sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O PODER DA ORAÇÃO

Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado em seu rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário (conhecido pelo seu jeito grosseiro) e lhe pediu fiado alguns mantimentos. Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar; e que tinha 7 filhos para alimentar. O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade de sua família ela implorou: "Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver..." Ao que lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja. Em pé, no balcão ao lado, um freguês que assistia à conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família por sua conta. Então, o comerciante, meio relutante, falou para a pobre mulher: "Você tem uma lista de compras?" "Sim", respondeu ela. "Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar eu lhe darei em mantimentos." A pobre mulher hesitou por uns instantes e, com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança. Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo. Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado: "Não posso acreditar!" O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança. Como a escala da balança não se equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos, até não caber mais nada. O comerciante ficou parado ali, olhando para a balança por uns instantes, tentando entender o que havia acontecido... Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado, pois não era uma lista de compras e sim uma prece que dizia: "Meu Senhor, tu conheces as minhas necessidades e eu estou deixando isto em tuas mãos..." O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio; ela agradeceu e deixou o armazém. O freguês pagou a conta e disse: "Valeu cada centavo..." ...Só mais tarde o comerciante pode reparar que a balança havia quebrado; entretanto, só Deus sabe quanto pesa uma oração...