu.

Pergunta-se a uma das principais personagens neste romance:

- Você acredita que Ele voltará para nossa cidade na noite de Natal?

- Não – ele responde, balançando tristemente a cabeça -, não acredito.

- Então, por que vai todos os anos? – pergunta.

- Ah – diz ele sorrindo. – E se for o único a não estar lá quando acontecer?

Sua fé é bem pequena, não é? Mas, ainda assim é alguma fé. Como foi dito no Novo Testamento, basta uma fé do tamanho de um grão de semente de mostarda para entrar no reino dos céus. E, algumas vezes, ao trabalharmos com crianças perturbadas, jovens que correm perigo, adolescentes problemáticos, parceiros, amigos ou clientes alcoólatras, corruptos ou depressivos...é nesses momentos que precisamos daquele pouquinho de fé que fazia aquele homem retornar à ruína de pedra na noite de Natal. Só mais uma vez. Só esta próxima vez, talvez aconteça. 

Às vezes, somos chamados a trabalhar com pessoas que outros já perderam todas as esperanças de recuperar. Talvez nós também cheguemos à conclusão de que não há possibilidade de mudança ou crescimento. É nesta hora que, se conseguirmos encontrar o menor resíduo de esperança, dobramos a esquina e conseguimos uma melhoria considerável, salvamos alguém que vale a pena ser salvo. Por favor volte, amigo, só mais uma vez.  

Hanoch McCarty 
Do livro: Canja de Galinha para a Alma 
Jack Canfield & Mark Victor Hansen - Ediouro


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Comentario do Salmos 42 -

Significado de Salmos 42

Salmo 42 formava provavelmente com o Salmo 43 um único poema, em sua origem. Observe-se que o Salmo 43 não possui um sobrescrito e que Salmo 43.5 repete o refrão de 42.5,11. Tudo indica que o salmo primitivo, por ser longo, foi dividido em duas partes, possivelmente para melhor utilização no louvor do templo. O atual Salmo 42 é um lamento pessoal, com forte ênfase na confiança em Deus (SI 23). Os dois momentos do salmo concluem com um refrão de incentivo a esperar em Deus (v. 5,11), embora o salmista estivesse no exílio, longe do templo. O salmo é atribuído aos filhos de Corá, família de músicos de Israel. Descendiam de Corá, ou Coré, levita que incitou uma rebelião fracassada contra a liderança de Moisés e Arão (Nm 16). O juízo de Deus abateu-se sobre ele e seus asseclas, mas sua descendência continuou servindo a Deus por centenas de anos, tornando-se uma das lideranças na música de louvor, em Israel. O desenvolvimento deste poema é o seguinte: (1) descrição do anseio do salmista pela presença de Deus (v. 1-4); (2) descrição do temor do salmista de que Deus não Se lembrasse mais dele (v. 5-11).

42.1-4 — Brama. O verbo bramir exprime aqui de modo incomum a sede espiritual por Deus. O poeta descreve sua ansiedade por estar separado da congregação de louvor. Sente-se distante da presença de Deus entre o Seu povo e deseja intensamente voltar a ter intimidade com Deus (v. 4). Para o crente da época do Antigo Testamento, só havia um lugar onde adorar verdadeiramente ao Senhor — o templo de Jerusalém. Havia ido com a multidão. O salmista estava cheio de saudades da adoração a Deus, que experimentava ao comparecer ao templo de Jerusalém em meio a uma multidão de crentes, tomados de entusiasmo e santo êxtase (Sl 100). O foco no louvor, do livro de Salmos, é geralmente no louvor comunitário (compare com At 2.40-47; Hb 13.15,16).

