terça-feira, 29 de setembro de 2015

Não espere!

Não espere um sorriso para ser gentil.

Não espere ser amado para amar.

Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de um amigo...

Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante em sua vida...

Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar...

Não espere a queda para lembrar-se do conselho...

Não espere a enfermidade para reconhecer quão frágil é a vida...

Não espere a pessoa perfeita para então apaixonar-se...

Não espere a mágoa para pedir perdão...

Não espere a separação para buscar a reconciliação...

Não espere a dor para acreditar em oração...

Não espere elogios para acreditar em si mesmo...

Não espere ter tempo para servir...

Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado...

Não espere ter dinheiro aos montes para então contribuir...

Não espere o dia de dar adeus sem antes contar que amava...

Autor desconhecido

ABC da Vida


Para atingir seus sonhos, além de Deus, lembre-se:

Abra os olhos para ver as coisas como realmente são.
Basta apenas acreditar em você mesmo.
Considere as coisas por vários ângulos.
Desistir é palavra que deve ser riscada do vocabulário.
Entenda a si mesmo para entender melhor seus semelhantes.
Família e amigos são tesouros escondidos. Procure encontrá-los e desfrutar de suas riquezas.
Ganha quem faz e doa mais do que aquele que planejou.
Hoje aproveite a vida. O ontem já passou e o amanhã pode nunca chegar.
Ignore aqueles que tentam lhe desencorajar.
Já chegou a hora de agir. Faça agora. Aja!!!
Leia, estude e aprenda sobre tudo o que é importante na sua vida.
Mais do que tudo, queira seus sonhos.
Nunca minta, trapaceie ou roube enquanto persegue uma boa meta.
Obtenha mais paz e harmonia evitando fontes, pessoas, lugares, coisas e hábitos negativos.
Prática leva a perfeição.
Quem desiste nunca vence e os vencedores nunca desistem.
Ressalte e defina seus objetivos e vá em direção a eles.
Sonhos são a matéria prima de qualquer realização. Apegue-se a eles.
Tome e assuma o controle de seu próprio destino.
Uma boa atitude positiva deve ser preservada sempre.
Visualize o que você quer.
Xis: o "x" da questão é: Você é uma criação única de Deus, nada nem ninguém pode substituir você.
Zele por sua auto-estima. Ame-se mais.

sábado, 26 de setembro de 2015

Convite Especial


CONFISSÕES SANTO AGOSTINHO

Louvor e Invocação
 És grande, Senhor e infinitamente digno de ser louvado; grande é teu poder, e
incomensurável tua sabedoria. E o homem, pequena parte de tua criação quer louvar-te, e
precisamente o homem que, revestido de sua mortalidade, traz em si o testemunho do pecado e a
prova de que resistes aos soberbos. Todavia, o homem, partícula de tua criação, deseja louvar-te.
Tu mesmo que incitas ao deleite no teu louvor, porque nos fizeste para ti, e nosso coração está
inquieto enquanto não encontrar em ti descanso.
 Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se
devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer?
Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves
antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem?
Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue?
 Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram
e os que o encontram hão de louvá-lo.
 Que eu, Senhor, te procure invocando-te, e te invoque crendo em ti, pois me pregaram teu
nome. invoca-te, Senhor, a fé que tu me deste, a fé que me inspiraste pela humanidade de teu
Filho e o ministério de teu pregador.

Deus está no homem, e este em Deus
 E como invocarei meu Deus, meu Deus e meu Senhor, se ao invocá-lo o faria certamente
dentro de mim? E que lugar há em mim para receber o meu Deus, por onde Deus desça a mim, o
Deus que fez o céu e a terra? Senhor, haverá em mim algum espaço que te possa conter? Acaso
te contêm o céu e a terra, que tu criaste, e dentro dos quais também criaste a mim? Será, talvez,
pelo fato de nada do que existe sem Ti, que todas as coisas te contêm? E, assim, se existo, que
motivo pode haver para Te pedir que venhas a mim, já que não existiria se em mim não
habitásseis?
 Ainda não estive no inferno, mas também ali estás presente, pois, se descer ao inferno, ali
estarás.
 Eu nada seria, meu Deus, nada seria em absoluto se não estivesses em mim; talvez seria
melhor dizer que eu não existiria de modo algum se não estivesse em ti, de quem, por quem e em
quem existem todas as coisas? Assim é, Senhor, assim é. Como, pois, posso chamar-te se já
estou em ti, ou de onde hás de vir a mim, ou a que parte do céu ou da terra me hei de recolher,
para que ali venha a mim o meu Deus, ele que disse: Eu encho o céu e a terra?

Onde está Deus?
 Porventura o céu e a terra te contêm, porque os enches? Ou será melhor dizer que os
enches, mas que ainda resta alguma parte de ti, já que eles não te podem conter? E onde
estenderás isso que sobra de ti, depois de cheios o céu e a terra? Mas será necessário que sejas
contido em algum lugar, tu que conténs todas as coisas, visto que as que enches as ocupas
contendo-as? Porque não são os vasos cheios de ti que te tornam estável, já que, quando se
quebrarem, tu não te derramarás; e quando te derramas sobre nós, isso não o fazes porque cais,
mas porque nos levantas, nem porque te dispersas, mas porque nos recolhes.
 No entanto, todas as coisas que enches, enche-as todas com todo o teu ser; ou talvez, por
não te poderem conter totalmente todas as coisas, contêm apenas parte de ti? E essa parte de ti
as contêm todas ao mesmo tempo, ou cada uma a sua, as maiores a maior parte, e as menores a 
menor parte? Mas haverá em ti partes maiores e partes menores? Acaso não estás todo em todas
as partes, sem que haja coisa alguma que te contenha totalmente?

