sábado, 31 de outubro de 2015

Vida pela fé

O justo pela fé viverá” Hc 2.4

Quando a palavra diz que o “justo pela fé viverá” está associando a fé à sua existência como um todo, que consiste em: passado, presente e futuro.

Fé fala de passado – numa perspectiva de cura
Sabemos que pela fé todas as coisas anteriores são deixadas para trás. “A todos quantos creram no seu nome deu-lhes o poder de serem feitos Filhos de Deus”, novas criaturas, para os quais as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo. Pela fé, nos apropriamos do perdão e sabemos que Ele nos habilitará a viver de forma sadia hoje. Pela fé nos apropriamos do livramento de toda e qualquer maldição. Em Cristo, as coisas passadas podem e devem ser abandonadas.

Fé fala de presente – numa perspectiva de vida com qualidade
Viver o presente pela fé significa viver a certeza de um propósito de Deus que se confirma no tempo determinado chamado: presente. Discernindo o tempo de Deus, podemos usufruí-lo de forma mais intensa. Quando falamos de presente estamos falando de tempo de Deus, “pois o tempo de Deus se chama: Hoje”.

Fé fala de futuro – numa perspectiva de gerar
Quando a palavra nos faz entender que pela fé trazemos à existência aquilo que não vemos, está dizendo que vivendo o hoje pela fé, podemos gerar a favor do futuro. Semeamos e colhemos... "Semeia-se em fraquezas, ressuscitará com vigor" (1 Co 15.43).

Pela fé aguardamos como certo o cumprimento de cada uma das promessas de Deus às nossas vidas; "... convicção do que não se vê" (Hb 11.1). Pela fé aguardamos a volta Daquele que foi nos preparar lugar junto ao Pai: JESUS.

Deus tem bênçãos incontáveis para aqueles e aquelas que conservam a fé com justiça. Disponha seu coração para crer, pois "qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração... lhe será feito" (Mc 11.23), e viva uma vida com qualidade de cidadão do céu.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A dinâmica da vida cristã


Fica evidente, quando consideramos o tema da dinâmica da vida cristã, no Novo Testamento (NT), que estamos diante de mais uma tensão bíblica que merece toda a atenção de todos que desejam viver de modo agradável a Deus.

O desenvolvimento da vida cristã é responsabilidade de Deus ou do ser humano?

Pode-se dar ênfase a um lado em detrimento do outro, e, quando isso acontece, é possível ter-se a impressão de que o desenvolvimento dessa vida depende mais da ação divina ou mais da ação humana. Quando se age assim temos uma visão distorcida da dinâmica da vida cristã.

Um estudo sério sobre o funcionamento da vida cristã, revelará que:  
Todo cristão deve desenvolver um equilíbrio entre a ação divina e humana no desenvolvimento da sua vida cristã. Analisemos cinco aspectos:

I – TEORIAS BÁSICAS SOBRE A DINÂMICA DA VIDA CRISTÃ
Quando se estuda o desenvolvimento que o cristão deve ter em sua vida, depois de sua inclusão “em Cristo”, encontramos basicamente três teorias sobre o funcionamento da vida cristã:
1. O cristão é capaz de desenvolver, por meio do esforço próprio, a sua vida cristã;
2. O cristão é incapaz de desenvolver a vida cristã por meio de seus esforços próprios;
3. O cristão, em parte, é capaz e, em parte, é incapaz de desenvolver a vida cristã por meio de seus esforços.

II – O PAPEL DE CRISTO NAS TEORIAS SOBRE A DINÂMICA DA VIDA CRISTÃ
Quando analisamos essas possíveis maneiras de desenvolvermos a vida cristã, o papel de Cristo deve ser bem entendido. Em cada uma dessas teorias a atuação de Cristo é a seguinte:
1. Na primeira teoria, por entender-se que o cristão é capaz de desenvolver a vida cristã por si mesmo, Cristo é um exemplo de vida a ser imitado – 1 Pe 2.21;
2. Na segunda teoria, por entender-se que o cristão não consegue por si mesmo desenvolver sua vida cristã, Cristo é quem fornece a energia vital que capacita o cristão desenvolvê-la – Jo 15.5;
3. Na terceira teoria, por entender-se que o cristão tem condições parciais para o desenvolvimento de sua vida cristã, Cristo torna-se parceiro fundamental nesse desenvolvimento – Gl 2.20.

III – EXPLICAÇÃO DAS TEORIAS SOBRE A DINÂMICA DA VIDA CRISTÃ

1. O cristão é capaz de desenvolver, por meio do esforço próprio, a sua vida cristã:
 A. Entende-se, por meio dessa teoria, que a vida cristã é inteiramente um presente de Deus, mas a apropriação do que Deus nos oferece requer um trabalho árduo e vigoroso por parte do cristão.
 B. A expressão: “Faça a tua parte que eu te ajudarei”, é uma síntese desse pensamento. Entende-se que não é possível viver uma vida vitoriosa sem obediência, sem esforço deliberado, sem disciplina cuidadosa. Usa-se a terminologia do NT para se argumentar em favor dessa posição: o cristão deve lutar, combater, correr, trabalhar, sofrer, resistir, agonizar, mortificar e desenvolver outras ações (verbos) que expressam energia persistente.
 C. Nessa teoria Deus dá as ordens, e os cristãos são os agentes do cumprimento das ordens divinas. Na ocasião da obediência às ordens, Deus se torna passivo, e o cristão ativo. Ao pregarmos ou ensinarmos dando ênfase às virtudes que os cristãos devem possuir, estamos defendendo essa teoria.

2. O cristão é incapaz de desenvolver a vida cristã por meio de seus esforços próprios:
 A. Entende-se, por meio dessa teoria, que o homem, antes dele pecar, possuía uma vida cuja força motriz era Deus. Depois do pecado, o homem foi invadido por uma força estranha que passou a dominá-lo e movê-lo. Essa força invasora é o pecado (Rm 7.17-23), e essa invasão tornou-se comum a toda humanidade (Ef 2.1-3). Assim, o homem não tem alternativa se não obedecer a esse estranho senhor.
 B. Quando o homem se torna cristão, a natureza pecaminosa ainda continua agindo mesmo contra a vontade do cristão. Paulo, em 1Coríntios 3, fala do cristão carnal, e, no texto de Romanos 7, ele diz que embora desejasse fazer o bem, não conseguia realizá-lo. Por mais que o cristão se esforce, ele não consegue produzir as virtudes cristãs, pois elas não são resultados da ação humana, mas são fruto do Espírito Santo (Gl 5.22).
 C. Diante dessa incapacidade, o cristão deve render-se a Cristo e confiar plenamente que ele operará o desejar e o efetuar (Fl 2.13) em sua vida. Ao agir assim, o cristão obtém a vitória “em Cristo”, pois quem produz o fruto é o Espírito Santo. Afinal, Jesus deseja viver a Sua vida em nós. 
Quando entendemos dessa maneira o desenvolvimento da vida cristã, Deus é o agente, e o cristão, o paciente. Deus é ativo, e o cristão, passivo. 

3. O cristão, em parte, é capaz e, em parte, é incapaz de desenvolver a vida cristã por meio de seus esforços.
 A. Essa teoria afirma que o cristão depende de seus esforços e da ação poderosa de Cristo no desenvolvimento da vida cristã. O cristão é visto como possuidor de qualidades cristãs, mas, ao mesmo tempo, possuidor de características essencialmente humanas. As qualidades são aceitas por Deus, e as características humanas vão sendo removidas ou transformadas pela ação do Espírito Santo.
 B. É interessante notarmos que certos tipos de personalidades têm mais facilidade de pôr em prática certas virtudes, e, por outro lado, outras personalidades têm mais dificuldades em desenvolver outras qualidades. Os introvertidos tendem a serem mais fingidos, enquanto os extrovertidos têm dificuldades em exercer o domínio próprio. Por outro lado, os introvertidos têm maior facilidade em auto dominar-se, enquanto os extrovertidos têm mais facilidade de serem sinceros. Quando isso acontece, o homem é ativo, e Deus, passivo.
 C. Em contraste com esse ponto, temos o fato de que os defeitos ou as características humanas não são aceitas por Deus. Por Deus ser perfeito (Mt 5.48), essas imperfeições devem desaparecer por meio da ação poderosa do Espírito Santo. Por isso o cristão deve confessar seus defeitos – pecados – a Deus (1 Jo 1.9) e permitir que, em vez dele mesmo, o Espírito Santo produza uma nova vida, com características e virtudes cristãs (Rm 8.3 e 11 com Gl 5.16). Quando isso acontece, em lugar de meu ódio, a minha vida manifestará o amor divino, e em lugar de minha ansiedade, o Espírito Santo me fará alguém mais paciente.   

