sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Perdoados e Sempre Perdoando

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente; caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor perdoou, assim também perdoai-vos; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que, é vínculo da perfeição. Colossenses 3:12-14

Quase escondida num canto remoto de um cemitério de New York há uma pequena lápide sepulcral, fustigada por muitos anos de vento e chuva. Aquela lápide não estampa nenhum nome, nem há qualquer data. A única gravação gasta pelo tempo é uma palavra solitária, que representa a grandiosidade da graça: Perdoado.

A criatura sem nome daquela sepultura não alcança nenhum monumento. Nenhum obelisco. Nenhum mausoléu de mármore. Nenhuma placa de mármore que estivesse registrados em relevo, feitos brilhantes, objetivos esplêndidos alcançados ou batalhas heróicas vencidas.

Mas, acaso pode haver epitáfio mais glorioso? Nada, além de uma certeza imutável. Perdoado. Alguém que encontrou a majestade da misericórdia de Deus. O perdão é mais que a remissão da penalidade; significa a restauração da comunhão interrompida. O perdão é a manifestação concreta da graça de Deus em benefício do indigno. É a justiça de Deus produzindo satisfação para rebeldia humana.

A virtude central do cristianismo é o poder do perdão, e sua maior equivalência está fundamentada na atitude de como recebê-lo. O espírito orgulhosos rejeita qualquer donativo que afronte o seu mérito. Bernard Shaw salientava com gravidade esta posição: O perdão é o refúgio dos mendigos... Devemos pagar nossas dívidas. Aqui está o perfil do soberbo. A religião das obras estriba sua pregação na mensagem da relevância e de reciprocidade de valores. Mas Deus não irá adiante com o homem que marcha com suas próprias forças. A obra prima do pecado é levar os homens a pensar que podem permutas com Deus a salvação. Não há compensação na esfera da graça. Deus não premia os vencedores com a salvação, nem troca o perdão pelas qualidades excelentes. Não somos perdoados porque nos arrependemos. A verdade do evangelho mostra com clareza um outro enfoque: Nós nos arrependemos porque fomos perdoados graciosamente pela graça de Deus. Ambrósio compreendia muito bem esta posição, por isso expressou com sabedoria: Não me vangloriei por ser justo, mas por ser remido; não por ser livre de pecado, mas porque meus pecados são perdoados. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Romanos 3:23-26. A morte de Cristo na cruz foi uma expiação que demonstrou um sucesso pleno, não uma tentativa parcial que requer retoques de nossa parte.


Por outro lado, todos os perdoados são necessariamente perdoadores. Se realmente conhecermos a Cristo como nosso Salvador, os nossos corações são quebrantados, não podem ser duro, e não podemos negar o perdão, ensinava o Dr. Martyn Lloyd Jones. É impossível Ter sido perdoado totalmente por Cristo e não se tornar um verdadeiro perdoador. Nada neste mundo vil e em ruínas ostenta a suave marca do Filho de Deus tanto quanto o perdão. E nada nos torna mais associados com Satanás, do que a falta de perdão. O apóstolo Paulo mostrou qual é a tática sutil do inferno nestas palavras: A quem perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado ( se alguma coisa tenho perdoado ), por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios. II Coríntios 2:10-11. O tranco no coração oprimido tem um troco forjado no tronco da vingança. Mas o tranco no coração redimido tem um saldo de perdão oferecido pelo trono da graça. Amoeda do inferno comercializa nos relacionamentos humanos é vindita que inspira punição. Porém os numerários celestiais circulam com riquezas do perdão. A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens. Se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar a ira de Deus; porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. Romanos 12:17-21.




Paul E. Holdcraft conta que "em uma zona rural do Texas, as vacas do fazendeiro Dick arrebentou a cerca da estância do seu vizinho Billy e invadiram o seu verdejante milharal, devastando-o em uma extensa área.

Billy, ao amanhecer, contemplou enraivecido o estrago produzido pelo gado, enviando a Dick um bilhete pouco cortês, relatando o desagradável incidente. Informou-lhe que havia recolhido as vacas ao Curral da Prefeitura e fez uma advertência, com azedume, de que se tal ocorresse outra vez, as represálias seriam bem mais sérias.

Decorrido algum tempo, as vacas de Billy romperam a cerca do rancho a cerca de Dick, e, sofregamente, devastaram uma grande parte de seu recém cultivado campo de centeio. Dick, pacientemente, tangeu cuidadosamente, as vacas para a propriedade de Billy e lhe remeteu uma delicada mensagem, descrevendo os acontecimentos, considerando-os inevitáveis e fortuitos. E, ao mesmo tempo que lhe comunicava serem desnecessárias quaisquer preocupações, de vez que já procedera o conserto da cerca revestindo de um resistente reforço. Finalizando a sua mensagem, tranqüilizou seu vizinho, esclarecendo-lhe que, se porventura tal episódio viesse a se verificar novamente, que ele estaria pronto a, de bom grado, repetir o mesmo gesto.


 Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Mateus 18:21-22. Errar é humano; perdoar é divino. A vingança é próprio dos espíritos perversos que jamais conheceram o perdão de Deus. Nunca um ser humano se assemelha tanto com Deus, como renunciado a vingança, perdoa de coração um injustiça. Perdoar é banir do coração todo o desejo de vingança, todo apetite rancoroso, em face do grande amor que reina, sob comando do Senhor Jesus Cristo. Assim, a vingança pertence aos escravos, subalternos e infelizes, mas o perdão é característica viva dos libertos e salvo por meio de nosso Senho Jesus Cristo.