quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SUBSTITUIÇÃO


Anos atrás, um pequeno mascote do exército britânico na Índia, menino de dez anos de idade, ofereceu-se para receber o castigo que cabia a certo malfeitor, desconhecido na sua tenda. Com o quarto açoite, o pequeno des­maiou, caindo ao chão, coberto de sangue. Os soldados levaram apressadamente o pequeno companheiro ao hospital, onde, por vários dias, ficou entre a vida e a morte. O culpado confessou o mal que fizera e apressou-se a ir ver o pequeno ferido.   
              
- O Quinzinho, sinto demais! - soluçou o soldado, comovido. Você me poderá perdoar tamanha covardia?

 - Não se aflija, BilI - disse o menino, calmamente. Eu queria poupar-lhe sofrimento. Jesus ama você, BilI. Ele morreu por você. Você também vai amá-Io, não vai, BilI?

O castigo fora tão grande que o pequeno não resistira, e com essas palavras, ele cerrou mansamente os olhos - acabaram para sempre os seus sofri­as. Mas BilI começou nova vida com Deus. Quinzinho deu a vida a fim de que aquele soldado, amigo seu, pudesse viver.

- Este texto encerra uma lição quádrupla, em matéria de substituição, e lembra-nos de novo o sacrifício do Salvador em nosso favor.

Carlos Spurgeon, o afamado evangelista, descreve o capítulo 53 de Isaías como "uma Bíblia em miniatura, o evangelho em sua essência". O profeta evangélico expõe assim, vigorosa e magnificamente, o princípio da substituição que unicamente pode proporcionar esperança ao homem perdido.

Fonte: Coletânea de Ilustrações - Pr. Natanael de Barros Almeida