IV – O CRESCIMENTO NA DINÂMICA DA VIDA CRISTÃ
Como o crescimento é um dos alvos para todos os cristãos, cada teoria tem uma maneira de explicá-lo na dinâmica da vida cristã:
1. A primeira teoria afirma que pela prática de diversas atividades, por parte do cristão, como: oração, leitura da Bíblia, disciplina pessoal, comunhão com outros cristãos, vitória sobre a tentação e, principalmente, pela atuação no serviço eclesiástico, acontecerá o crescimento na vida cristã.
2. Com base na segunda teoria, muitos entendem que tudo o que o cristão consegue fazer são realizações humanas. Como o cristão é incapaz de produzir algo genuinamente bom, o melhor é ele confiar em Deus entregando-se totalmente a ele. A leitura da Bíblia, a oração e até as atuações no serviço eclesiástico são produtos da ação divina na vida do cristão, e não meios de se conseguir o crescimento. Como resultado dessa ação divina, tudo é considerado e usado por Deus para promover o crescimento (Hb 5.11-14).
3. Na terceira teoria, o crescimento acontece a partir das ações conjuntas do homem e de Deus, conforme a primeira e a segunda teoria.

V – ENTENDENDO O CRESCIMENTO NA DINÂMICA DA VIDA CRISTÃ
1. Sem dúvida o crescimento que se tem como alvo (1 Pe 2.2; 2 Pe 3.18) não se refere ao crescimento físico.
2. Entende-se que o crescimento é integral (Ef 4.15).
 A. O crescimento integral envolve o aspecto intelectual – o mais enfatizado – o qual envolve o conhecimento bíblico, o conhecimento literário, o conhecimento teológico, o conhecimento ético etc. Todos esses aspectos resumem-se na compreensão, no entendimento dos diversos fatos da ação divina no ser humano.
 B. O crescimento integral envolve o aspecto emocional – o cristão necessita desenvolver adequadamente a sensibilidade emocional para com Deus, para consigo mesmo e para com o seu próximo. Precisa integrar o conhecimento cristão à sua vida emocional, e isso ocorre num processo.
 C. O crescimento integral envolve o aspecto espiritual – o cristão necessita desenvolver sua cosmovisão espiritual, uma confiança cada dia maior em Deus (2 Co 10.15; 2 Ts 1.3). Assim, o cristão necessita crescer na dependência de Deus. O NT fala constantemente no crescimento experimental (Jo 17.3; 2 Pe 3.18).
 D. O crescimento integral envolve o aspecto moral – o cristão não apenas dependerá da manutenção e sustento de Deus, mas também deverá crescer em sua postura ética e comportamental e em suas decisões (1 Re 18.21; Lc 9.62; Tg 4.8).
 E. O crescimento integral envolve o aspecto funcional ou operacional – Deus concede a cada cristão uma (s) função (ões) para ser (em) desempenhada (s) e desenvolvida (s) na igreja (Rm 12.4-8). O cristão deve aperfeiçoar aquilo que Deus lhe deu – e essa é a especialização carismática, que envolve agir para glorificar a Deus, para edificar os irmãos e demonstrar ao mundo o reino de Deus.

CONCLUSÃO
 Deve ficar claro que o crescimento na dinâmica da vida cristã deve ser equilibrado. 
Quando isso acontece evitamos os seguintes absurdos:
1. Um cristão inteligente, conhecedor de muitos conceitos, das diversas doutrinas, mas imaturo experimentalmente.
2. Um cristão piedoso, consagrado, com muitas experiências, mas ignorante em relação às doutrinas cristãs.
3. Um cristão ativista, funcional, realizador, mas com visíveis falhas morais.
4. Um cristão comportamentalmente correto, irrepreensível, mas inoperante eclesiasticamente.
Quando a vida cristã é desenvolvida equilibradamente, com a participação do cristão, contando com a poderosa ação divina, certamente ela será uma vida que glorificará a Deus, demonstrará ao mundo a realidade já presente do Reino divino e trará edificação ao Corpo de Cristo!


terça-feira, 27 de outubro de 2015

A Parte mais Importante do Corpo

Quando eu era muito jovem, minha mãe me perguntou qual era a parte mais importante do corpo. Eu achava que o som era muito importante para nós, seres humanos, então eu disse:

- Minhas orelhas, mãe. Ela disse:

- Não. Muitas pessoas são surdas. Mas continue pensando sobre este assunto. Em outra oportunidade eu volto a lhe perguntar. Algum tempo se passou até que minha mãe me perguntou outra vez. Desde que fiz minha primeira tentativa, eu imaginava ter encontrado a resposta correta. Assim, desta vez eu lhe disse:

- Mãe, a visão é muito importante para todos, então devem ser nossos olhos. Ela me olhou e disse:

- Você está aprendendo rápido, mas a resposta ainda não está correta porque há muitas pessoas que são cegas. Dei mancada outra vez. Eu continuei minha busca por conhecimento ao longo do tempo e minha mãe me perguntou várias vezes e sempre sua resposta era:

- Não. Mas você está ficando mais esperta a cada ano. Então, um dia, meu avô morreu. Todos estavam tristes. Todos choravam. Até mesmo meu pai chorou. Eu me recordo bem porque tinha sido apenas a segunda vez que eu o via chorar. Minha mãe olhou para mim quando fui dar o meu adeus final ao vovô. Ela me perguntou:

- Você já sabe qual a parte do corpo mais importante? Eu fiquei meia chocada por ela me fazer aquela pergunta naquele momento. Eu sempre achei que era apenas um jogo entre ela e eu. Observando que eu estava confusa ela me disse:

- Esta pergunta é muito importante. Mostra como você viveu realmente a sua vida. Para cada parte do corpo que você citou no passado, eu lhe disse que estava errada e eu lhe dei um exemplo que justificava. Mas hoje é o dia que você necessita aprender esta importante lição. Ela me olhou de um jeito que somente uma mãe pode fazer. Eu vi lágrimas em seus olhos. Ela disse:

- Minha querida, a parte do corpo mais importante é seu ombro. Eu perguntei:

- Porque eles sustentam minha cabeça? Ela respondeu:

- Não, é porque pode apoiar a cabeça de um amigo ou de alguém amado quando eles choram. Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento de sua vida. Eu espero que você tenha bastante amor e amigos e que você tenha sempre um ombro para chorarem quando precisarem. Então eu descobri que a parte do corpo mais importante não é egoísta. É ser "simpático" à dor dos outros. E, para completar, em algum lugar eu li:

"As pessoas se esquecerão do que você disse... as pessoas se esquecerão do que você fez... mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir. Os bons amigos são como estrelas... que você nem sempre as vê, mas você sabe que sempre estão lá".

E a família, como vai?

Encontramos na bíblia uma das famílias mais complicadas da história da humanidade. A ironia, porém, é que essa é a família de um dos homens mais piedosos do Antigo Testamento – o rei Davi.

Davi é descrito como um homem segundo o coração de Deus (Salmo 89.20 e Atos 13.22), isso, porém, não evitou que cometesse erros sérios – erros esses que vieram com a conquista do poder. Em seu orgulho e cegueira espiritual, ele tomou uma mulher que não era sua e mandou matar seu marido. Quando esse pecado foi exposto, causou um impacto desastroso em sua família. Seu filho Amnon imitou o comportamento do pai e acabou por violentar sua meia-irmã – Tamar, irmã de Absalão. Davi ficou indignado mas não tomou qualquer atitude com relação a Amnon. Como conseqüência Absalão tornou-se cada vez mais amargurado e rebelou-se contra o pai. Davi não foi um bom modelo para seus filhos. Sua maneira de se relacionar com seus filhos é refletida em sua atitude com relação a Adonias, outro filho rebelde: "Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?" (I Reis 1.6).

Sua fraqueza como pai gerou grande dor para a família. Absalão, vendo que o pai nada fizera com relação a Amnon, decidiu fazer justiça com as próprias mãos, matando Amnon. A família ficou irremediavelmente dividida e ferida.

A história da família de Davi é apenas um exemplo. As feridas presentes nas famílias nos dias de hoje são tão reais e, possivelmente, tão complexas quanto aquelas.

Feridas acontecem em todas as famílias. Acontecem como conseqüência de questões tais como poder e controle, diferença de personalidades, finanças, maneiras diferentes de educar os filhos, insegurança, competição, sentimentos mal entendidos, necessidades não satisfeitas, abuso, infidelidade, etc.

Mas se é verdade que feridas acontecem, é também verdade que a cura pode acontecer.

A cura, porém não acontece ignorando o problema ou fingindo que ele não existe. A cura é sempre conseqüência da disposição de encarar o problema e sermos honesto conosco mesmos com relação ao problema que estamos vivenciando.