As perfeições de Deus
 Que és, portanto, ó meu Deus? Que és, repito, senão o Senhor Deus? Ó Deus sumo,
excelente, poderosíssimo, onipotentíssimo, misericordiosíssimo e justíssimo.
 Tao oculto e tão presente, formosíssimo e fortíssimo, estável e incompreensível; imutável,
mudando todas as coisas; nunca novo e nunca velho; renovador de todas as coisas, conduzindo à
ruína os soberbos sem que eles o saibam; sempre agindo e sempre repouso; sempre
sustentando, enchendo e protegendo; sempre criando, nutrindo e aperfeiçoando, sempre
buscando, ainda que nada te falte.
 Amas sem paixão; tens zelos, e estás tranqüilo; te arrependes, e não tens dor; te iras, e
continuas calmo; mudas de obra, mas não de resolução; recebes o que encontras, e nunca
perdeste nada; não és avaro, e exiges lucro. A ti oferecemos tudo, para que sejas nosso devedor;
porém, quem terá algo que não seja teu, pois, pagas dívidas que a ninguém deves, e perdoas
dívidas sem que nada percas com isso?
 E que é o que até aqui dissemos, meu Deus, minha vida, minha doçura santa, ou que
poderá alguém dizer quando fala de ti? Mas ai dos que nada dizem de ti, pois, embora seu muito
falar, não passam de mudos charlatães.

Súplica
 Quem me dera descansar em ti! Quem me dera que viesses a meu coração e que o
embriagasses, para que eu me esqueça de minhas maldades e me abrace contigo, meu único
bem! Que és para mim? Tem piedade de mim, para que eu possa falar. E que sou eu para ti, para
que me ordenes amar-te e, se não o fizer, irar-te contra mim, ameaçando-me com terríveis
castigos? Acaso é pequeno o castigo de não te amar? Ai de mim! Dize-me por tuas misericórdias,
meu Senhor e meu Deus, que és para mim? Dize a minha alma: Eu sou a tua salvação. Que eu
ouça e siga essa voz e te alcance. Não queiras esconder-me teu rosto. Morra eu para que possa
vê-lo para não morrer eternamente.
 Estreita é a casa de minha alma para que venhas até ela: que seja por ti dilatada. Está em
ruínas; restaura-a. Há nela nódoas que ofendem o teu olhar: confesso-o, pois eu o sei; porém,
quem haverá de purificá-la? A quem clamarei senão a ti? Livra-me, Senhor, dos pecados ocultos,
e perdoa a teu servo os alheios! Creio, e por isso falo. Tu o sabes, Senhor. Acaso não confessei
diante de ti meus delitos contra mim, ó meu Deus? E não me perdoaste a impiedade de meu
coração? Não quero contender em juízos contigo, que és a verdade, e não quero enganar-me a
mim mesmo, para que não se engane a si mesma minha iniqüidade. Não quero contender em
juízos contigo, porque, se dás atenção às iniqüidades, Senhor, quem, Senhor, subsistirá? 

O homem do penhasco

Contam que Deus, um dia, marcou um encontro com um homem muito religioso no alto de uma montanha sagrada. O homem se preparou para o encontro com muito recolhimento, oração, jejum e, no dia determinado, subiu a montanha cheio de fervor.

O caminho era íngreme, a subida estava levando muito tempo, e o homem começou a ter medo de perder a hora marcada. Rogou a Deus que lhe desse forças para não chegar atrasado. Aí, viu um homem caído na beira do penhasco, machucado e pensou: "Estou atrasado, depois eu volto para socorrê-lo."

Ao chegar no topo da montanha, esperou, esperou, e Deus nada de aparecer. Que pena! Pensou ele desolado, por que não subi mais depressa?

Desceu desanimado.

Ao passar pelo penhasco, não viu mais o homem caído, mas havia um bilhete junto à rocha, que dizia:

- Quem sabe outro dia, quando estiver menos apressado, você consiga me reconhecer!

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. Mateus 25:35-44

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Os três crivos


Certa feita, um homem esbaforido aproximou-se do grande filósofo e sussurrou-lhe aos ouvidos:
- Escuta, Sócrates... na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular...
- Espera!... - Ajuntou o sábio prudente. Já passaste o que vais me dizer pelos três crivos?
- Três crivos? - Perguntou o visitante, espantado.
- Sim, meu caro amigo, três crivos.

Observemos se tua confidência passou por eles.
- O primeiro, é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza quanto àquilo que pretendes comunicar?
- Bem... - ponderou o interlocutor - assegurar mesmo, não posso... mas ouvi dizer e então...
- Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
- Isso não... muito pelo contrário...
- Ah! - tomou o sábio - então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
- Útil?!... - perguntou o visitante ainda agitado - útil não é...
- Bem - conclui o filósofo num sorriso - se o que tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem edificação para nós!...

Livro: Histórias Interessantes
Autor: Assis Almeida

domingo, 20 de setembro de 2015

Venha!! Vamos adorar a Deus!!!!


