segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Meu nome é Felicidade

Faço parte da vida daqueles que tem amigos, pois ter amigos é ser Feliz.

Faço parte da vida daqueles que vivem cercados por pessoas como você, pois viver assim é ser Feliz!

Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva, por isso chamado presente.

Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do Amor, que acreditam que para uma história bonita não há ponto final.

Eu sou casada sabia?

Sou casada com o Tempo. Ah! O meu marido é lindo! Ele é responsável pela resolução de todos os problemas. Ele reconstrói corações, ele cura machucados, ele vence a Tristeza...

Juntos, eu e o Tempo tivemos três filhos: A Amizade, a Sabedoria, e o Amor.

A Amizade é a filha mais velha. Uma menina linda, sincera, alegre. A Amizade brilha como o sol. A Amizade une pessoas, pretende nunca ferir, sempre consolar.

A do meio é a Sabedoria, culta, íntegra, sempre foi mais apegada ao Pai, o Tempo. A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!

O caçula é o Amor. Ah! como esse me dá trabalho! É teimoso, às vezes só quer morar em um lugar... Eu vivo dizendo: Amor, você foi feito para morar em dois corações, não em apenas um. O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo! Quando ele começa a fazer estragos eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu!

Uma pessoa muito importante me ensinou uma coisa: Tudo no final sempre dá certo, se ainda não deu, é porque não chegou o final.

Por isso, acredite sempre na minha família. Acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente no Amor.

Aí, com certeza um dia, eu, a Felicidade, baterei à sua porta !!!
Tenha Tempo para os Sonhos: eles conduzem sua carruagem para as Estrelas.

Autor desconhecido.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Perdoados e Sempre Perdoando

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente; caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor perdoou, assim também perdoai-vos; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que, é vínculo da perfeição. Colossenses 3:12-14

Quase escondida num canto remoto de um cemitério de New York há uma pequena lápide sepulcral, fustigada por muitos anos de vento e chuva. Aquela lápide não estampa nenhum nome, nem há qualquer data. A única gravação gasta pelo tempo é uma palavra solitária, que representa a grandiosidade da graça: Perdoado.

A criatura sem nome daquela sepultura não alcança nenhum monumento. Nenhum obelisco. Nenhum mausoléu de mármore. Nenhuma placa de mármore que estivesse registrados em relevo, feitos brilhantes, objetivos esplêndidos alcançados ou batalhas heróicas vencidas.

Mas, acaso pode haver epitáfio mais glorioso? Nada, além de uma certeza imutável. Perdoado. Alguém que encontrou a majestade da misericórdia de Deus. O perdão é mais que a remissão da penalidade; significa a restauração da comunhão interrompida. O perdão é a manifestação concreta da graça de Deus em benefício do indigno. É a justiça de Deus produzindo satisfação para rebeldia humana.

A virtude central do cristianismo é o poder do perdão, e sua maior equivalência está fundamentada na atitude de como recebê-lo. O espírito orgulhosos rejeita qualquer donativo que afronte o seu mérito. Bernard Shaw salientava com gravidade esta posição: O perdão é o refúgio dos mendigos... Devemos pagar nossas dívidas. Aqui está o perfil do soberbo. A religião das obras estriba sua pregação na mensagem da relevância e de reciprocidade de valores. Mas Deus não irá adiante com o homem que marcha com suas próprias forças. A obra prima do pecado é levar os homens a pensar que podem permutas com Deus a salvação. Não há compensação na esfera da graça. Deus não premia os vencedores com a salvação, nem troca o perdão pelas qualidades excelentes. Não somos perdoados porque nos arrependemos. A verdade do evangelho mostra com clareza um outro enfoque: Nós nos arrependemos porque fomos perdoados graciosamente pela graça de Deus. Ambrósio compreendia muito bem esta posição, por isso expressou com sabedoria: Não me vangloriei por ser justo, mas por ser remido; não por ser livre de pecado, mas porque meus pecados são perdoados. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Romanos 3:23-26. A morte de Cristo na cruz foi uma expiação que demonstrou um sucesso pleno, não uma tentativa parcial que requer retoques de nossa parte.