Para iniciarmos a discussão da cura das feridas em família, seria bom perguntarmos: "Quais são os passos na cura do nosso relacionamento com Deus?" Creio que primeiramente deve haver confissão honesta. Em segundo lugar deve haver disposição para abandonar o comportamento errado e, em terceiro lugar, precisamos abrir nosso coração para a presença de Deus. Os mesmos passos são necessários no nosso relacionamento em família. O plano de Deus para restaurar nosso relacionamento com ele é o padrão para curar e restaurar nosso relacionamento com as outras pessoas.

Então, para que haja cura dos relacionamentos em nossos lares, são necessárias pelo menos três atitudes:


1. É necessário que haja confissão honesta:

Se desejamos a cura, não podemos continuar empurrando os problemas para "debaixo do tapete". Não podemos continuar "culpando a outra pessoa" pelo resto da vida.. Não podemos ficar esperando que a outra pessoa "esqueça o que aconteceu" para que não tenhamos que nos desculpar. Se estamos errados precisamos ter a coragem e a maturidade de admitir.

Podemos agir como Davi e insistir que temos o direito de fazer as coisas como fazemos, ou podemos encarar nossas enfermidades e sermos curados.

Lembra-se da pergunta que Jesus fez ao paralítico à beira do tanque de Betesda? A pergunta de Jesus, a principio, parece sem sentido: Queres ser curado? (João 5.6). Mas Jesus continua fazendo a mesma pergunta a nós hoje: Você deseja ser curado ou deseja continuar a viver uma vida emocionalmente confusa, simplesmente porque tem medo das mudanças que acontecerão quando você for curado? Você quer ser curado ou quer ter razão em todas as questões? Se não podemos admitir que às vezes estamos equivocados, então não existe qualquer esperança de cura. Se não podemos ser honestos com relação às nossas enfermidades relacionais, seja por orgulho ou por medo, então não existe esperança de cura.

Precisamos admitir que muitas vezes falhamos conosco mesmos, com Deus e com as pessoas, gerando machucaduras. Precisamos admitir... e pedir perdão!


2. É necessário que haja disposição para abandonar a atitude que machuca:

Em termos bíblicos, isso é arrependimento. Assim como abandonamos as coisas que dificultam nosso relacionamento com Deus, precisamos abandonar também aquilo que dificulta nosso relacionamento com nosso cônjuge ou com nossos filhos e filhas.

Continuar a fazer algo que sabemos que fere outra pessoa não é apenas errado, é cruel!

Às vezes grande animosidade pode nascer a partir de algo aparentemente trivial. Às vezes nem lembramos mais a razão original da animosidade, mas a hostilidade continua presente no relacionamento. Algo tão pequeno tornou-se grande, ou vários pequenos detalhes foram sendo acumulados gerando uma situação insuportável. É necessário que haja reconhecimento e arrependimento. Não podemos permitir que nosso orgulho nos impeça de fazer o que for necessário para trazer cura ao nosso lar. Precisamos abandonar a atitude que machuca.

Outro dia, vi um pequeno pássaro". Aquele pequeno pássaro voou diretamente contra o vidro da janela. O vidro era transparente e, aparentemente o pássaro  estava convencido de que conseguiria atravessá-lo. Eu pensei que a dor da primeira tentativa o convenceria a não mais tentar. Entretanto, poro um bom tempo ele deu continuidade àquele comportamento autodestrutivo, obviamente colhendo o mesmo resultado: frustração e dor.

A lição que aprendi com o pássaro, é que se eu continuo a agir da mesma maneira estúpida, continuarei colhendo os mesmos resultados estúpidos. Se desejo que a dor seja aliviada e que a ferida seja curada, preciso abandonar a atitude de me fere e fere as outras pessoas. Não precisamos nem desejamos uma família machucada e sangrando. Assim, "se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens..." Rm 12.18.


3. É necessário que haja lugar para a outra pessoa em nosso coração:

Às vezes criamos uma tal barreira contra a outra pessoa que ela não tem qualquer chance de se reconciliar conosco. Distorcemos, "demonizamos" e decidimos ignorar para sempre a outra pessoa.

A cura dos relacionamentos em nosso lar envolve confissão honesta, disposição para abandonar a atitude que machuca e, finalmente, um coração aberto para a outra pessoa. Isso é perdão! "sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou!" Efésios 4.32.

A realidade é que quando um conflito é resolvido, a intimidade, de fato, aumenta entre as pessoas envolvidas. Conflitos não resolvidos separa as pessoas, mas quando é encarado e tratado com honestidade, o resultado é a aproximação.


Conclusão:

Para mim, um texto fundamental para compreensão da fé cristã é II Coríntios 5.19: "a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação". Gosto desse texto porque, em primeiro lugar, mostra o que Deus fez, em Cristo, por nós. Ele mostrou que há lugar para nós em seu coração. Ele permitiu a reaproximação. Ele não é contra nós. Ele está "de bem" conosco. Em segundo lugar, o texto mostra a nossa responsabilidade: "... e nos confiou a palavra da reconciliação".

Nosso ministério maior é o testemunho da palavra da reconciliação. Essa é a essência do evangelho. A reconciliação com Deus através de Jesus Cristo nos capacita a sermos instrumentos de reconciliação onde estivermos, em especial no seio da nossa família.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Compreendendo o perdão

“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. Mateus 5:23,24

A maravilhosa bênção da reconciliação entre nós e Deus, exige que também a pratiquemos para com nossos irmãos. À semelhança da cruz, também temos duas linhas do fluir da reconciliação: a vertical (o homem com Deus) e a horizontal (entre os homens). O mesmo perdão que recebemos de Deus deve ser praticado para com nossos semelhantes. 


QUEM NÃO PERDOA NÃO É PERDOADO

O perdão (ou a falta dele) faz muita diferença na vida de alguém. A reconciliação horizontal determina se a vertical que recebemos de Deus vai permanecer em nossa vida ou não. A palavra de Deus é clara quanto ao fato de que se não perdoarmos a quem nos ofende, então Deus também não nos perdoará. Foi Jesus Cristo quem afirmou isto no ensino da oração do Pai-nosso: 

“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. Mateus 6:14,15

Deus tem nos dado seu perdão gratuitamente, sem que o merecêssemos, e espera que usemos do mesmo espírito misericordioso para com quem nos ofende. Se fluímos com o Pai Celestial no mesmo espírito perdoador, permanecemos na reconciliação alcançada pelo Senhor Jesus. Contudo, se nos negamos a perdoar, interrompemos o fluxo da graça de Deus em nossa vida, e nossa reconciliação vertical é comprometida pela ausência da horizontal. Cristo também nos advertiu com clareza sobre isto em uma de suas parábolas (faladas num contexto que envolvia o perdão): 

“Por isso o reino dos céus é semelhante a um rei, que resolveu ajustar contas com os seus servos. E passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o seu senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, e que a dívida fosse paga. 

Então o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora, e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: paga-me o que me deves. 

Então o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. 

Vendo os seus companheiros o que havia se passado, entristeceram-se muito, e foram relatar ao seu senhor tudo o que acontecera. 

Então seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida. Assim também o meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. Mateus 18:23-35

O significado desta ilustração dada por Jesus Cristo é muito forte. Temos um rei e dois tipos de devedores. Se a parábola ilustra o reino de Deus, então o rei figura o próprio Deus. O primeiro devedor tinha uma dívida impagável, enquanto que a do segundo estava ao seu alcance. Não há como comparar a dívida de cada um. Esta diferença revela a dimensão da dívida que cada um de nós tinha para com Deus, e que, por ser impagável, estávamos destinados à prisão e escravidão eterna. Contudo, sem que fizéssemos por merecer, Deus em sua bondade, nos perdoou. Portanto, Ele espera que façamos o mesmo. O cristão que foi perdoado de seus pecados e recusa-se a perdoar um irmão – seu conservo no evangelho – terá seu perdão revogado.

Isto é muito sério. As ofensas das pessoas contra a gente não são nada perto das nossas ofensas que o Pai Celestial deixou de levar em conta. E a premissa bíblica é de que se pudemos ser perdoados por Ele, então também devemos perdoar a qualquer um que nos ofenda. 


A FALTA DE PERDÃO É UMA PRISÃO

Quem não perdoa, está preso. Lemos em Mateus 18:34: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida”. A palavra verdugo significa “torturador”. Além de preso, aquele homem seria torturado como forma de punição. A prática do ministério nos revela que o que Jesus falou em figura nesta parábola é uma realidade espiritual na vida de quem não perdoa. Os demônios amarram a vida daqueles que retém o perdão. Suas torturas aplicadas são as mais diversas: angústia e depressão, enfermidades, debilidade física, etc.