Ouvi num domingo, na igreja, a história de uma família de refugiados do Leste europeu, forçada a sair de casa por tropas invasoras. Perceberam que a única chance de escapar dos horrores da guerra era atravessar as montanhas que circundavam a cidade. Tinham certeza de que estariam a salvo num país vizinho e neutro, caso conseguissem fazer a travessia. mas o avô não estava bem e a viagem seria dura./- Me deixem para trás – pediu ele.

- Os soldados não vão se importar com um homem velho como eu.

- Vão sim – disse o filho. – Para o senhor será a morte.

- Não podemos deixar o senhor aqui, papai – reforçou a filha. – Se o senhor não for, então nós também não vamos.

O idoso finalmente cedeu e a família, composta de umas dez pessoas de diversas idades, inclusive uma netinha de um ano, partiu em direção à cadeia de montanhas que se via à distancia. Caminharam em silêncio, revezando-se para carregar o bebê, o que tornou mais difícil a subida do desfiladeiro.

Depois de várias horas, o avô se sentou numa rocha e deixou pender a cabeça.

- Continuem sozinhos. Não vou conseguir – disse.

- Vai, sim – encorajou o filho. – Tem de conseguir.

- Não – disse o avô. – Me deixem aqui.

- Vamos – disse o filho. – Precisamos do senhor, é sua vez de carregar o bebê.

O homem levantou o rosto e viu as fisionomias cansadas dos demais. Olhou para o bebê envolto num cobertor, agora no colo de seu neto de treze anos, um menino magrinho.

- Claro – disse o avô. – É a minha vez. Vamos passem o bebê para mim. – Ele se levantou e ajeitou o bebê no colo, olhando seu rostinho inocente. De repente, sentiu uma força renovada e um enorme desejo de ver sua família a salvo numa terra em que a guerra seria uma memória distante.

- Vamos – disse ele, com determinação. – Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando.

O grupo prosseguiu, com o avô carregando o bebê. E, naquela noite, a família conseguiu cruzar a fronteira a salvo. Todos os que iniciaram o longo percurso pelas montanhas conseguiram terminá-lo, inclusive o avô.

Floyd Wickman e Terri Sjodin

sábado, 19 de setembro de 2015

Meu nome é Felicidade

Faço parte da vida daqueles que tem amigos, pois ter amigos é ser Feliz.

Faço parte da vida daqueles que vivem cercados por pessoas como você, pois viver assim é ser Feliz!

Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva, por isso chamado presente.

Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do Amor, que acreditam que para uma história bonita não há ponto final.

Eu sou casada sabia?

Sou casada com o Tempo. Ah! O meu marido é lindo! Ele é responsável pela resolução de todos os problemas. Ele reconstrói corações, ele cura machucados, ele vence a Tristeza...

Juntos, eu e o Tempo tivemos três filhos: A Amizade, a Sabedoria, e o Amor.

A Amizade é a filha mais velha. Uma menina linda, sincera, alegre. A Amizade brilha como o sol. A Amizade une pessoas, pretende nunca ferir, sempre consolar.

A do meio é a Sabedoria, culta, íntegra, sempre foi mais apegada ao Pai, o Tempo. A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!

O caçula é o Amor. Ah! como esse me dá trabalho! É teimoso, às vezes só quer morar em um lugar... Eu vivo dizendo: Amor, você foi feito para morar em dois corações, não em apenas um. O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo! Quando ele começa a fazer estragos eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu!

Uma pessoa muito importante me ensinou uma coisa: Tudo no final sempre dá certo, se ainda não deu, é porque não chegou o final.

Por isso, acredite sempre na minha família. Acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente no Amor.

Aí, com certeza um dia, eu, a Felicidade, baterei à sua porta !!!
Tenha Tempo para os Sonhos: eles conduzem sua carruagem para as Estrelas.

Autor desconhecido.

O tempo e as jabuticabas

Contei meus anos e
descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora.

Tenho mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino
que ganhou uma bacia de jabuticabas...

As primeiras, ele chupou displicente...
mas percebendo que faltam poucas,
rói o caroço...

Já não tenho tempo
para lidar com mediocridades...

Não quero estar em reuniões
onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos
tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo
para conversas intermináveis...

Já não tenho tempo para administrar
melindres de pessoas que,
apesar da idade cronológica,
são imaturas...

Detesto fazer acareação de desafetos
que brigaram pelo majestoso
cargo de secretário geral do coral...

As pessoas não debatem conteúdos...
apenas os rótulos...

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
quero a essência...
minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia,
quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços...
não se encanta com triunfos...
não se considera eleita antes da hora...
não foge de sua mortalidade..

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade...

O essencial faz a vida valer a pena...
e para mim
basta o essencial...

Rubem Alves

A Porta Negra

Era uma vez um país das Mil e uma Noites.
Neste país, havia um Rei que era muito polêmico por causa de seus atos. Ele pegava os prisioneiros de guerra e levava para uma enorme sala. Os prisioneiros eram enfileirados no centro da sala e o Rei gritava, dizendo:

- Eu vou dar uma chance para vocês. Olhem para o canto direito da sala.
Ao olharem, os prisioneiros viam alguns soldados armados de arco e flechas, prontos para ação.

- Agora, - continuava o Rei - Olhem para o canto esquerdo.
Ao olharem, todos os presos notavam que havia uma horrível Porta Negra de aspecto gigantesco.
Crânios humanos serviam como decoração e a maçaneta era a mão de um cadáver.
Algo horripilante só de imaginar, quanto mais para ver.