Por outro lado, todos os perdoados são necessariamente perdoadores. Se realmente conhecermos a Cristo como nosso Salvador, os nossos corações são quebrantados, não podem ser duro, e não podemos negar o perdão, ensinava o Dr. Martyn Lloyd Jones. É impossível Ter sido perdoado totalmente por Cristo e não se tornar um verdadeiro perdoador. Nada neste mundo vil e em ruínas ostenta a suave marca do Filho de Deus tanto quanto o perdão. E nada nos torna mais associados com Satanás, do que a falta de perdão. O apóstolo Paulo mostrou qual é a tática sutil do inferno nestas palavras: A quem perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado ( se alguma coisa tenho perdoado ), por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios. II Coríntios 2:10-11. O tranco no coração oprimido tem um troco forjado no tronco da vingança. Mas o tranco no coração redimido tem um saldo de perdão oferecido pelo trono da graça. Amoeda do inferno comercializa nos relacionamentos humanos é vindita que inspira punição. Porém os numerários celestiais circulam com riquezas do perdão. A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens. Se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar a ira de Deus; porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. Romanos 12:17-21.




Paul E. Holdcraft conta que "em uma zona rural do Texas, as vacas do fazendeiro Dick arrebentou a cerca da estância do seu vizinho Billy e invadiram o seu verdejante milharal, devastando-o em uma extensa área.

Billy, ao amanhecer, contemplou enraivecido o estrago produzido pelo gado, enviando a Dick um bilhete pouco cortês, relatando o desagradável incidente. Informou-lhe que havia recolhido as vacas ao Curral da Prefeitura e fez uma advertência, com azedume, de que se tal ocorresse outra vez, as represálias seriam bem mais sérias.

Decorrido algum tempo, as vacas de Billy romperam a cerca do rancho a cerca de Dick, e, sofregamente, devastaram uma grande parte de seu recém cultivado campo de centeio. Dick, pacientemente, tangeu cuidadosamente, as vacas para a propriedade de Billy e lhe remeteu uma delicada mensagem, descrevendo os acontecimentos, considerando-os inevitáveis e fortuitos. E, ao mesmo tempo que lhe comunicava serem desnecessárias quaisquer preocupações, de vez que já procedera o conserto da cerca revestindo de um resistente reforço. Finalizando a sua mensagem, tranqüilizou seu vizinho, esclarecendo-lhe que, se porventura tal episódio viesse a se verificar novamente, que ele estaria pronto a, de bom grado, repetir o mesmo gesto.


 Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Mateus 18:21-22. Errar é humano; perdoar é divino. A vingança é próprio dos espíritos perversos que jamais conheceram o perdão de Deus. Nunca um ser humano se assemelha tanto com Deus, como renunciado a vingança, perdoa de coração um injustiça. Perdoar é banir do coração todo o desejo de vingança, todo apetite rancoroso, em face do grande amor que reina, sob comando do Senhor Jesus Cristo. Assim, a vingança pertence aos escravos, subalternos e infelizes, mas o perdão é característica viva dos libertos e salvo por meio de nosso Senho Jesus Cristo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A Latinha de Leite

Um fato real. Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela, um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro. Estavam famintos "vai trabalhar e não amole", ouvia-se detrás da porta; "aqui não há nada moleque...", dizia outro...

As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças... Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes "Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!" E voltou com uma latinha de leite.

Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos "você é mais velho, tome primeiro..." e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua.

Eu, como um tolo, contemplava a cena... Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino! Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão "Agora é sua vez. Só um pouco." E o irmãozinho, dando um grande gole exclama "como está gostoso!"

"Agora eu", diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. "Agora você", "Agora eu", "Agora você", "Agora eu"..

E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo...ele sozinho.

Esse "agora você", "agora eu" encheram-me os olhos de lágrimas...

E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria. Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância.

Daquele moleque nós podemos aprender a grande lição, "quem dá é mais feliz do que quem recebe." É assim que nós temos de amar. Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal elegância, com tal discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que nós lhe prestamos."

Autor desconhecido

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
1 Coríntios 13:4-7

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A transformação pelo fogo

"Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua sendo milho para sempre."

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.

Imagino a pobre pipoca fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.

A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!

E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho da pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosas do que o seu jeito de ser. A presunção, o medo, são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, seu destino é triste, já que ficará dura a vida inteira.

Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

Rubem Alves
Do livro: "O amor que acende a lua"

domingo, 23 de outubro de 2016

Cavando um buraco

Dois irmãos decidiram cavar um buraco bem profundo atrás de sua casa.
Enquanto estavam trabalhando, dois outros meninos pararam por perto para observar.