Muita gente tem sofrido com a falta de perdão. Outro dia ouvi alguém dizendo que o ressentimento é o mesmo que você tomar diariamente um pouco de veneno, esperando que quem te magoou venha a morrer. A falta de perdão produz dano maior em quem está ferido do que naquele que feriu. Por isso sempre digo a quem precisa perdoar: - “Já não basta o primeiro sofrimento da ferida aberta, então porque acrescentar um outro maior (a mágoa)”?

Alguns acham que o perdão é um benefício para o ofensor. Porém, eu digo que o benefício maior não é o que foi dado ao ofensor, mas sim o que o perdão produz na vítima, naquele que está ferido. Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada.

Em outra porção das Escrituras (onde o contexto dos versículos anteriores é o perdão), vemos o Senhor Jesus nos advertindo do mesmo perigo:

“Entra em acordo sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo”. Mateus 5:25,26

Não sei exatamente como é está prisão, mas sei que Cristo não estava brincando quando falou dela. A falta de perdão me prende e pode prender a vida de mais alguém. Isto é um fato comprovado. Tenho presenciado gente que esteve presa por tantos anos, e ao decidir perdoar foi imediatamente livre. Isto também pode acontecer com você, basta decidir perdoar.


SEGUINDO O EXEMPLO DIVINO

Como deve ser o perdão? 

A pessoa tem que pedir o perdão ou merecê-lo para poder ser perdoada? 

Não. Devemos perdoar como Deus nos perdoou: 

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou”. Efésios 4:32

O texto bíblico diz que nosso perdão e reconciliação horizontal deve seguir o exemplo da que Deus em Jesus praticou para conosco. 

Então, basta perguntar: “Fizemos por merecer o perdão de Deus?” Não. Então nosso ofensor também não precisa fazer por merecer.

O perdão é um ato de misericórdia, de compaixão. Nada tem a ver com merecimento. O apóstolo Paulo falou aos efésios que o perdão é fruto de um coração compassivo e benigno. O perdão flui da benignidade do nosso coração, e não por haver ou não benignidade no ofensor. 

Jesus disse que se eu souber que alguém tem algo contra mim, devo procurá-lo para tentar a reconciliação. Mesmo se tal pessoa não me procurar ou nem mesmo quiser falar comigo, tenho que ter a iniciativa, tenho que tentar. 

Deus ofereceu perdão gratuito a todos, independentemente de qualquer comportamento, e Ele é nosso exemplo! 


PERDÃO SEM LIMITES

Certa ocasião, o apóstolo Pedro quis saber o limite de vezes que existe para perdoar alguém. E foi surpreendido pela resposta que Cristo lhe deu: 

“Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Mateus 18:21,22

O Senhor declarou que mesmo se alguém repetir sua ofensa contra mim por quatrocentos e noventa vezes, ainda deve ser perdoado. Na verdade, os comentaristas bíblicos em geral entendem que Jesus não estava se prendendo a números, mas tentando remover o limite imposto na mente dos discípulos para perdoar.

Fico pensando o que seria de nós sem a misericórdia de Deus. Quantas vezes Deus já nos perdoou? Quantas mais Ele vai nos perdoar? Se devemos perdoar como também Deus em Cristo nos perdoou, então fica claro que não há limite de vezes para perdoar!


VANTAGEM DO DIABO

Já falamos que há uma prisão espiritual ocasionada por reter o perdão. E que demônios se aproveitam desta situação. Agora queremos examinar um outro texto bíblico que nos mostra nitidamente que a falta de perdão dá vantagem ao diabo: 

“A quem perdoais alguma cousa, também eu perdôo; porque de fato o que tenho perdoado, se alguma cousa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”. II Coríntios 2:10,11

O apóstolo Paulo revela que se deixamos de perdoar, quem vai se aproveitar da situação é Satanás, o adversário de nossas almas. Disse ainda, que não ignorava as maquinações do maligno. Em outras palavras, ele estava dizendo que justamente por saber como o diabo age na falta de perdão, é que não podia deixar de perdoar.

Precisamos entender que Deus não será engrandecido na falta de perdão. Que o ofendido não lucra nada por não perdoar. Que até mesmo o ofensor pode estar espiritualmente preso. O único que lucra com isso é o diabo, pois passa a ter autoridade na vida de quem decide alimentar a ferida do ressentimento.

A Bíblia nos ensina que não devemos dar lugar ao diabo (Ef.4:27). Diz ainda que ele anda em nosso derredor rugindo como leão, buscando a quem possa tragar (I Pe.5:8), e que devemos resisti-lo (Tg.4:7). Mas quando nos recusamos a perdoar, estamos deliberadamente quebrando todos estes mandamentos. 


CONSELHOS PRÁTICOS

Para aqueles que reconhecem que não há saída a não ser perdoar, mas que, por outro lado, não é algo tão fácil de se fazer, quero oferecer alguns conselhos práticos que serão de grande valia. 

Primeiro, o perdão não é um sentimento, é uma decisão e também uma atitude de fé. Já dissemos que o perdão não é por merecimento, logo, não tenho motivação alguma em minhas emoções a perdoar. Não me alegro por ter sido lesado, mas libero aquele que me lesou por uma decisão racional. Portanto, o perdão não flui espontaneamente, deve ser gerado no coração por levar em consideração aquilo que Deus fez por mim e sua ordem de perdoar. As conseqüências da falta de perdão também devem ser lembradas, para dar mais munição à razão do que à emoção. 

É preciso fé para perdoar. Certa ocasião quando Jesus ensinava seus discípulos a perdoarem, foi interrompido por um pedido peculiar: 

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. 

Se por sete vezes no dia pecar contra ti, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé”. Lucas 17:3-5

Naquele instante os discípulos reconheceram que para praticar este nível de perdão iriam precisar de mais fé. E Jesus parece ter concordado, pois nos versículos seguintes lhes ensinou que a fé é como semente, quanto mais se exercita (planta) mais ela cresce (se colhe). 

É necessário crer que Deus é justo e que Ele não nos pede mais do que aquilo que podemos dar. Se Deus nos pediu que perdoássemos, Ele vai nos socorrer dispensando sua graça no momento em que tivermos uma atitude de perdão. 

Muitas vezes o perdão precisa ser renovado. Depois de declarar alguém perdoado, o diabo, que não quer perder seu domínio, vai tentar renovar a ferida. Em Provérbios 17:9 as Escrituras Sagradas nos falam sobre encobrir a questão ou renová-la. É preciso tomar uma decisão de esquecer o que houve, e renovar somente o perdão. Cada vez que a dor tentar voltar, declare novamente seu perdão. Ore abençoando seu ofensor. Lute contra a mágoa! 

Algo especial que vejo em Jesus na cruz é atitude de ver os ofensores como vítimas: 

“Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Lucas 23:34

Em vez de olhar para eles como quem merece punição e castigo, Jesus enxerga que eles também eram vítimas. Aqueles homens estavam em cegueira e ignorância espiritual, debaixo de influência maligna, sem nenhum discernimento de quem estavam de fato matando. Eram vítimas de todo um sistema que os afastou de Deus e da revelação das Escrituras. E ao reconhecer que ele é que eram vítimas, em vez de alimentar dó de si mesmo (como nós faríamos), Jesus teve compaixão deles. 

Acredito que este é um princípio para o perdão fluir livremente. Assim como Jesus o fez, deixando exemplo, Estevão, o primeiro mártir do Cristianismo, também o fez: 

“Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado”. Atos 7:60

Quando você começa a enxergar as misérias da vida espiritual de seu ofensor (ao menos a que manifestou no momento de te ferir), e canaliza o amor de Deus por ele, como você também necessita do amor divino ao se achegar arrependido em busca de perdão, a coisa fica mais fácil. 


MENSAGEIROS DO PERDÃO

Paulo declarou que Deus fez dele um ministro da reconciliação. Não só devemos perdoar quem nos ofende, mas também devemos nos tornar “mensageiros” do perdão: 

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. Mateus 5:9

Diante de nós surgirão situações em que podemos interferir. Mesmo que não seja você quem esteja carregando a mágoa, você pode ser um pacificador, alguém que se coloca entre duas partes para ajudar na reconciliação. 

Muitos de nós já nos deixamos ser usados pelo diabo para provocar intrigas e discórdias entre outras pessoas, mas agora Deus deseja nos usar para semear o perdão e a restauração dos relacionamentos quebrados. 

Portanto, seja perdoando ou promovendo o perdão, torne-se um pacificador, um promotor do perdão!