O Rei se posicionava no centro da sala e gritava:
- Agora escolham : o que vocês querem ? Morrerem cravados de flechas ou abrirem rapidamente aquela Porta Negra e entrarem lá dentro enquanto tranco vocês? Agora decidam, vocês têm livre arbítrio, escolham....

Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento: na hora da decisão, eles chegavam perto da horrível Porta Negra de mais de quatro metros de altura, olhavam para os desenhos de caveiras, sangue humano, esqueletos, aspecto infernal, coisas escritas do tipo: "Viva a Morte", etc...e decidiam:
" Quero morrer flechado".

Um a um, todos agiam assim: olhavam para a Porta Negra e para os arqueiros da Morte e diziam para o Rei:
- Prefiro ser atravessado por flechas a abrir essa Porta Negra a ser trancado lá dentro.

Milhares optaram pelo que estavam vendo: a morte feia pelas flechas.
Mas, um dia, a guerra acabou. Passado algum tempo, um daqueles soldados do "Pelotão da Flechada" estava varrendo a enorme sala quando eis que surge o Rei. O soldado com toda reverência e meio sem jeito, perguntou:
- Sabe , ó grande Rei, eu sempre tive uma curiosidade, não se zangue com minha pergunta, mas... o que tem além daquela Porta Negra ?
O Rei respondeu :
- Lembra que eu dava aos prisioneiros duas escolhas ? Pois bem, vá e abra a Porta Negra.
O soldado, trêmulo, virou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio puro de sol beijar o chão feio da enorme sala.
Abriu mais um pouquinho a porta e mais luz e um gostoso cheiro de verde inundaram o local. O soldado notou que a Porta Negra abria para um caminho que apontava para a grande estrada. Foi aí que o soldado foi perceber:
a Porta Negra dava para a.... LIBERDADE !!!!!


MORAL DA HISTÓRIA:
Todos nós temos uma Porta Negra dentro da mente.
Para uns, a Porta Negra é o medo do desconhecido.
Para outros, é uma pessoa difícil.
Quem sabe até uma frustração qualquer, do tipo:
Medo de se entregar ( a alguém ou a alguma coisa ).
Medo de se relacionar ou
Medo de viver um grande ( e triste ) amor ou
Medo de ser rejeitado ou
Medo de inovar ou
Medo de mudar ou
Medo de voar mais alto.
Para alguns, a Porta Negra é a incerteza que a falta de preparo atemoriza.
Ou uma trava imaginária que as inseguranças da vida fabricaram durante a educação.
Mas, se você pode perder, você também pode vencer.
Se der um passo além do medo, você vai encontrar o raio de sol entrando em sua vida.
Abra essa PORTA NEGRA e deixe o sol inundar você...  

Autor e fonte desconhecidos


Máscara do Sorriso


Na China Antiga, um homem chamado Wong, que se sentia hostilizado pelas pessoas da pequena aldeia onde morava. Um dia o senhor Wong foi visitar o sábio da região e então desabafou: cumpro minhas obrigações para com os deuses, sou um bom cidadão, um exemplar chefe de família, vivo praticando a caridade, Por que as pessoas não gostam de mim? E a resposta do mestre foi simples: embora o senhor Wong fosse caridoso, o seu rosto sério levava a todos uma conclusão diferente. Embora ele fosse muito rico, era pobre de "alegria" e "cordialidade" e, por outro lado, nunca sorria, embora ajudasse as pessoas.


O sábio deu ao senhor Wong uma máscara sorridente que se ajustava perfeitamente ao seu rosto. Advertiu-o, entretanto, de que se algum dia a tirasse do rosto, não conseguiria recolocá-la. No primeiro dia em que Wong saiu à rua, todos começaram a cumprimentá-lo e em pouquíssimo tempo já estava cheio de amigos. Mas, um dia, chegando à conclusão que as pessoas não gostavam dele, mas da máscara, pensou: é preferível ser hostilizado, a ser estimado por uma máscara falsa. Foi até ao espelho e retirou a máscara sorridente. Mas que surpresa... o seu rosto tornara-se também sorridente, assumira as expressões e o sorriso da máscara...

"O que você é internamente é uma conseqüência do que você mostra externamente"

Autor desconhecido

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O Pote Rachado

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe.

O pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.

Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações.

Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:

- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.

- Por quê?, perguntou o homem. - De que você está envergonhado?

- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo.

Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao pote:

- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que a cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.

Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos.

Todos nós somos potes rachados.

Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai.

Na grandiosa economia de Deus, nada se perde.

Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos.

Basta reconhecermos nossos defeitos e eles com certeza embelezarão a mesa de alguém.

Das nossas fraquezas, devemos tirar nossa maior força...

Autor Desconhecido

Bomba d'Água

Um homem estava perdido no deserto ... grande chance de morrer de sede. Chegou a uma cabana velha, desmoronando, sem janelas, sem teto. Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.

Olhando ao redor, viu uma velha bomba de água, bem enferrujada. Foi até lá, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar. Nada aconteceu. Desapontado, caiu prostrado para trás.

De repente notou que ao lado da bomba havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:
"Amigo, você precisa primeiro preparar a bomba com toda água desta garrafa.
Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir -
A próxima pessoa que passar por aqui precisará dela."

