sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

GRAÇA E MISERICÓRDIA DE DEUS (EFÉSIOS 2.1-10) INTRODUÇÃO: A misericórdia e a graça de Deus nos conduzem da morte para a vida. Contexto: A cidade de Éfeso era um grande centro comercial, político e religioso, onde estava situado o templo de Ártemis (Diana). Era um lugar onde existia muita idolatria e feitiçaria. Paulo quando esteve nesta cidade pregou na escola de Tirano por dois anos (Atos 19.3), curou enfermos (Atos 19.11), foi perseguido (Atos 19.31), entre outras situações. Paulo estava preso na ocasião em que escreveu esta carta. Ele aproveita para deixar claro que judeus e não judeus têm acesso a salvação, pois esta não depende de nossas obras ou rituais, mas da graça salvadora de Deus. 1. DEUS É MISERICORDIOSO (vv. 1-5) Misericórdia nesta passagem significa não receber a punição que merecemos. Podemos ilustrar através da situação em que Davi adulterou com Bate Seba e matou seu esposo Urias. Diante da lei de Deus, Davi deveria pagar com a própria vida (Levítico 20.10; 24.17). Entretanto, Deus o preservou desta punição (2 Samuel 12.13) Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. Disse Natã a Davi: Também o SENHOR te perdoou o teu pecado; não morrerás. Visto que a misericórdia pode ser notada através de uma punição merecida, mas não executada, a carta de Paulo aos efésios mostra que o homem está separado de Deus devido a práticas em sua vida que desagradam a Deus, ou seja, por causa dos seus pecados. Essa pessoa está vivendo em harmonia com os princípios imorais da sociedade, fazendo a vontade do Diabo, pois ele atua na vida do incrédulo (vv. 1, 2). O homem que não tem a Cristo merece o castigo de Deus por viver de forma desobediente (v. 3). Por isso, essas pessoas estão separadas da comunhão com Deus e condenados a morte eterna (v. 5; Romanos 6.23). A misericórdia de Deus se faz presente no livramento da morte eterna. Por nossos próprios méritos, continuaríamos mortos em nossos pecados, fazendo a nossa vontade e destinados à perdição (Romanos 3.9-20). Louvemos ao Senhor que nos livrou da morte eterna. Vemos a misericórdia como um atributo comunicável, ou seja, este atributo está presente na vida do cristão. Dessa forma, podemos refletir: Temos sido misericordiosos com o próximo (Efésios 4.31-32)? Perdoamos porque reconhecemos que a misericórdia de Deus foi muito maior que qualquer prejuízo nosso (Efésios 4.31-32)? Demos graças ao Senhor por Sua infinita misericórdia. Ele nos ama apesar dos nossos pecados, e nos perdoa quando confessamos (1João 1.9). Estamos vivos porque Cristo morreu e ressuscitou, para que nossa dívida fosse paga. Salmo 32:1, 10 Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá. Ele nos deu vida. Qual foi o preço? 2. DEUS É GRACIOSO (vv. 6-10) Graça nesta passagem significa o receber de uma dádiva que não merecemos, ou seja, O favor de Deus vem a nós para salvação, sem que mereçamos esta benção. A palavra “graça” aparece 12 vezes na carta aos efésios. Isso demonstra que o autor estava enfatizando a graça de Deus tanto para judeus como para gentios. Isso esclarecia e exortava àqueles que estavam buscando a salvação por seus esforços. Poderiam tentar fazer pela obediência a lei ou através de boas obras. Paulo trata de esclarecer que não temos nenhum mérito na salvação, pois ela não depende de nós. A graça de Deus nos traz resultados eternos, visto que fomos salvos por mérito de Cristo, para que todos os crentes ganhem a vida eterna. Além disso, somos uma eterna demonstração da graça de Deus (v. 7). Podemos perceber que os atributos de Deus se relacionam, pois a graça de Deus se manifesta por causa da Sua misericórdia, através de Jesus Cristo. Aplicação: Somos salvos por mérito de Cristo; Resistir aos “ventos de doutrina” é uma demonstração que entendemos a graça de Deus (Efésios 4.11-16). Nossas obras devem ser conseqüência da nossa vida com Deus.