Atreva-se a ser diferente

Está cansado dos jogos da vida, usando máscaras querendo ser igual à outra pessoa? Você gostaria de ter a liberdade de ser aceito pelo que você é, sem uma pressão de ser tratado como alguém que realmente não sabe como ser? Gostaria de aprender a aproveitar sua própria individualidade e resistir a pressão de ser outra pessoa? Deus sabia o que estava fazendo quando o criou. 

Você é um indivíduo único, Deus o criou assim! É hora de aceitar a nós mesmos como diferentes e deixarmos de ser inseguros pelo que somos.Atreva-se a ser diferente.

Se vai vencer a insegurança e ser a pessoa que foi chamada em Cristo, deve ter o valor de ser diferente. A infelicidade e a frustração sucedem quando nós rejeitamos nossa individualidade e tratamos de ser iguais às outras pessoas. Se você vai ter sucesso em ser completamente e inteiramente você, vai ter que tomar o risco de não ser como os outros. Deve perguntar-se a si mesmo, "sou uma pessoa que agrado aos outros ou sou uma pessoa que agrada a Deus?" 

Uma das coisas mais fáceis de fazer é se tornar em uma pessoa que agrada as outras, mas, isto nos pode tornar muito infelizes. Quando começamos a agradar aos demais, começamos a escutar comentários que nos fazem sentir bem. Isso está bom desde que não baseemos nosso valor nisto. As pessoas querem que baseemos nosso valor em suas opiniões. Nós somos de valor porque Deus diz que somos de valor - não pelo que a gente pensa ou diz de nós. 

As pessoas que procuram agradar ao próximo permitem que outros controlem suas vidas para assim ganhar sua aceitação e aprovação. Mas Deus não quer que sejamos manipulados facilmente ou controlados por outros. Não devemos permitir que as opiniões de outras pessoas controlem nossas ações. 

Sim, devemos caminhar em amor. Não podemos fazer simplesmente o que queremos, quando queremos, sem se importar com os sentimentos dos outros. Não podemos dizer, "vou fazer isto e se você não gosta o problema é seu". A Bíblia nos manda amar ao próximo e a não se comportar dessa maneira. No entanto, não devemos permitir que as pessoas nos manipulem e controlem ao ponto que nunca sejamos livres de ser quem somos. Se fizermos isso, estaremos sempre tratando de ser a pessoa que outros esperam que sejamos. 

O mundo está continuamente tratando de nos fazer conforme a sua imagem. Quando digo "o mundo", refiro-me àqueles que conhecemos e com os que tratamos diariamente. Pode ser: família, amigos ou ainda na igreja. A palavra conforme significa "ser similar em forma ou caráter, comportar-se de acordo com os modos ou costumes predominantes". 

As pessoas sempre vão querer nos moldar conforme a imagem delas, parcialmente devido a suas próprias inseguranças. Fazem se sentir melhor acerca do que estão fazendo e se podem conseguir de que alguém as faça também. Poucos têm a habilidade de simplesmente ser quem são e deixar que os outros sejam quem são. Você imagina que agradável seria o mundo se todos fizéssemos isso? Cada pessoa podia estar segura de quem é e deixaria que os demais fossem quem são. Não teríamos que imitar uns aos outros. 

Deus quer nos tomar com todas nossas debilidades e inabilidades e transformar-nos, trabalhando de dentro por fora, para fazer algo poderoso nesta terra. Se vamos nos levantar para vencer a insegurança e ter sucesso em ser nós mesmos, não podemos continuar tendo temor do que vão pensar os outros. Não podemos continuar permitindo que outros nos obriguem a entrar em seu molde. ¡Somos diferentes! ¡Somos únicos! Deus nos criou desta forma para realizar o seu propósito aqui na terra. 

sábado, 24 de outubro de 2015

A Mente Carnal



"Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz" (Romanos 8:6).


Uma das maiores ameaças ao bem-estar de qualquer igreja local é a mentalidade carnal que seus membros podem ter. A mente carnal é a "morte"; é "inimizade contra Deus"; "não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar"; "não pode agradar a Deus" (Romanos 8:6-8). Que contradição uma igreja alegar ser "de Cristo" quando as pessoas que a compõem têm a mente carnal que não pode agradar a Deus!


A mente carnal pode ser mais bem entendida se a compararmos à mente do Espírito. Aquele que tem a mente espiritual tem consciência de Deus. E sempre vivendo dessa forma, ele enxerga a Deus como um companheiro constante; alguém que observa cada palavra, ato e pensamento; o doador de toda boa dádiva; aquele que o protege de dia e de noite o guarda. Ele "anda com Deus"; agradece a Deus; louva a Deus; confia em Deus; vê em Deus a fonte da força; ele "pensa" em Deus ­ e faz tudo isso diariamente. Em contrapartida, a pessoa de mente carnal tem os pensamentos voltados sobretudo para as coisas deste mundo, fazendo delas o maior interesse de sua vida. Ela pensa em carros, roupas, barcos, esportes, aparelhos de som, videocassetes, venda de ações, viagens e aposentadoria antes do tempo. A pessoa de mente espiritual fixa sua mente nas coisas de cima, ao passo que a de mente carnal a põe nas coisas da terra (Colossenses 3:2).


A pessoa que tem a mente espiritual realmente ama a leitura das Escrituras e a adoração de Deus. Diante da opção de participar de um estudo bíblico em que estaria cercado de pessoas que pertencem a Deus e da opção de ir a um lugar de divertimento, em que estaria rodeado de gente mundana, sua preferência seria o estudo. A pessoa de mente carnal, por outro lado, vai ao culto, mas o faz ou por hábito ou simplesmente para atender às exigências. Acha pouco prazer na lei do Senhor ou em adorá-lo.


A pessoa de mente espiritual olha em direção ao céu e anseia estar lá. Alegra-se nesta vida, mas a antecipação de ver a Deus e o seu Senhor Jesus freqüentemente toma conta da sua mente e a estimula. À medida que envelhece e o homem exterior mostra cada vez mais os sinais da degradação, seu homem interior encontra o renovo diário por meio da fé aumentada e do desejo em relação àquilo que não se vê. Para o homem de mente carnal, em contraposição, a velhice é uma ameaça; ele busca inutilmente agarrar-se a sua mocidade; raramente pensa no céu, mas praticamente entra em pânico ao ver que quanto mais ele tenta segurar com tenacidade esta vida, mais ela lhe escapa das mãos, passo a passo.


A mente carnal é Ananias e Safira, tramando para conseguir o louvor dos homens em cima de uma mentira. A mente carnal é Diótrofes, amando a preeminência e governando com uma atitude de "ou você se submeta ou saia da minha frente". A mente carnal são os falsos mestres de Corinto, obtendo o controle por meio da arrogância, das falsas comparações, das representações enganosas e da escravidão de seus seguidores. A mente carnal são os próprios coríntios, gloriando-se na sabedoria humana e demonstrando inveja, contendas e divisões. A mente carnal são aqueles a quem Paulo escreveu: "Pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus" (Filipenses 2:21). A mente carnal é qualquer pessoa que vive para este mundo e para a aprovação dos homens, em vez de viver para o céu e para a aprovação de Deus.


Portanto, não precisamos ser imorais, obviamente, para termos a mente carnal; tampouco precisamos deixar de ir aos cultos ou de contribuir como nosso dinheiro. Podemos ir a todo culto da igreja, levar uma vida de boa moral, dar com liberalidade e ainda assim termos a mente carnal. Podemos até ser nomeados presbíteros ­ presbíteros de mente carnal, nomeados para aquela função por uma congregação de mente carnal que fica cada vez mais carnal debaixo da influência de seus pregadores e de seus presbíteros de mente carnal. Você acha isso exagerado. Não há gente de mente mais carnal nas Escrituras que os fariseus religiosos, que estavam cegos, sem poder enxergar a sua mentalidade carnal, porque buscavam atender minuciosamente aos aspectos externos. Conhecemos poucos na igreja do Senhor que não correm o risco sério de morte por causa desse mesmo erro.


O remédio do Espírito para a mente carnal é: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Renovação da mente! Transformação! Metamorfose! Livrar a mente das disposições e dos interesses carnais, enchendo-a com as disposições e os interesses espirituais! Essa é outra forma de dizer: "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo" (Colossenses 3:16). Não é tarde demais. Deixe que ele te molde. A felicidade eterna está em jogo.


JESUS é...