- O que vocês estão fazendo? - perguntou um dos visitantes.

- Nós estamos cavando um buraco para sair do outro lado da terra! - um dos irmãos respondeu entusiasmado.

Os outros meninos começaram a rir, dizendo aos irmãos que cavar um buraco que atravessasse toda a terra era impossível.

Após um longo silêncio, um dos escavadores pegou um frasco completamente cheio de pequenos insetos e pedras valiosas. Ele removeu a tampa e mostrou o maravilhoso conteúdo aos visitantes gozadores. Então ele disse confiante,

- Mesmo que nós não cavemos por completo a terra, olha o que nós encontramos ao longo do caminho!

Seu objetivo era por demais ambicioso, mas fez com que escavassem. E é para isso que servem os objetivos: fazer com que nos movamos em direção de nossas escolhas, ou seja começarmos a escavar!

Mas nem todo objetivo será alcançado inteiramente. Nem todo trabalho terminará com sucesso. Nem todo relacionamento resistirá. Nem todo amor durará. Nem todo esforço será completo. Nem todo sonho será realizado.

Mas quando você não atingir o seu alvo, talvez você possa dizer,

- Sim, mas vejam o que eu encontrei ao longo do caminho! Vejam as coisas maravilhosas que surgiram em minha vida porque eu tentei fazer algo!

É no trabalho de escavar que a vida é vivida.

E, afinal, é a alegria da viagem que realmente importa!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O PARALITICO DE CARFANAUM

Texto: Marcos 2:3-12
Introdução: Paralíticos eram muito comuns nos tempos bíblicos. Não havia apoio médico disponível para pessoas com deficiência e sua única esperança era a intervenção divina.

Essa passagem fala sobre um paralítico em Cafarnaum e quatro amigos decididos a ter um encontro com Deus.
1. Extraordinária fé e persistência
A. Eles estavam determinados a não voltar atrás 
1. Eles tinham uma carga de problemas, carregando o paralítico pelas estradas empoeiradas daquela região.
2. A entrada estava bloqueada e eles não podiam entrar
3. Eles tinham duas opções. Voltar ou encontrar um caminho alternativo para entrar na casa.
B. A fé extraordinária era a fonte da persistência
1. Sua fé em Deus, motivou-os a superarem as barreiras.
2. A fé produz perseverança (Tiago 1:3)
3. Quando Jesus viu a fé deles... (Marcos 2:5a)
C. Mantenha a persistência (Mateus 7:7-8).
1. Se a sua fé, é verdadeira, você nunca vai desistir, porque você sabe que Deus nunca desiste.
2. A fé sem ação é morta (Tiago 2:17)
3. Alguém disse: "Vencedores nunca desistem e desistentes nunca vencem.”
2. O perdão do pecado
A. Jesus não abordou direto a necessidade da cura do paralítico, porque...
1. Ele queria deixar claro que o sofrimento do homem está na separação de Deus.
2. O pecado não é a fonte de toda a enfermidade, mas o perdão do pecado escolta a cura física.
B. Somente Jesus pode perdoar os seus pecados.
1. Religiões, costumes e rituais não pode trazer a cura.
2. Jesus tem autoridade para perdoar pecados, porque Ele é de Deus. Ilustração: O presidente do Sri Lanka tem a autoridade legal para tornar qualquer prisioneiro livre, segundo a sua vontade.
C. Humilhe-se diante de Deus, enquanto você está sentado aqui ouvindo a palavra de Deus. Arrependa-se e reconheça sua necessidade de Jesus, um mediador para restaurar o rompido relacionamento com Deus.
3. O paralítico obedeceu a ordem de Jesus.
A. “a ti te digo: levanta-te, e toma o teu leito, e vai para tua casa. E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos” Marcos 2:11-12
1. A verdadeira fé exige ação de obediência.
2. Esta declaração deve ter soado muito extrema para os outros, mas o paralítico não fez qualquer pergunta.
B. Ele fez a sua parte
1. Os amigos fizeram o seu trabalho
2. Deus fez sua parte
3. Finalmente, o paralítico cumpriu seu próprio papel.