Tirou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água. De repente, viu-se num dilema. Se bebesse aquela água, poderia sobreviver. Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá do fundo do poço, toda água que quisesse. Ou talvez não.

Que deveria fazer? Encher a velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a água velha da garrafa e desprezar a mensagem? Deveria arriscar perder toda aquela água, na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não sabia quando?

Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear... a bomba pôs-se a ranger e chiar sem fim. Nada aconteceu. A bomba foi rangendo e chiando.

Então, surgiu um fiozinho de água; depois, um pequeno fluxo e, finalmente, a água jorrou com abundância. Para alivio do homem a velha bomba fez jorrar água fresca, cristalina.

Encheu a garrafa e bebeu ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.

Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante. Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota:

"Creia-me, funciona!!!"

domingo, 13 de setembro de 2015

Lembrando de esquecer

Clara Barton, que fundou a Cruz Vermelha americana quando tinha cinqüenta e um anos, era considerada "tímida como um rato, mas brava como um leão". Comprometida com sua missão, continuou a exercê-la mesmo na velhice. Não deixou que a idade a atrapalhasse.

Ela ia aonde quer que houvesse alguém precisando de conforto, em áreas de guerra, locais onde havia enchentes, terremotos ou febre amarela. Aos setenta e sete anos, estava nos campos de batalha de Cuba, na guerra hispano-americana. Clara continuou seu trabalho até morrer, aos noventa e um anos.

Um dia, já bem velhinha, alguém a lembrou de uma ofensa que lhe fora dirigida, anos antes. Mas ela agiu como se jamais tivesse ouvido falar daquilo.

– Não se recorda? – a amiga perguntou.

– Não. – Clara respondeu. – Lembro-me nitidamente de ter esquecido isso.

Amy Seeger

sábado, 12 de setembro de 2015

Intenção e Confiança

"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.

Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:

- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?

- Vamos lá. Só tenho a ganhar! - respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.

Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.

Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição.

Contou ele:

- Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:

"Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"

As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:

"Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero."

- Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:

"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."

- E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.

Uma repórter, ironicamente, questionou:

O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?

Respondeu o homem, cheio de bom humor:

- Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!

CONVITE ESPECIAL


CONVITE ESPECIAL


Não desça da sua cruz - Pr. Ricardo Godin


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O rompimento da comunhão com Deus

Texto Básico: Gênesis  3.8

Leitura diária
D Rm 5.1-11 Justificação e paz com Deus
S Rm 6.15-23 O pecado traz a morte
T 2Co 5.18-20 O ministério da reconciliação
Q Ef 2.1-10 Filhos da ira por natureza
Q Jn 1.1-3 Fugindo da presença do Senhor
S Cl 1.13-23 A reconciliação em Cristo
S Sl 139.7-12 Para onde me ausentarei?

Introdução

Às vezes tratamos o pecado como um pro­blema de pouca importância. Há até cristãos que chegam a menosprezá-lo a ponto de não se importarem com ele, imaginando que, depois de cometer o pecado, é pedir perdão e pronto. Tudo se resolve a pessoa está perdo­ada, com a conta zerada e pronta para pecar de novo e ser perdoada novamente e assim sucessivamente. Mas será que é isso mesmo? Será que é a isto que deve nos conduzir o ensino de que onde abundou o pecado supe­rabundou a graça (Rm 5.20)? Será mesmo que nenhum preço foi pago para garantir o perdão de nossos pecados? E o que dizer de nossa inimizade contra Deus? Existe reconciliação? Como ela acontece? Isso é o que veremos na lição de hoje.

I. O pecado: obstáculo à comunhão com Deus

O capítulo 3 de Gênesis tem muito a nos dizer sobre o pecado e suas consequências, bem como sobre o estado do ser humano antes e depois da Queda. Na lição 1, vimos que, ao pecar, Adão caiu do estado de santidade em que havia sido criado. Isso trouxe variadas e graves consequências tanto para ele mesmo quanto para todos os seus descendentes. A maior e mais grave de todas as consequências do pecado foi o rompimento da comunhão entre Deus e o ser humano.

Este rompimento pode ser visto já em Gênesis 3.8, quando o texto bíblico nos diz que, depois de haver pecado, Adão e Eva se esconderam da presença de Deus. Ao perceberem a aproximação de Deus, Adão e Eva, em vez de sentirem alegria, sentiram medo, desconforto e vergonha. Em vez de se alegrarem por se encontrarem novamente com o Senhor e, assim, fortalecerem sua comunhão com ele e desfrutarem dela, tomaram a iniciativa de se esconder de Deus, evidenciando que a comunhão com seu Criador havia sido quebrada.

Embora a resposta de Adão ao chamado do Senhor pareça ser uma confissão de pecados feita por um homem humilde e contrito, no entanto, foi simplesmente a reação de alguém que ainda não havia se arrependido pelo seu pecado. Observe que não há, na resposta de Adão, nenhum sinal de arrependimento pelo que havia feito. A única coisa que Adão confessa é seu sentimento de medo. No novo estado em que se encontrava por causa do pecado, sua preocupação era consigo mesmo e com seus sentimentos, não com sua relação com Deus e o estrago que o pecado fez nela. O que se percebe é que ele havia tomado cons­ciência de que, depois de sua desobediência, sua relação com Deus não era mais a mesma e, por isso, escondeu-se da presença do Senhor. Ele atribui o medo que estava sentindo à voz de Deus e ao fato de estar nu (“Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi”), como se nunca antes tivesse ouvido Deus falar e nunca tivesse estado nu. Ele não reconheceu no pecado a causa de sua desgraça e ainda precisou ser confrontado por Deus até que, no versículo 17, o Senhor fala abertamente com ele sobre seu pecado e lhe impõe punições. Na verdade, havia ocorrido uma imensa mudança no estado do primeiro casal. O estado de santidade em que tinham sido criados deu lugar ao estado caído em que se encontravam por causa do pecado.