Nosso Salvador

Este Jesus é a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular. - Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos. Atos 4. 11 e 12 
Muitas pessoas reagem negativamente ao fato de não existir um outro nome além do de Jesus ao qual possam clamar por salvação. Mas isto não foi algo que a igreja decidiu, foi o ensinamento do próprio Senhor Jesus Cristo (Jo. 14.6). Tendo em vista que Deus designou a Jesus para ser o Salvador do mundo, ninguém mais pode ser igual a Ele. Os cristãos devem ter a mente aberta para muitos assuntos, porém não devem questionar por intermédio de quem somos salvos do pecado, afinal, nenhum outro mestre religioso poderia morrer por nossos pecados; nenhum outro veio à terra como o único Filho de Deus; e nenhum outro ressuscitou dos mortos. Nosso foco deve estar em Jesus, que foi
dado pelo Pai como mediador, a fim de que o homem pudesse ter um relacionamento eterno com Deus. Não existe qualquer outro nome ou caminho!

Nosso Senhor
Pois, na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2. 11 
Na ocasião do seu nascimento, Jesus é chamado ?Salvador?. - (1) ? Como Salvador, veio nos libertar do pecado, do domínio de satanás, do mundo ímpio, do medo, da morte e da condenação pelas nossas transgressões . ? O Salvador também é ?Cristo, o Senhor?. Foi ungido como o Messias de Deus, e o Senhor que reina sobre o seu povo sobre o nome de Cristo. Ninguém pode ter Cristo como Salvador, enquanto o recusar como Senhor. 

Deus conosco
Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).Mateus 1. 23 
Jesus seria chamado de Emanuel (?Deus conosco? ou ?Deus está conosco?), como fora predito pelo profeta Isaías (Is. 7.14). Jesus era Deus em carne; deste modo, Deus estava literalmente entre nós, ?conosco?. Pelo Espírito Santo, Cristo está presente hoje, na vida de cada crente. Talvez nem mesmo o
próprio profeta Isaías tenha compreendido, completamente, a dimensão do significado do termo Emanuel.

Nosso Mediador
Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. I Timóteo 2. 5
Boa parte da população vive enganada a esse respeito. Especialmente nas horas de dificuldade, muitas são as pessoas que apelam para qualquer coisa para resolver um problema. As possibilidades são diversas. Há quem acredite que espíritos, santos, duendes, anjos e até meros seres humanos podem servir de mediador entre Deus e o homem. Felizmente, não há ?burocracia? nas coisas espirituais! Podemos ir diretamente a Deus por meio de Jesus Cristo. A Bíblia é muito clara: ?há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem?. 

Nosso Sumo Sarcedote
Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão. Hebreus 3. 1 
Acima de todos os ?enviados? por Deus aparece o Filho, que é divino e preexistente, que se encarnou e que, tendo sido glorificado, se tornou o nosso Sumo Sacerdote. Na pessoa de Cristo é que temos, supremamente, a mensagem de Deus.
A morte expiatória de Cristo salvou os homens dos temores da morte. Ao morrer, ele devorou a própria morte, e agora confere a vida eterna ao seu povo.
Por isso mesmo, aquele que se afasta do Sumo Sacerdote celeste nunca encontrará acesso a Deus, não havendo intermediário em qualquer outro sacerdote ou sistema religioso.

Nosso Advogado
Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. I João 2. 1 (arc)
Para as pessoas que estão se sentindo culpadas e condenadas, João oferece o restabelecimento da certeza. Elas sabem que pecaram, e satanás (chamado de ?acusador? em Ap. 12. 10) está exigindo a pena de morte. Quando você se sentir assim, não desista da esperança ? o melhor advogado de defesa do universo está pleiteando a seu favor. Jesus Cristo, seu Advogado, seu defensor, é o Filho do Justo Juiz. Ele já sofreu a penalidade em seu lugar. Você não pode ser julgado por um processo que está terminado. Unido a Cristo, você está tão seguro quanto Ele. Não tenha medo de pedir a Cristo para
pleitear a sua causa ? Ele já a venceu (ver Rm. 8.33,34; Hb. 7.24,25). 

Nossa Esperança
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, a nossa esperança. I Timóteo 1. 1 
Em Cristo é que se concentra a esperança da vida eterna, sendo Ele o seu único mediador. É verdade que a salvação não somente é remota e extremamente difícil para os homens (pois para eles é impossível se salvarem a si mesmos) mas, na pessoa de Cristo, os homens recebem graça divina e
ajuda, contanto que queiram arrepender-se e confiar na eficácia eterna do sangue expiatório de Cristo, pois o resto Deus fará. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O círculo vicioso da raiva

Um Famoso Empresário gritou com hum Diretor da SUA Empresa, Porque estava com Raiva, naquele momento.

O Diretor, Chegando em Casa, gritou com SUA Esposa, acusando-a de Gastar demais, havia Porque hum bom e farto Almoço à mesa.

Sua Esposa gritou com uma empregada that quebrou hum prato.

A empregada chutou o cachorrinho não tropeçara qual.

O cachorrinho Saiu Correndo, e mordeu Uma senhora Que ia Passando Pela rua, Porque estava atrapalhando SUA SAÍDA cabelo Portão.

Essa senhora foi à Farmácia parágrafo Tomar Vacina e Fazer hum curativo, e gritou com o Farmacêutico, Porque uma Vacina doeu Ao Ser Aplicada.

O Farmacêutico, Chegando a casa, gritou com SUA MAE Porque o Jantar NÃO estava do Seu agrado.

Sua mae, tolerante, um manancial de amor e Perdão, afagou SEUS Cabelos e beijou-o na testa, dizendo-LHE:
- "Querido Filho, prometo-LHE Que Farei Amanhã Seu prato favorito.
Muito rápido Você trabalha, Esta cansado e da Precisa de Uma boa noite de sono.
Vou trocar OS Lençóis da cama POR SUA Outros limpinhos e cheirosos Bem Para Que rápido você descanse em paz.
Amanhã Voce vai se Sentir Melhor. "
E abençoou-o, retirando-se e deixando-o com OS SEUS Sozinho Pensamentos.

Naquele momento, rompeu-se o círculo da Raiva, Tolerância Pela, uma doçura, o Perdão eo amor.
Rápido Você PODE Fazer o MESMO. A ESCOLHA E SUA.

Autor Desconhecido

O LOCAL DE CULTO

Romanos: 12. 1. Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Paulo ao escrever a igreja em Roma sabia que a cidade poderia ser considerada uma cidade do pecado, os imperadores de uma forma geral mantinham relações homossexuais, o filme Calígula produzido em 1979 reproduz parte do que era o império, o filme é considerado como um porno épico, filme que não é aconselhado a ser visto por ninguém tamanha depravação. 

Hoje não tão distante a época vivemos dias de grande depravação, o conceito familiar tem sido mudado a cada dia, os homens a casa vez mais amantes de si mesmo, entregues as paixões e concupiscências da carne, dias trabalhosos como nos diz o próprio apóstolo.

Ele começa o capitulo 12 com um pedido especial a Deus e aos membros da igreja.
A Deus ele pede: misericórdia, compaixão.
A igreja: Que apresente o corpo.
Em tempos de depravação Paulo clama por misericórdias, conhecedor do amor de Deus e das escrituras que garantem que as misericórdias de Deus são as causas de não sermos consumidos, Paulo eleva a Deus sua petição.

Voltando para a igreja ele pede que cada membro do corpo apresente os próprios corpos a Deus, como

1- Sacrifício vivo: Quando falamos de sacrifício, lembro me do holocausto, em que a carne era colocada no altar e era queimada, a fumaça subia como aroma agradável a Deus. 
Paulo declara: 
Gálatas: 2. 20. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. 
Gálatas: 6. 17. Daqui em diante ninguém me moleste; porque eu trago no meu corpo as marcas de Jesus. 
Paulo chama atenção aos membros da igreja da importância do corpo que é templo do Espirito Santo e que deve ser entregue completamente a Deus.

2- Santo: Em tempos de depravação a igreja é chamada para ser santa e o interessante é a relação que Paulo faz com o nosso corpo que ele deve ser separado, único e exclusivamente para Deus. Vivemos em um tempo em que as pessoas perderam a visão do que é santo ou profano, pessoas contaminam o templo em todo tempo, por uma visão errônea crendo que para Deus só o coração é importante, todo o corpo é relevante para Deus.
Pedro declara:
1 Pedro: 1. 13. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo. 14. Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; 15. mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; 16. porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.
Somos chamados a santidade não só de coração mas de corpo ser santo expressa o quanto amamos a Deus. Nos evangelhos lemos assim:
Lucas: 10. 27. Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.

3. Agradável: O meu sacrifício santo tem de ser agradável Deus deve receber a nossa oferta como servos e servas do Senhor o Salmista nos declara:
Salmos: 37. 4. Agrada-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração. 5. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. 

Esta é a nossa forma de culto não só de corpo nem só de alma, mas um culto completo que o apóstolo o chama de culto Racional, onde voltamo- nos de forma plena para Deus e quando cultuamos a Deus assim:
1- Andamos na contramão do mundo: Não nos conformamos com o mundo.
2- Somos agentes de mudanças: Transformados pela renovação de Cristo em nossa mente.
3- Experimentamos a vontade plena de Deus  BOA, PERFEITA E AGRADÁVEL.