Conclusão

A. Este é o momento de você dar um passo a frente com fé.
1. Eu fiz a minha parte pregando a palavra de Deus.
2. Deus já cumpriu a parte dele, ele já te perdoou.
3. É hora de você dar um passo de fé em obediência.

Pr. Aldenir Araújo

sábado, 15 de outubro de 2016

O Evangelho

 I. A PALAVRA “EVANGELHO”

1.Etimologia. A palavra “evangelho” vem de duas palavras gregas eu, que quer dizer “bom”, e de angelia, que significa “mensagem, notícia, novas”. Assim, a palavra euuangelion quer dizer “boas novas, notícias alvissareiras”. Essa palavra aparece tanto no Antigo Testamento como na literatura extra-bíblica.No hebraico é bessorah (2 Sm 18.20,25,27; 2 Rs 7.9), que a Septuaginta traduziu por euuangelion. Originalmente significava “pagamento pela transmissão de uma boa notícia”. Com o tempo, passou a ganhar novo significado no mundo romano de fala grega, em virtude do culto ao imperador, pois a palavra euuangelion era usada para anunciar o nascimento deste ou a sua coroação.
2. Novo Testamento. Esse vocábulo, que é encontrado 76 vezes em todo o Novo Testamento, só aparece no singular; o verbo euuangelizo, “evangelizar”, 54; e euuangelistes, “evangelista”, três. O Senhor Jesus Cristo é o conteúdo do evangelho: sua vinda, seu ministério terreno, seu sofrimento, morte e ressurreição (Rm 1.1-7). É a mensagem de Cristo que salva o pecador (Jo 3.16; Rm 1.16). É o meio empregado por Deus para a salvação de todo aquele que crer (1 Co 15.2). Só através do evangelho é que o homem conhece a salvação na pessoa de Jesus. O evangelho de Cristo é a única resposta para este mundo que perece em conseqüência do pecado.
3. Os três estágios da palavra evangelho.
a) No mundo grego, tinha o sentido de recompensa por trazer boas novas.
b) No Antigo Testamento (Septuaginta), o vocábulo indica as próprias boas-novas. Aparece em termos proféticos com o mesmo sentido que encontramos no Novo Testamento: “Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52.7). Veja o seu cumprimento em Romanos 10.15.
c) No Novo Testamento são as boas novas que falam do Reino de Deus, da salvação e do perdão dos pecados na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o evangelho da graça de Deus (At 20.24).

II. OS QUATRO EVANGELHOS

1. É a mensagem de salvação. O evangelho é a mensagem transformadora do Calvário; não é meramente um livro. Se não é um livro, por que chamamos as quatro primeiras seções do Novo Testamento de “evangelhos”? Essa nomenclatura é externa, e surgiu a partir do séc. II, mas parece haver apoio interno para isso: “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1.1). O evangelista Marcos, depois dessa declaração, passa a narrar o ministério público de Jesus, que consiste no conteúdo do segundo livro na ordem do Novo Testamento; assim o termo “evangelho” ganhou novo estilo literário.
2. A natureza dos evangelhos. Mateus, Marcos, Lucas e João são a base do Novo Testamento; é impossível compreender a este sem os quatro evangelhos.
a) Os evangelhos sinóticos. Os três primeiros evangelhos são chamados de sinóticos. Este nome vem de duas palavras gregas syn, que significa “com”, e opsis, “ótica, vista”. A palavra “sinótico” quer dizer “visão conjunta”. Isto se aplica a Mateus, Marcos e Lucas porque eles são uma sinopse da vida de Cristo. Eles contêm muitas semelhanças entre si no conteúdo e na apresentação.
b) O Evangelho de João. Enquanto os sinóticos registram o ministério incessante e intenso do Senhor Jesus, as parábolas, os milagres e todos os demais feitos do Mestre, João preocupou-se mais em descrever os discursos profundos e abstratos de Jesus, revelando a sua deidade absoluta. O propósito é mostrar que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que a fé em seu nome dá a todo o que nEle crê a vida eterna: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

