quinta-feira, 10 de novembro de 2016

UMA ÉTICA CRISTÃ PARA A VIDA (PÓS) MODERNA

Falar do ‘mundo contemporâneo’ dá a impressão que as realidades vividas pelas pessoas em todo local são as mesmas, enquanto, de fato, não são. A vida em Porto Alegre é diferente da vida nas margens do rio Tocantins, que demonstra peculiaridades quando comparada com o cotidiano de Minas Gerais, que por sua vez difere da vivência dos Acreanos, e assim por diante. Porém, acredito que no país todo enfrentamos muitos problemas espirituais e sociais semelhantes. E não somente Brasil afora, mas no mundo todo, em todos os locais que vivem uma vida chamada ‘moderna’, ou ainda ‘pós-moderna’.

O teólogo inglês, John Stott, no seu livro sobre questões que os cristãos enfrentam hoje (Issues Facing Christians Today), escreveu sobre temas como: desigualdade social, pluralismo, a possibilidade de o crente influenciar a sociedade, guerra, questões ambientais, direitos humanos, trabalho, racismo, o tratamento de mulheres, o casamento e o divórcio, inclusive a questão de sexo dentro e fora do casamento, aborto e eutanásia, e o homossexualismo, entre outros temas. Ele estava escrevendo sobre estas polêmicas já nos anos 80. Agora, nos dias da internet, podemos acrescentar: violência e romances ilícitos virtuais, entre outros pecados tradicionais que a internet tem intensificado.

Nesta lista podemos perceber que existem conflitos éticos coletivos (que atingem grupos de pessoas e a própria sociedade) como também conflitos pessoais (que atingem o indivíduo) para os cristãos e o/a cristã/o hoje. Percebemos também, que estas questões não são para nós apenas teóricas, que afetam a vida dos outros, porém são realidades em nossas próprias vidas, e nas vidas de nossas famílias e igrejas.

De que maneira devemos lidar com estas situações enquanto cristãos? A Bíblia tem algum conselho para nós para enfrentarmos os problemas contemporâneos?

Então, a pergunta básica para cada um de nós, em qualquer situação, deve ser “Eu posso fazer isso em nome de Jesus?” Se a resposta for “Não”, ou “Não sei”, devemos então evitar ou parar tal ação. Se a resposta for “Sim”, então podemos continuar felizes e firmes.

Não podemos responder a esta pergunta em um vácuo, dependendo só daquilo que pensamos ou achamos, de acordo com a nossa própria experiência e filosofia. Se for assim, então em um grupo de cem pessoas teríamos a possibilidade de cem respostas éticas diferentes à mesma pergunta. Apesar de várias coisas positivas terem surgido nesta época da pós-modernidade, como a liberdade de expressão, existe o perigo da falta de diretrizes claras para certas questões importantes da vida. Precisamos de um referencial, e como cristãos acreditamos que este referencial é a vontade de Deus expressa na Bíblia.

Tomás Sánchez, teólogo peruano, afirma que diante do sermão pregado precisamos “assumir uma mudança radical, um compromisso público, e de oração”, para que a mensagem tenha o seu efeito.

Daí sim, a reflexão pode transformar as nossas vidas pessoais e coletivas, como crentes, igrejas e sociedade.
 
Então: Como nós vamos nos comportar na nossa vida coletiva e individual? Diante das tentações e conflitos éticos da vida social; no empregar ou trabalhar; nas questões ambientais; no tratar dos direitos dos outros; em relação pessoas diferentes de nós; no tratamento de mulheres; no casamento; na vida sexual e afetiva; em questões de vida ou morte?

Vamos assumir uma mudança radical, um compromisso público, e de oração? Esta é a nossa tarefa como discípulos de Jesus.

Cada um de nós precisa perguntar-se: “Eu posso fazer o que estou fazendo em nome de Jesus?” 

Se a resposta for “Não”, ou “Não sei”, devemos então evitar ou parar tal ação. Se a resposta for “Sim”, então podemos continuar felizes e firmes.

 “E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus”


Mark E Greenwood