Ao ler estes versos entendo que o meu corpo pertence tanto a Deus quanto o meu coração, e que ele é o verdadeiro templo, entendo que a busca de sanidade é fundamental para quem declara seu amor por Jesus e tudo o que faço deve ser agradável a Deus. Entendo que quando ofereço o meu melhor a Deus, ando na contra mão do mundo, sou agente de mudanças e experimento a vontade soberana de Deus.
Pastor Sebastião Luiz Chagas

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O Louvor de Jesus


"E voltando-se para os discípulos, disse-lhes em particular: Bem-aventurados os olhos que
vêem o que vós vedes." Lc 10.23

Eis um dos momentos mais expressivos da exaltação de Cristo em seu ministério terreno. Iguais a esse, apenas, o do batismo quando o Pai e o Espírito Santo se manifestaram, e o da transfiguração, quando a Lei e a Profecia se curvaram à Graça.

Nesse instante, ainda que apenas diante dos seus discípulos, e sem qualquer manifestação sobrenatural visível, nosso Mestre se revestiu de extremo gozo espiritual por ver-se no cumprimento da obra que o Pai lhe havia determinado, e exultou com o fato, alegrou-se, rejubilou-se, e com isto louvou a Deus, pela prova evidente, com o retorno dos discípulos depois do exercício prático, que a obra redentora estava em andamento. Não haveria mais retorno.
Depois de sua partida, os discípulos, assim treinados, dariam prosseguimento à missão.
Ele mesmo vai sentir que mais ainda terá que ser feito. Vai se munir de 
muita paciência para corrigir a desconfiança de Tomé, as dúvidas de Filipe, a intempestividade de Pedro, o retraimento de João e, sem dúvida, conviver com a contradição permanente de Judas entre eles. Mas não importa, ele sabe que entre esses homens estão aqueles que levarão ao mundo a mensagem e a vida que ele trouxera para salvação da humanidade.
Será que hoje, Cristo ainda exultaria nos vendo na sua obra? Será que olhando-nos, sentiria o mesmo prazer que sentiu por ver que aqueles homens, limitados é verdade, mas que estavam se entregando com dedicação à obra, iriam dar conta do recado?
Como estamos nos dedicando à obra do Senhor?
Com denodo, arrojo e consagração, apesar das nossas limitações? 
O Senhor está exultante com o nosso trabalho ou, reticente, temeroso, duvidando dos resultados que possamos obter com o nosso pouco empenho o e envolvimento com a obra?
Faze-me, Senhor ter prazer em dedicar-me ao teu trabalho, certo sempre que minhas limitações serão transformadas por ti em resultados positivos e bons.

Circulo de amor

Bryan quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento. Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a ultima hora. Ele iria aprontar alguma? Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto.

Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse:

- Eu estou aqui para ajudar madame. Por que não espera no carro onde esta quentinho? A propósito, meu nome é Bryan.

Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante. Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.

Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de St.Louis e só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado.

Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe ajudara bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo. Ele respondeu:

- Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda que precisar.

E acrescentou:

-... e pense em mim.

Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi. Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo. Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante.

Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante sujo. A cena inteira era estranha para ela. A garçonete veio ate ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar.

A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho.

Então se lembrou de Bryan. Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou.

Já tinha partido quando a garçonete voltou. A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares. Havia lagrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia: "Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este circulo de amor terminar com você".

Bem, haviam mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir. Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito. Como pode aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebe para o próximo mês, como estava difícil! Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

- Tudo ficará bem; eu te amo, Bryan.

PROVAÇÕES

Tiago: 1. 2. Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, 3. sabendo que a provação da vossa fé produz a perseverança; 4. e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma. -

"Provações ensinam que homens e mulheres  de Deus também sofrem derrotas".

Provação, nos dias atuais quantas não são as nossas provações, se pararmos pra contar quantas dificuldades corremos o risco de pararmos no meio do caminho enfraquecido pelas provas. O apóstolo Tiago inspirado pelo Espirito Santo começa a falar do poder da provação na vida cristã.

A momentos que vivemos situações que nossas atitudes nos levaram, um exemplo o cativeiro Babilônico, mas há situações que não entendemos, exemplo a própria experiência de Jó, o próprio Jó quando pensa em questionar sua posição recebe esta palavra 
" Jó: 37. 15. Sabes tu como Deus lhes dá as suas ordens, e faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem? Fazendo o calar por não saber as formas de Deus agir,

Quando estamos vivendo um tempo de provações algumas coisas passam por nossa mente:

1- Sempre achamos que a nossa prova é maior que a dos outros.

É uma tendencia em pensarmos que o sofrimento que vivemos é maior, alguns até brincam "quer trocar seu problema pelo meu", mas o próprio Tiago traz a resposta a esta indagação.
Tiago: 5. 11. Eis que chamamos bem-aventurados os que suportaram aflições. Ouvistes da paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu, porque o Senhor é cheio de misericórdia e compaixão.

2- Somos sempre levados a crer que não merecemos o que estamos passando.

Em diversos momentos vivemos consequência das nossas atitudes e clamamos para que Deus nos livre, mas infelizmente para muitos a plantação foi grande e a colheita d coisas ruins é longa. Lembro me de Davi ( 1Sm 12), que mesmo sendo homem segundo coração de Deus não teve paz, pelas consequências de seus erros, adulterou, assassinou e como consequência viu sua família e filhos destruídos perseguido e traído pelo próprio filho. Consequência de uma vida de erros.

3- Somos levados a crer que Deus nos desamparou.

A provação nos traz uma sensação de que estamos só, uma sensação de abandono e que nos lembra a poesia pegadas na areia. O próprio Jesus passou por um momento assim:
" Mateus: 27. 46. Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

E diante destas três ideias formadas por nosso estado mental, o que a bíblia nos diz:

1- Sempre haverá pessoas passando as mesmas provas ou maiores que a nossa.

1 Pedro: 5. 8. Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar; 9. ao qual resisti firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão-se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo. 10. E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer.

2- A provação sempre tem um propósito e  de uma forma geral a prova é consequência de erros.

Hebreus: 12. 6. pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. 7. É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? 8. Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos.
Romanos: 5. 3. E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, 4. e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; 5. e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

3- Deus nunca nos abandona

Jesus nos deixou uma promessa de presença constante em nossas vidas em meio as provas e dificuldades.
Mateus: 28. 20. ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

CONCLUSÃO: provação não é a atitude de um Deus perverso que se alegra com o seu desespero, mas uma forma pela qual somos forjados a imagem e semelhança de Deus.

Pastor Sebastião Luiz Chagas

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Transformação que Jesus opera

"Saíram, pois, a ver o que tinha acontecido, e foram ter com Jesus, a cujos pés acharam sentado, vestido e em perfeito juízo, o homem de quem haviam saído os demônios; e se atemorizaram." Lc 8.35
        
 Transformação de vida é, sem dúvida, a conseqüência maior da entrada de Cristo no coração do homem. Não se pode conceber que um novo crente, depois de uma vida de pecados ou descaminhos, continue trilhando os mesmos rumos ou desvios que até então enchiam o seu viver. No momento em que se encontra com Cristo, ele deve tomar uma forma de vida diferente e separada. 

    Foi isto que aconteceu com o endemoninhado de Gerasa ou Gadara. Logo após ter se libertado da possessão demoníaca que o atormentava, ele vai passar por uma transformação profunda, impressionando a todos que o conheciam de longa data, pois vão encontrá-lo "sentado, vestido, e em perfeito juízo". 
         É assim que Cristo age no ser humano. Sua presença no interior do homem o compele a uma vida nova onde o sistema de pecado que imperava tem que ser abolido, as concessões com o mal que reinavam têm que ser eliminadas, os maus hábitos e vícios que dominavam têm que ser vencidos e superados. Mas, não é apenas extirpar o que de ruim acontecia. Aquele que se encontra com Cristo, além de eliminar o mal anterior, tem que acrescentar ao seu viver as virtudes de um verdadeiro cidadão dos céus: dignidade, justiça, honestidade, bondade, caráter, amor, compreensão. E isto, faz então, a transformação que Cristo opera em nosso viver. 
         A pergunta que nos fica é: qual a transformação que Cristo tem operado em meu viver? Tenho sido melhor esposo, mãe, irmão e filha? Tenho sido melhor colega no trabalho, melhor vizinho no prédio onde resido, melhor companheiro nos momentos de jazer? Enfim, qual a transformação que Cristo operou em meu viver? 
         Que o mundo esteja vendo a diferença do nosso viver, pelo domínio de Cristo em nosso coração e vida. 
         Faze-me, Senhor viver de tal forma ligado a Cristo, que o mundo possa ver através da minha pessoa, a figura de teu Filho em meus atos e atitudes. 