III. A PROMESSA DE DEUS

1. O resumo do evangelho. O capítulo 1 da epístola aos Romanos é uma síntese do evangelho; é a mais bela de todas as introduções das epístolas paulinas. Em tão poucas palavras, diz tudo o que o homem precisa saber sobre Jesus. Alguém sugeriu que todos os crentes a decorassem para recitá-la diariamente como uma confissão de fé. Essas poucas palavras falam da origem divina e humana de Jesus, e descrevem o plano de Deus para a redenção da humanidade.
2. O plano de Deus. O evangelho não é algo surgido de improviso, pois Deus o havia prometido desde “antes dos tempos dos séculos” (Tt 1.2). A Bíblia diz que Deus o prometeu “pelos seus profetas nas Santas Escrituras” (Rm 1.2). O Messias foi sendo revelado de maneira sutil e progressiva. Cada profeta apresentou um perfil do Salvador, até que a revelação se consumou na sua vinda.Há inúmeras profecias messiânicas e alusões diretas e indiretas ao Messias, e destas, cerca de 20 passagens apontam Jesus como o filho e sucessor do rei Davi. Mateus inicia o seu evangelho associando o Messias aos dois maiores pilares do Antigo Testamento: Abraão e Davi (Mt 1.1). O apóstolo Paulo ressalta, aqui, a realeza do Filho do homem (v.4).

IV. O EVANGELHO QUE SALVA

1. O caráter universal do evangelho. A Bíblia diz que todos os homens são pecadores e precisam reconciliar-se com Deus (Rm 3.23; 5.12). Não existe salvação sem Jesus (At 4.12). Ele mesmo disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). No livro de Atos, encontramos o Espírito Santo impulsionando os cristãos no trabalho da pregação do evangelho. O alcance do evangelho, em tão pouco tempo, foi extraordinário. É o cumprimento da ordem de Jesus: “Até os confins da terra” (At 1.8).
2. A evangelização. O evangelho é a mensagem de que o mundo tanto carece. Já faz dois mil anos que os cristãos vêm pregando esta mensagem, e ela continua sendo, a cada dia, sempre nova e eficaz. A evangelização, o discipulado e a intercessão são as três principais colunas do crescimento da Igreja. Cada igreja deve elaborar um projeto, com metas bem definidas, para alcançar os pecadores. O apóstolo Paulo diz que o evangelho salva, mas é preciso permanecer nele (1 Co 15.1,2). Evangelizar é tarefa de todos os crentes.
3. Influência do evangelho na legislação das nações. O evangelho de Cristo tem influenciado muitas nações. Haja vista a Inglaterra e os Estados Unidos. Herdeiros de grandes grandes avivamentos espirituais, ambos os países garantem, através de legislações inspiradas na Bíblia, o respeito aos direitos humanos, a preservação da qualidade de vida e a justa distribuição de renda. Infelizmente, o mesmo não acontece nos países que se fecharam às Boas Novas de Cristo. Oremos, pois, a fim de que o Brasil seja totalmente evangelizado, pois, feliz é a nação que se acha compromissada com o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

CONCLUSÃO

O Senhor Jesus constituiu a Igreja como a única agência do Reino de Deus na terra encarregada de anunciar as boas novas de salvação. É necessário, pois, a mobilização de toda a Igreja para que essas metas sejam alcançadas. Cada crente dos dias apostólicos era um dedicado, fervoroso e próspero ganhador de almas (At 8.4). Jesus foi enviado ao mundo para salvar os pecadores (Mt 11.28-30), através da mensagem do evangelho (1 Tm 1.15). Deve ser a nossa a resolução do apóstolo Paulo: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16).

FONTE:
OEvangelismo e Missões - 3º Trimestre de 2002 - CD CPAD
A Igreja Cumprindo Sua Tarefa
Comentários de Pr. Esequias Soares

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O DOM DE PROFECIA


Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação.
1 Coríntios 14:3

O dom de profecia desempenha um tríplice propósito no seio da igreja.

1. Edificação. O palavra “edificação”, em grego, é oikodome e diz respeito à construção de uma casa, semelhante ao uso do termo em português. Portanto, não podemos esquecer que uma das funções primárias da profecia não é destruir a fé dos irmãos, antes fortalecê-la (Rm 14.9; Ef 4.12).

2. Exortação. A palavra “exortação”, em grego, é paraklesis e diz respeito ao ato de encorajar. Através do dom profético, a igreja é encorajada à perseverar em fidelidade, mesmo diante das adversidades (1Ts 5.11).