Diante da resistência de Adão em admitir que havia sentido medo de Deus porque havia desobedecido a ordem que havia recebido, o Senhor pergunta: “Quem te fez saber que estavas nu?” (v. 11). Em outras palavras, Deus queria que ele reconhecesse qual tinha sido a fonte, a origem de sua culpa e de sua ver­gonha. Ele precisava reconhecer que a causa primária do rompimento de sua comunhão com Deus era o pecado. Este reconhecimento humilde e sincero é o primeiro passo para o arrependimento e o perdão providenciado por Deus em Cristo.

A esta altura, precisamos perguntar: As ár­vores podiam esconder Adão e Eva de Deus? Em outras palavras, afastar-se e esconder-se de Deus é uma solução eficaz para o pecado e suas consequências? É claro que não. Sobre a presença de Deus, o salmista diz: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugi­rei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço minha cama no mais profundo abismo, lá estás também” (Sl 139.7-8). O profeta Isaías diz que “as vossas iniquidades fazem sepa­ração entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2). O fato é que o pecado nos afasta de Deus, nos impede de enxergar Deus como gracioso e misericordioso e de ter prazer em sua presença. O pecado, por sua própria natureza, produz separação de Deus e, assim, traz consigo trevas, ignorância, erro, engano, medo, angústia, sentimento de culpa, pesar, miséria e escravidão.

II. Cristo: o restaurador da nossa comunhão com Deus

A inimizade que o pecado provoca entre nós e Deus é real e traz consequências devasta­doras para todos os seres humanos. A maior destas consequências e nosso fracasso em cumprirmos o propósito para o qual fomos criados, que é glorificar a Deus e desfrutar dele para sempre. O desagrado de Deus por causa do nosso pecado é nosso maior fracas­so. Além disso, o pecado traz consequências graves e danosas também para nossa vida. Por provocar separação entre nós e nosso Deus, ele nos separa da fonte de toda a vida e de toda a bem-aventurança, que é o próprio Deus. Em outras palavras, o pecado nos traz a morte (Rm 6.23) e não somente a morte física e espiritual, mas também a morte eterna. A boa-nova do evangelho é que Deus, em Cristo, providenciou um meio totalmente eficaz para solucionar o problema do pecado. Este meio é a morte substitutiva de Cristo. Tendo morrido em nosso lugar e suportado, em nosso lugar, a ira de Deus, ele ganhou para nós o perdão para nossos pecados.

Paulo fala sobre isso vários textos. Um deles é Romanos 5.1-11. neste texto, já no versículo 1 Paulo relaciona a obra de Cristo na cruz com o restabelecimento da paz entre nós e Deus: “Justificados… temos paz com Deus”. A paz com Deus é uma bênção graciosa que recebemos da parte do próprio Deus por causa do sacrifício de Cristo. Este estado de paz com Deus é resultante da remoção daquilo que fazia separação entre nós e Deus, con­sequentemente, provocava inimizade entre nós e Deus. Esta reconciliação foi realizada pela morte de Jesus. É preciso enfatizar que a reconciliação – e também a justificação – é um ato divino. É Deus, não o homem, quem produz a reconciliação, a mudança de inimi­zade em amizade.

Todavia, assim como é verdade que a jus­tificação requer fé por parte do homem – a fé comunicada por Deus e por ele sustentada não deixa de ser, não obstante, a fé humana – assim também a reconciliação requer obediência por parte do ser humano. Aqui também é verdade que tal obediência é dom de Deus. No entanto, é o ser humano que obedece à exortação: “Rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5.20).

O texto é 2Coríntios 18.20 também trata da reconciliação entre nós e Deus. Aqui, Paulo se preocupa em afirmar claramente que esta reconciliação é uma iniciativa de Deus. Embora a separação e a inimizade tenham sido causadas pelo pecado humano, a reconciliação é um ato soberano de Deus, no qual ele toma a iniciativa de apresentar uma solução definitiva para o problema do pecado: o sacrifício substitutivo de Cristo. Desta forma, “tudo provém de Deus”, isto é, ele toma a iniciativa de desfazer a inimizade criada pelo pecado humano, ele providencia a forma pela qual esta reconciliação pode ser realizada de modo harmonioso com sua jus­tiça e sua santidade e ele até mesmo envia ao mundo mensageiros encarregados de anunciar o evangelho da reconciliação.

Toda esta obra da parte de Deus foi neces­sária para que não apenas as consequências desta inimizade, mas a sua raiz, sua causa primária, fosse definitivamente vencida: o pecado. Pelo pecado, o ser humano se coloca em ativa rebelião contra Deus e se torna inimi­go de Deus. Esta inimizade é vista no fato de que, por meio do pecado, o ser humano tenta se colocar não no lugar de outra criatura, mas no lugar do próprio Criador, deseja ser seu próprio deus, tornando-se o árbitro e o contro­lador de sua própria vida, tornando-se, assim, merecedor da ira de Deus. Demonstrando sua graça e sua misericórdia, o Senhor toma a iniciativa, mesmo sendo a parte ofendida, de vir em direção ao ser humano e fazer tudo o que era necessário para que a reconciliação fosse feita.