Por que tantas tribulações?

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,
E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Romanos 5:3-5

Tantas vezes em nossa vida nós nos encontramos em momentos de dificuldades tão intensas e sombrias que parece ter Deus nos esquecido ou esquecido de Sua promessa para conosco.

Nós vemos na tribulação um obstáculo para atingirmos a nossa benção e mergulhamos muitas vezes em depressão, porque pedimos que Deus nos tire da tribulação e parece que Ele não nos ouve.

Contudo, o Apostolo Paulo escreveu esta carta aos Crentes romanos que padeciam muitas perseguições, carta esta inspirada pelo Espírito Santo e portanto fala conosco hoje também "...nos gloriamos na Tribulação...", que significa: "nos alegramos na tribulação".

Serão então as tribulações, um mal para nossa vida cristã? Se são, então por que Deus as permite?

Amados, o que eu vou dizer pode chocar a muitos, mas as tribulações são uma benção.

A tribulação produz perseverança.

A perseverança nos aperfeiçoa

Tiago em sua carta, no capítulo 1º, versículos 3 e 4, fala sobre o mesmo tema e se aprofunda nele dizendo que a perseverança nos aperfeiçoa, isto quer dizer que é apenas e unicamente através das tribulações que somos aperfeiçoados para que cheguemos à medida perfeita da estatura de Cristo, Nosso Senhor.

O Senhor Jesus disse a Paulo "Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza", e, é quando chegamos aos nossos limites que nossa vaidade e orgulho se quebram e nós recorremos Àquele que é poderoso para nos salvar. Aí então com nosso ego despedaçado é que Deus pode agir em nossa Vida, moldando-nos conforme a sua vontade, e ensinando-nos a confiar somente n‘Ele conhecendo a Sua Voz e seguindo-o pelos desertos até nossa Canaã celestial.

Perseverança é sinônimo de "constância" e "firmeza", ambos atributos que têm faltado em muitos crentes que, justamente fraquejam na hora da tribulação e pedem a Deus alívio para seu sofrimento, ao invés de aceitar a Sua Soberana Vontade e Sabedoria e pedir forças para vencer a tribulação, estes pedem a Deus que os tire da tribulação. Deus, por Sua infinita misericórdia os atende, mas ele não ganham nada com isso, saem da tribulação do mesmo jeito que entraram, fracos e pequenos na fé, a mesma tribulação volta, e novamente tudo se repete, esses permanecem estáticos na fé, sem alcançar crescimento espiritual algum. A tribulação é permitida por Deus para nos provar e fazer-nos crescer, fazer-nos constantes e firmes na fé, aceitemo-la e prossigamos firme para o alvo, correndo com perseverança a carreira que nos foi proposta.

A nossa força vem de Deus.

Deus deixa-nos passar por estes momentos trabalhosos a fim de que n‘Ele confiemos e a Ele busquemos, não com a intenção humana de aliviar a dor, mas com a intenção única de alcançar comunhão com Ele, e, dessa comunhão obtermos força para vencer. O mesmo apostolo Paulo escreveu aos Colossenses no cap. 1º vers. 11: "corroborados com toda a fortaleza, segundo o poder da sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com gozo;" nesta oração aqui transcrita ele rogava a Deus o seguinte: que os Colossenses fossem amparados, apoiados, consagrados, firmados, cheios de autoridade e defendidos (tudo isso tirado da palavra corroborados) pela força de Deus, segundo o poder da Sua glória, notemos que sublime: quão grande é o poder da glória divina? E é segundo este poder que somos nós fortalecidos, e para que somos fortalecidos ou corroborados? Para toda a... perseverança e longanimidade com gozo ou alegria. Aleluia! Louvado seja nosso Deus!

A comunhão que nos molda conforme a Vontade Divina e nos fortalece no dia da tribulação também faz-nos conhecer a Deus.

A perseverança traz experiência

Experiência com Deus

Oh, como somos carentes desta experiência, experiência sublime de converter. Com Deus, Ver Deus e Ter Deus.

Estar com Deus em todos os momentos gozando de sua companhia, de Suas palavras de conforto, de Seu abraço de Amor dentre tantas outras coisas.

Ver Deus, infelizmente ainda não com nossos olhos naturais, mas com nossos olhos espirituais, em cada passo vê-lo ao lado bem juntinho dizendo com autoridade amorosa: "Prossiga!", vê-lo nos semblantes dos congregados que conosco louvam Seu nome, ver Suas mãos estendidas para dar-nos um abraço ou para lutar conosco. Ver Seu mover, Seu agir em cada acontecimento em nossa vida sabendo que "...todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus...".

Ter Deus como Senhor, Provedor e Sustentador de nossa vida. Ter a Deus como o único Bem de nossas vidas, afinal Ele nos pertence, por Seu amor e nós pertencemos a Ele por amor. Ter Deus como guia, defensor, amigo, irmão e Pai.

A experiência é conversão por excelência, porque com a experiência com Deus mudamos nossas atitudes egoístas e más para altruístas e amorosas.

Experiência significa conhecimento, vivência, prática, lição e exercício, palavras estas que devem estar presentes em nossa comunhão com Deus. Conhecê-lo, viver com Ele, praticar o amor com ele aprendido, aprender mais e mais e exercitar nossa fé.

Exercitar, se não nos exercitamos, ou se não exercitamos determinados músculos e até mesmo nossa mente esses se tornam débeis, fracos e até inúteis, assim é nossa fé, se não a exercitamos ela enfraquece, também os demais gomos deste fruto do Espírito Santo chamado Amor. assim Deus nos põe na "esteira" da prova para que os exercitemos e "queimemos aquelas gordurinhas" do pecado e dos vícios maus.

Experiência de vida

Jovens, recém-casados e até senhores necessitam disso: experiência de vida, e Deus se importa com cada faceta de nossa vida. Ele quer que adquiramos experiência em nossa vida social, econômica etc. Para que sejamos sábios, prudentes e granjeemos almas através de nossa vida. Por isso Ele permite as tribulações para que tenhamos também experiência de vida.

Por fim aprendemos a ser perseverantes, ganhamos experiência e tornamo-nos esperançosos

A experiência traz Esperança...

Esperança confiante e com alvo.

Esperança significa espera, e uma espera confiante, conforme está escrito: "esperei confiantemente..."

Davi tinha esperança, ele esperava e tinha certeza que sua espera resultaria num algo excelente para sua vida, mas o que promovia o sucesso de sua espera era o fato que ele tinha um alvo, um alvo certo de sua espera: Deus. O fato dele esperar confiantemente em Deus era o segredo do sucesso de sua espera. Se ele esperasse em sua guarda real, em suas posses, riquezas, em seu conhecimento humano, em sua força, em seu poder, ele teria fracassado vergonhosamente, mas ele esperou em Deus, o Deus que não falha, não dorme, nem descansa, que é Todo-Poderoso e misericordioso e Ele ouviu o clamor de Davi inclinou-se para ele e atendeu o seu clamor. Nossa esperança deve estar focalizada em Deus, na Pessoa Bendita de Nosso Senhor Jesus Cristo, confiando sempre que ele suprirá nossas necessidades e que sobre tudo somos mais que vencedores por Ele.

A esperança não desaponta

A esperança firmada em Cristo não desaponta, não falha, pois Fiel é quem prometeu. Tantos depositam sua confiança, sua esperança em cousas vãs, "uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor".

O amor de Deus, que é infinito, derrama-se em nossos corações por intermédio do Espírito Santo, nosso Fiel Ajudador, que nas tribulações mostra-se a nós mais intensamente como O Consolador. A esperança e a longanimidade caminham juntas. Longanimidade quer dizer paciência e esta também recebemos poder do próprio Deus para tê-la, contudo sempre é preciso que marchemos em direção às águas inda cerradas para que elas se abram, precisamos tomar posse da benção maravilhosa da tribulação.

Aprendamos então a ter a tribulação por benção e alegremo-nos com ela saibamos compreender que Deus está no controle de tudo.

Na tribulação nos ensinará a perseverança, com a qual alcançaremos a experiência e por fim chegaremos à esperança da nossa soberana vocação. Em tudo demos graças porque isto é agradável a Deus. Se ele nos deixa passar por tribulações é para que sejamos sábios e cresçamos espiritualmente. Não peçamos portanto a Deus: "tira-me desta tribulação" ou "alivia-me esta dor", mas "dai-me coragem para enfrentá-la, constância e firmeza para não desistir e força para prosseguir até a vitória que já é minha pelo Teu Nome! Amém!"