42.5 — Por que estás abatida, ó minha alma. Estas palavras são repetidas no versículo 11 e em Salmos 43.5. O salmista se lembra de que um dia ele irá vivenciar novamente a presença de Deus. Sua esperança no Senhor não será em vão. O louvarei. Como é comum nos Salmos, o poeta não se refere a um ato de devoção particular, mas, sim, pública, à bondade de Deus. Trata-se, na verdade, de uma adoração em forma de palavras e canções, que seriam ditas e repetidas em meio à congregação (Sl 22.22; Ef 5.19; Hb 13.15).

42.6 — Desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas refere-se à Terra Prometida, de que o povo foi um dia exilado. 

42.7-11 — Por que te esqueceste de mim? O salmista faz perguntas perturbadoras, mas com fé, pois ainda se lembra de que Deus é sua Rocha, seu protetor e alicerce. Em meio às circunstâncias mais difíceis, nada cabe fazer senão esperar nele.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

É preciso saber dizer...

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.
A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.
Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.
E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro.
Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto.
Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.
Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.
O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestioná-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.
Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:
- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.
Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada.
Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.
A resposta do marido foi curta, mas precisa:
- Ela tem de ficar boa.
Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta.
O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.
Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.
O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:
- Querida, eu vou fazer você ficar boa.
- Por que? perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.
- Porque você representa muito para mim. Você é a minha vida!
Houve uma pausa.
O pulso dela bateu mais depressa.
Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.
- Você nunca me disse isso.
- Estou dizendo agora.
Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.
Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse.
As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

É importante saber dizer: amo você!
O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.
É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.
A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.
Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

Não basta amar o outro.
É preciso que ele saiba que é amado!

Autor desconhecido

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Religioso e os Filhos

Narra antiga lenda que um religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família: uma esposa admirável e dois filhos queridos.

Certa vez empreendeu longa viagem, ausentando-se do lar por vários dias. No período, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados. A mãe sentiu o coração dilacerado de dor.

No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura. Mas, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia? Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção. Lembrou-se de fazer uma prece, rogando a Deus auxílio para resolver a difícil questão.

Alguns dias depois, num final de tarde, o religioso retornou ao lar. Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos. Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.

Alguns minutos depois, estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:

- Deixe os filhos. Primeiro quero que você me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado, perguntou:

- O que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.

- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse... Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?

- Ora, mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades! Por que isso agora?

- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!

- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.

- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!

E o religioso respondeu com firmeza:

- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.

- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem Ele veio buscá-los. Eles se foram...

O religioso compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram muitas lágrimas.
Autor desconhecido


Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão. Salmos 127:3




terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Uma lição de vida

No primeiro dia na Universidade, nosso professor se apresentou e nos pediu que procurássemos conhecer alguém que não conhecíamos ainda. Fiquei de pé e olhei ao meu redor, quando uma mão me tocou suavemente no ombro. Era uma velhinha enrugada cujo sorriso lhe iluminava todo seu ser.

Oi, gato! meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso te dar um abraço?

Ri e lhe respondi com entusiasmo:

Claro que pode!

Ela me deu um abraço muito forte. Por que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem, tão inocente? lhe perguntei.

Rindo respondeu:

Estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos, e logo aposentar-me e viajar.

Eu falo sério, lhe disse.

Queria saber o que a tinha motivado a afrontar esse desafio na sua idade. E ela disse:

Sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter! Depois da aula caminhamos ao edifício da associação de estudantes e compartilhamos uma batida de chocolate.

Nos fizemos amigos em seguida. Todos os dias durante os três meses seguintes saíamos juntos da classe e falávamos sem parar. Me fascinava escutar a esta "máquina do tempo".Ela compartilhava sua sabedoria e experiência comigo.

Durante esse ano, Rose se fez muito popular na Universidade; fazia amizades aonde ia. Gostava de vestir-se bem e se deleitava com a atenção que recebia dos outros estudantes. Desfrutava muito.

Ao terminar o semestre convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Não esquecerei nunca o que ela nos ensinou nessa oportunidade.

Logo que a apresentaram, subiu ao pódio. Quando começou a pronunciar o discurso que tinha preparado de antemão, caíram no chão os cartões aonde tinha os apontamentos.

Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente:

Desculpem que eu esteja tão nervosa. Deixei de tomar cerveja pela quaresma e este whisky me está matando! Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem, assim, se me permitem, simplesmente vou dizer-lhes o que sei.

Enquanto nós ríamos, ela aclarou a garganta e começou:

"Não deixemos de brincar só porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar. Há só quatro segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar. Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias.

Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer.

Há tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem!

Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês têm dezenove anos e ficam na cama um ano inteiro sem fazer nada produtivo se converterão em pessoas de vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e fico na cama por um ano sem fazer nada terei oitenta e oito anos.

Todos podemos envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é amadurecemos encontrando sempre a oportunidade na mudança. Não me arrependo de nada. Os velhos geralmente não se arrependem do que fizeram, senão do que não fizeram. Os únicos que temem a morte são os que têm remorso".

Terminou seu discurso cantando 'A Rosa'. Nos pediu que estudássemos a letra da canção e a colocássemos em prática em nossa vida diária.

Rose terminou seus estudos. Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente enquanto dormia. Mais de dois mil estudantes universitários assistiram as honras fúnebres para render tributo a maravilhosa mulher que lhes ensinou com seu exemplo que nunca é demasiado tarde para chegar a ser tudo o que se pode ser.

Não esqueçam que,

AMADURECER É OBRIGATÓRIO, ENVELHECER É OPCIONAL

Autor desconhecido

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

As maçãs de Adam

Uma tarde, meu filho chegou em casa, voltando da escola e me perguntou:

-- As pessoas são todas iguais mesmo que sua pele seja de cor diferente?

Pensei durante um momento, então eu disse:

-- Vou lhe explicar, se você puder esperar por uma parada rápida na mercearia. Tenho algo interessante para mostrar-lhe.

Na mercearia, eu falei que precisávamos comprar maçãs.

Fomos à seção de frutas onde compramos algumas maçãs vermelhas, maçãs verdes e maçãs amarelas.

Em casa, enquanto colocávamos as maçãs na fruteira, eu falei ao Adam:

-- Agora eu posso responder sua pergunta.

Coloquei uma maçã de cada tipo sobre a mesa: primeiro uma maçã vermelha, seguida por uma maçã verde e então uma maçã amarela. Então olhei para Adam, que estava sentado no outro lado da mesa e falei:

-- Adam, as pessoas são como essas maçãs. Todas têm cores,formas e tamanhos diferentes. Veja, algumas maçãs levaram algumas batidas e estão machucadas. Por fora não podemos garantir que estão tão deliciosas quanto as outras.

Enquanto eu estava falando, Adam estava examinando cada uma delas, cuidadosamente. Então, tomei cada uma das maçãs, as descasquei e recoloquei sobre a mesa, mas em lugares diferentes e perguntei:

-- Tá bom, Adam, diga-me qual é a maçã vermelha, a maçã verde e a maçã amarela.

E ele disse:

-- Eu não posso falar. Agora elas me parecem todas iguais.

-- Dê uma mordida em cada uma.

Veja se isso lhe ajuda a descobrir qual é qual.

Deu grandes mordidas, e então um sorriso enorme estampou em seu rosto quando me disse:

-- As pessoas são como as maçãs!

São todas diferentes, mas do lado de fora. Por dentro são as mesmas.

-- Certo!, concordei. Cada pessoa tem sua própria personalidade mas são, basicamente, iguais.

Ele entendeu totalmente. Eu não precisei dizer nem fazer qualquer coisa mais. E agora, quando mordo numa maçã, sinto um sabor um pouco mais doce do que antes.

Tradução de Sergio Barros do texto de Kim Aaron 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Pedro e seu machado

Pedro, um lenhador, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se viu desempregado. Após tanto tempo cortando árvores, entrou no corte! A madeireira precisou reduzir custos...

Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico, porém, muito franzino, fugia completamente do biotipo de um lenhador. Além disso, o machado que carregava era desproporcional ao seu tamanho. Aqueles que conheciam Pedro, entretanto, julgavam-no um ótimo profissional.

Em suas andanças, Pedro chegou a uma área reflorestada que estava começando a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador experiente. E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo do Pedro e, com aquele semblante de selecionador implacável, foi dizendo que precisava de pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de "catadores de gravetos".

Pedro, necessitando do emprego, insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional experiente! Com relutância, o capataz resolveu levar Pedro à área de desmatamento. E só fez isso pensando que Pedro fosse servir de chacota aos demais lenhadores. Afinal, ele era um fracote...

Sob os olhares dos demais lenhadores, Pedro se postou frente a uma árvore de grande porte e, com o grito de "madeira", deu uma machadada tão violenta que a árvore caiu logo no primeiro golpe. Todos ficaram atônitos!

Como era possível tão grande habilidade e que força descomunal era essa, que conseguira derrubar aquela grande árvore numa só machadada? Logicamente, Pedro foi admitido na madeireira. Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via em Pedro uma fonte adicional de receita.

O tempo foi passando e, gradativamente, Pedro foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que Pedro estava se esforçando cada vez mais.

Um dia, Pedro se nivelou aos demais. Dias depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam... O capataz que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou Pedro e o questionou sobre o que estava ocorrendo. "Não sei", respondeu Pedro, "nunca me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está caindo".

O capataz pediu, então, que Pedro lhe mostrasse o seu machado. Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de "dentes" e sem o "fio de corte", perguntou ao Pedro: "Por que você não afiou o machado?".

Pedro, surpreso, respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que Pedro ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele poderia voltar ao trabalho. Pedro fez o que lhe foi mandado.

Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga - conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.

A lição que Pedro recebeu cai como uma luva sobre muitos de nós, preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de "amolar o nosso machado", ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos.

Sem saber por que, vamos perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros. Em outras palavras, perdemos a nossa potencialidade.

Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15 minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos na mesma atividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na realidade, tem 15 minutos de experiência repetida durante dez anos.

A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam surgir. É "perder tempo" para afiar o nosso machado.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Síndrome de Procusto

Na mitologia grega, um gigante chamado Procusto convidava pessoas para passarem a noite em sua cama de ferro. Mas havia uma armadilha nesta hospitalidade: ele insistia que os visitantes coubessem, com perfeição, na cama. Se eram muito baixos, ele os esticava; se eram altos, cortava suas pernas.

Por mais artificial que isto possa parecer, será que não gastamos um bocado de energia emocional tentando alterar ou "enquadrar" outras pessoas de formas diversas, embora menos drásticas?

Esperamos, com freqüência, que os outros vivam segundo nossos padrões e ideais, ajustando-se aos nossos conceitos de como eles deveriam ser. Ou então, assumimos a responsabilidade de torná-los felizes, bem ajustados e emocionalmente saudáveis.

A verdade é que grande parte dos atritos que existem nos relacionamentos acontecem quando tentamos impor nossa vontade aos outros - quando tentamos administrá-los e controlá-los.

De tempos em tempos, em graus variados, assumimos responsabilidades que não nos pertencem. Tentamos dirigir a vida das outras pessoas, com a intenção de influenciar tudo, desde a dieta até a escolha de roupas, decisões financeiras e profissionais. Tomamos partido e ficamos excessivamente envolvidos, até encontramos ou criamos problemas onde não existem para poder criticar e oferecer conselhos.

É preciso entender que ninguém muda até que deseje fazê-lo, esteja disposto a mudar e pronto, para tomar as atitudes necessárias para efetuar a mudança. E por este motivo que o resultado de nosso "procustianismo" é, contudo, sempre o mesmo. Estamos destinados a fracassar em nossos esforços para controlar ou modificar alguém, não importa o quanto sejam nobres nossas intenções. E estamos destinados a terminar num turbilhão - frustrados, ressentidos e cheios de auto-piedade.