Em Colossenses 1.18-22, Paulo mais uma vez retoma o tema da reconciliação, mos­trando que foi do agrado de Deus não apenas criar todas as coisas, no céu e sobre a terra, por meio de Cristo (Cl 1.16), mas também reconciliar “consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (v. 20). Por causa do pecado, o universo foi envolvido em uma inimizade contra seu Criador e precisa ser reconciliado com ele. O pecado humano atingiu não apenas os seres humanos, mas toda a criação – “maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17); “Sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias ate agora” (Rm 8.22) – e a obra reconciliadora de Jesus tem seus efeitos sobre toda a criação. O pecado arruinou o universo. Ele destruiu a harmonia entre as criaturas e Deus e entre as criaturas entre si. A provisão para o restabelecimento da paz foi feita em Cristo e a paz eterna e infinita será definitivamente estabelecida no dia da consumação da obra redentora de Cristo.

Conclusão

O pecado não é um problema pequeno e de pouca importância, mas uma rebelião gravís­sima contra Deus e seu governo e tem sérias consequências para toda a vida humana e para toda a criação de Deus. O problema do pecado é algo tão sério e tão grave que nenhum ser humano jamais conseguiu nem conseguirá se livrar dele pelos seus próprios esforços. No que depender de nós, nossa inimizade contra Deus é eterna. No entanto, Deus, pela gran­deza de sua graça, tomou a iniciativa de vir ao nosso encontro e promover a reconciliação pelo sangue de seu Filho. O derramamento do sangue de Cristo foi o preço pago pela nossa reconciliação com Deus, o que nos mostra o quanto nosso pecado é grave aos olhos de Deus e o quanto ele nos ama.

Aplicação

A inimizade causada entre nós e Deus pelo pecado é um problema tão grave e tão sério que, para promover a reconciliação, o Senhor teve que tomar a iniciativa e realizar toda a obra, inclusive realizar a justificação por meio do sangue de Cristo. Você percebe o quanto foi alto o preço pago para que seus pecados fossem perdoados e sua reconciliação com Deus fosse efetuada em Cristo? Isso traz algu­ma implicação para sua vida diária? Qual?

>> Publicado na Revista Palavra Viva – Os seres humanos e a queda, 4º trimestre 2010
>> Autoria das Lições: Vagner Barbosa

Persistência

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as próprias jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido. O homem desiste?

Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de "visionário". O homem fica chateado? Não!

Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele.

Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não! Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d'água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não! Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas".

A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Encurtando a história: hoje a HONDA CORPORATION é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.

Portanto, se você, como infelizmente tem acontecido com muitas pessoas, adquiriu a mania de viver reclamando e lamentando, pare com isso! Vá em frente! Sempre

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A FAMÍLIA CRISTÃ E A CIDADE

Texto básico: Hebreus 13.1-6

Introdução

Família e Urbanidade — olhar a cidade de maneira diferente

A família habita um lugar. Ao dirigirmos nosso olhar à configuração do espaço urbano, podemos perceber os desafios que ele impõe à família. As primeiras relações são estabelecidas na privacidade das casas, mas cada vez mais cedo este mundo amplia-se.

A escola, o trânsito, os coletivos, os sons, as imagens invadem nossas janelas. As crianças não convivem mais somente com pessoas que conhecem. Elas descobrem cada vez mais os meios de comunicação e a internet. As fronteiras são cada vez menores.

O aglomerado da cidade leva cada vez mais a uma inversão de valores. Hoje é mais importante ter do que ser. Gente hoje, para muitos, é sinônimo da possibilidade de ganhar dinheiro.  Talvez o shopping center seja um bom exemplo desta inversão. Hoje ele tem todo o seu valor e ritual. As pessoas vão passear neste espaço com roupas bonitas. A arquitetura é parecida com a de um templo. A discriminação fica bem visível, não se acolhe a todos. O que dizer dos “rolezinhos”? O símbolo maior do shopping é o consumismo (será que no lugar da fé?).

Neste sentido, a casa (a família) hoje desempenha um papel fundamental de contraponto, trazendo o acolhimento, as pessoas, o ser valorizado e a fé de volta à simplicidade.

Exemplos bíblicos que inspiram

Lc 10.38 – Casa de hospitalidade e ensino de Jesus

Rm 16.3 e 1 Co 16.19 – Casa de cooperação com o evangelho e reunião da igreja

Sl 127.5 – Casa que testemunha na praça

Lc 22.10-13 – Casa que recebe Jesus e os seus discípulos pra um encontro memorável, íntimo e profundo.

O texto de Hebreus 13.1-6

Como o texto em estudo fala duas vezes em lugares diferentes sobre aquilo que é vivido em um círculo familiar, resolvemos aplicar o texto todo ao contexto da família cristã e sua atuação cidadã. Veja que ação abrangente, influente e preciosa a família teria em uma cidade hoje.

1. O amor fraternal (v.1). Essa virtude é tão importante que representa a marca, ou distintivo, do verdadeiro discípulo de Jesus (cf. Jo 13.34-35). Sem o amor fraternal de nada servem os dons, a realização de boas obras, o culto etc. (1Co 13).

