sábado, 10 de setembro de 2011

A ONÇA E A RAPOSA

Era uma vez uma onça que há muito tempo perseguia uma raposa, mas ela sempre lhe escapava.
A onça já estava cansada de ser enganada pela raposa. Assim, decidiu atraí-la para sua caverna.
Fez espalhar pela floresta a notícia de que havia morrido e deitou-se bem no meio da toca, fingindo-se de morta.
Todos os bichos vieram olhar o seu corpo, contentíssimos.
A raposa também veio, mas meio desconfiada ficou olhando de longe. E por trás dos outros animais perguntou:
- A onça já deu seus últimos suspiros?
Ninguém soube responder. E a raposa falou:
- Uma pessoa só morre de verdade depois que der seus três últimos suspiros de vida. Foi assim com a minha avó!
A onça, então, para mostrar que estava morta de verdade, suspirou três vezes.
A raposa fugiu, dando gargalhadas.

Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.
I João 4.1

Conto do folclore africano, com versões na Europa e América Latina.
Compilado por Couto Magalhães em 1876.
Adaptado.