E o que dizer das pessoas que tentamos orientar? Por outro lado, mostramos falta de respeito por seus direitos como indivíduos, privando-as da oportunidade de aprender através de suas próprias escolhas, decisões e erros. Em resumo, nosso relacionamento com aqueles com os quais declaramos nos preocupar profundamente torna-se desarmonioso e forçado.

Permita que os outros vivam sua vida, enquanto vivemos a nossa - viva e deixe viver.

Autor desconhecido 

ARRAIGADOS, EDIFICADO E CONFIRMADOS NELE

Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. Colossenses 2: 6 - 7

               A Igreja verdadeira deve poder resistir contra as palavras persuasivas. Deve ser tal que não possa ser defraudada com palavras persuasivas. Palavras persuasivas é a tradução do termo grego pithanologia. O termo pertencia à linguagem dos tribunais de justiça; indicava o poder persuasivo dos argumentos do advogado, o tipo de argumentos que podem fazer com que o mal apareça como a melhor razão, que o criminal escape ao justo castigo; o poder que podia arrastar uma assembléia até segui-la por caminhos torcidos. A Igreja verdadeira deve estar de posse da verdade de forma tal que nunca dê ouvidos a argumentos enganosos ou sedutores.
           A Igreja verdadeira tem uma disciplina militar. Paulo alegra-se em saber da ordem e da firmeza dos colossenses vivendo em sua fé. Estes dois termos apresentam um quadro gráfico, porque pertencem à linguagem militar. A palavra traduzida ordem é táxis, que significa fila ou disposição ordenada. A Igreja deve assemelhar-se a um exército ordenado fila após fila, cada homem em seu devido lugar e disposto a pôr por obra a voz de mando. A palavra traduzida firmeza é stereoma que significa baluarte sólido, falange incomovível. Descreve a um exército apostado numa formação que é inquebrantável e incomovível perante a carga inimiga. Dentro da Igreja deve dar-se uma ordem disciplinada e uma firmeza incomovível semelhante à ordem e a firmeza de um exército bem disciplinado.
                Na Igreja verdadeira a vida deve estar em Cristo. Seus membros devem caminhar em Cristo; a vida deve viver-se conscientemente na presença de Cristo. Os cristãos devem estar arraigados e ser sobre edificados nEle. Aqui estamos perante duas imagens. A palavra usada para arraigados é a que se tira da idéia de árvore de raízes profundamente metidas na terra. A palavra sobre edificados é a que corresponde a uma casa levantada sobre alicerces profundos e firmes. Assim como uma árvore se arraiga profundamente para extrair seu sustento, assim o cristão deve arraigar-se em Cristo que é fonte de vida e de fortaleza. Assim como uma casa é firme porque está construída sobre fundamentos sólidos, também a vida cristã deve manter-se impertérrita contra toda tempestade porque está cimentada não na força humana, mas na força de Cristo. Cristo é a força da vida cristã e o fundamento da estabilidade cristã
                 A Igreja verdadeira mantém com firmeza a fé que recebeu. Nunca esquece o ensino que recebeu sobre Cristo e a fé em que foi doutrinada. Deve-se notar que isto não significa uma fria ortodoxia em que toda mudança e toda aventura do pensamento é uma heresia. Somente devemos lembrar como em Colossenses Paulo revela esboços inteiramente novos de seu pensamento sobre Jesus Cristo, para ver quão
                longe está dessa intenção. O que significa é o seguinte: há certas verdades que permanecem como fundamento da fé e que não mudam. Paulo podia lançar-se por novos atalhos e avenidas de pensamento, mas sempre começava e terminava com a verdade invariável de que Cristo é o Senhor.
                                                                                                                 Colossenses (William Barclay)