2. A hospitalidade (v.2). A hospitalidade é tão criativa e acolhedora que pode ser prestada não somente aos estranhos (v.2), mas também aos pobres (Lc 14.13), e até mesmo aos inimigos (Rm 12.20).
Na época em que foi escrita a Epístola aos Hebreus, muitos cristãos haviam perdido todos os seus bens em consequência da perseguição que lhes movia as autoridades constituídas. Neste aspecto, a hospitalidade trazia alento a esses servos de Deus e demonstrava que outros crentes poderiam servir ao Senhor abrindo suas casas para lhes servirem de abrigo. Entretanto, essa simpática atitude, principalmente em nossos dias, ficou muito difícil e complexa em uma sociedade tão insegura e corrupta.

3. O valor da beneficência (v.3 e 6). O escritor não se esqueceu da importância da beneficência cristã. Exortou aqueles crentes a que se lembrassem dos que estavam presos e dos maltratados como se estivessem no lugar deles. Um crente perseguido facilmente seria lembrado por seus irmãos, mas os que permaneciam presos por muito tempo poderiam ser esquecidos. Há muitas pessoas que são perseguidas e presas por causa de sua fé em Cristo, como também há aquelas que cumprem pena por terem transgredido a lei dos homens. Mas tanto um como o outro não podem ser desprezados pela igreja do Senhor.

4. O valor do matrimônio (v.4). A expressão “venerado seja” nesse texto denota elevado grau de respeito e consideração para com o matrimônio. Muitos desprezam o casamento para viver uma vida desregrada, dissoluta e descompromissada. A vida cristã exige compromisso sério não apenas com Deus e a igreja, mas também com a sociedade e a família; e esta última começa com o nosso cônjuge. Quaisquer comprometimentos sexuais ilícitos — a prostituição, o adultério — são duramente condenados por Deus, e quem pratica tais coisas receberá dele o justo juízo.

5. A ameaça do materialismo (v.5). Ter contentamento com o que já se tem não é um argumento em prol do status quo econômico. Refere-se, antes, a uma atitude mental. O contentamento significa mais do que uma aceitação passiva do inevitável. Envolve um reconhecimento positivo de que o dinheiro é relativo, um instrumento e não um dono.

6. O auxílio de Deus. As palavras tirada dos salmos (v.6) são apropriadas porque afirmam o caráter imutável de Deus como auxílio. Quando Deus é o auxílio, não é surpreendente que a família cristã pode dizer diante de uma sociedade perversa: não temerei. Os filhos de Deus frequentemente têm comprovado a veracidade das palavras do salmista: que me poderá fazer o homem?, porque, embora seja expressa como pergunta, não deixa de subentender uma resposta negativa.

Perguntas para discussão em grupo

1. Até que ponto o amor fraterno pode ser vivido pela família cristã em favor dos seus vizinhos? Quais são as principais necessidades das pessoas que nos rodeiam?

2. A hospitalidade atende a quais necessidades das pessoas que moram em nossa comunidade? Como ser criativo?

3. Como a família pode atender as pessoas presas e maltratadas da cidade?

4. Que tipo de sofrimento as pessoas da nossa cidade passam? Será que temos alguns conterrâneos morrendo de aids? Quantas crianças sofrem com deficiência? Quantos moradores de rua Viçosa possui? É possível, pelo menos, ficarmos por dentro destes dados?

5. Famílias cristãs satisfeitas e dispostas a ajudar com os seus bens podem oferecer que tipo de ajuda para a cidade?

6. Do que a sua família tem medo em relação ao nosso município? Em que sentido a confiança plena em Deus pode nos tornar mais atuantes, ou nos tirar do marasmo e omissão?

Conclusão

O homem, a mulher e filhos enquanto cuidado, cuidando do ser

Podemos visualizar nossas famílias como o lugar primeiro de sinceridade e vida, onde surge o cuidado, abertura de espaço, onde cada um de nós, velado pela solicitude, pode dar curso a nosso ser percorrendo o caminho do dia que leva à noite, do nascer ao morrer, habitando a cidade na essencialidade do ser gente. Vivenciando a cidadania e solidariedade humana, habitando a cidade e com ela mantendo relações de vida e não de morte.

Não poderíamos terminar o estudo de hoje sem a lembrança da poesia e música do pastor Gladir Cabral:

PAZ E COMUNHÃO

Cuida do passarinho e também da flor,
Eles esperam pelo teu amor!
Faz do teu lar um ninho

e do mundo um chão
Onde se plante paz e comunhão!

Para que brote e cresça
A mais viva semente;
Para que a gente tenha o que colher.
Para que o pão que venha a ser por nós assado
Seja um sinal traçado de viver.

Faz uma nova casa
Na varanda do velho chão,
Convida teu irmão pra vir morar contigo;
Planta paredes novas,
Feitas para servir de lar e abrigo.

Faz um café gostoso,
Põe a mesa no teu jardim;
Deixa que assim as plantas
Tenham paz contigo; convida o universo
Faz a festa ganhar maior sentido!

Cuida da tua morada!
Cuida do pequeno mundo!
Deixa teu irmão bem perto
Livre.

Leitura indicada: Os Cristãos e os Desafios Contemporâneos, John Stott. Editora Ultimato, 2014.

>> Autor da Lição:  Jony Wagner de Almeida