3. Consolação. O verbo “consolar”, em grego, é paramuthia e diz respeito ao conforto proveniente do dom espiritual de profecia. A igreja é estimulada a ter esperança no Senhor quando esse dom é manifestado, a fim de que essa não perca o ânimo espiritual (1Co 14.31; 1Ts 5.14). Esses termos aparecem em outros contextos bíblicos sem se referirem ao dom espiritual de profecia (Ef 4.12; 2Tm 4.2; Ef 6.22). Em tais contextos, fica demonstrado que a igreja pode ser edificada, exortada e consolada não apenas através desse dom, mas, principalmente, por meio do ensino da palavra de Deus. Por isso, devemos dar o devido crédito à mensagem da Escritura, mas sem desprezar as profecias (1Ts. 5.20) como possibilidade espiritualmente legítima para a edificação, exortação e consolação da Igreja.

 CONCLUSÃO

A falta de disciplina no uso do Dom de profecia tem causado sérios problemas no seio da Igreja. Esta indisciplina pode ser atribuída à falta de preparação por parte de muitos líderes que estão à frente do rebanho (Os 4.6). O dom de profecia é um dom necessário para a edificação da Igreja, mas esta edificação só será possível se a profecia obedecer aos três propósitos, para os quais ela foi designada.

  
Pr. Daniel Gustavo Sousa Tavares.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SABEDORIA DE MULHER

Um homem e uma mulher estavam casados por mais de 60 anos.
Eles tinham compartilhado tudo um com o outro, tinham conversado sobre tudo e não tinham segredo entre eles, afora uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela.
Assim, por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato. Mas um dia a velhinha ficou muito doente e o médico falou que ela não sobreviveria.
Então o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher. Ela então concordou que era a hora dele saber o que havia naquela caixa.
Quando ele abriu a tal caixa, viu duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares. Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou:
 _ Quando nós nos casamos, minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar ou brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você, que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava “Somente duas bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente duas vezes, por todos esses anos de vida e amor.”
 - Querida!!!
ele falou
 – Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo, de onde veio?
 - Ah!!!
  ela disse
 – Esse é o dinheiro que eu ganhei com a venda das bonecas.

 A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua.
Provérbios 14:1

Um grande conceito sobre amizade

- Meu amigo ainda não regressou do campo de batalha, senhor. Solicito permissão para ir buscá-lo — disse um soldado a seu superior.

- Permissão negada, respondeu o oficial — Não quero que você arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.

O soldado, desconsiderando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo.

O oficial ficou furioso.

- Eu te disse que ele já estava morto! Agora, por causa da sua indisciplina, eu perdi dois homens! Me diga, valeu a pena ir até lá para trazer um cadáver?

E o soldado, moribundo, respondeu:

- Claro que sim, senhor! Quando encontrei o meu amigo, ele ainda estava vivo e pode me dizer: "Eu tinha certeza que você viria!"

"UM AMIGO É AQUELE QUE CHEGA QUANDO TODO MUNDO JÁ SE FOI."

Autor desconhecido

terça-feira, 4 de outubro de 2016

TOLERÂNCIA

Um famoso senhor com poder de decisão, gritou com um diretor da sua empresa porque estava com ódio naquele momento.
O diretor, chegando em casa, gritou com sua esposa, acusando-a de que
estava gastando demais, porque havia um bom e farto almoço à mesa.
Sua esposa gritou com a empregada que quebrou um prato.
A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara.
O cachorrinho saiu correndo e mordeu uma senhora que ia passando pela rua,porque estava atrapalhando sua saída pelo portão.
Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e fazer um curativo e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada.
O farmacêutico, chegando em casa, gritou com sua mãe, porque o jantar não estava do seu agrado.
Sua mãe, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou seus cabelos e beijou-o na testa, dizendo-lhe:
- "Filho querido, prometo-lhe que amanhã farei os seus doces favoritos.Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da sua cama, pôr outros bem limpinhos e cheirosos para que você descanse em paz. Amanhã você vai se sentir melhor."
E abençoou-o, retirando-se e deixando-o sozinho com os seus pensamentos.
Naquele momento, rompeu-se o círculo do ódio, porque ele esbarrou-se com a TOLERÂNCIA, a DOÇURA, o PERDÃO e o AMOR.
Se você está, ou se colocaram você em um círculo do ódio, lembre-se de que com TOLERÂNCIA, DOÇURA, PERDÃO e AMOR pode-se quebrá-lo."


Autor: Desconhecido