segunda-feira, 19 de outubro de 2009

DOAÇÃO DE SANGUE

Estava havendo uma guerra e algumas pessoas que conseguiram fugir, junto com uma menina, estavam correndo para escapar.
De repente, a menina foi ferida. As pessoas que estavam próximas não sabiam o que fazer, e decidiram buscar ajuda numa aldeia próxima da floresta onde estavam.
As pessoas que fugiram chegaram salvos, menos a menina, à aldeia, mas eles não sabiam a língua que os índios falavam. Então, tentaram explicar por gestos e mímicas que precisavam de um voluntário para doar uma certa quantidade de sangue para a menina. Quem quisesse, iria levantar o braço, mas ninguém levantou.
Até que, alguns segundos depois, um braço bem magrinho aparece estendido, e veio caminhando na direção dos fugitivos. Eles foram para uma toca e, graças a um dos fugitivos que era médico e estava ajudando os outros a escapar, colocaram um tubo interligando o braço do menino ao da menina.
Tudo bem até agora. Ele começa a doar seu sangue. De repente, ele começa a fazer uma cara de triste e o médico tenta perguntar o que está havendo, ele faz gestos dizendo que não é nada.
Depois, ele começa a chorar muito, muito mesmo, e o médico novamente pergunta o que houve, sabendo que o índiozinho não pode mentir desta vez, já que ele chora muito. O índio novamente faz gestos, mas explicando que ele havia pensado que iria doar todo seu sangue e que iria morrer.
O médico, então, chama todos os fugitivos e eles perguntam, também através de gestos: "Mas, então, porque você se ofereceu para ajudar a menina, achando que iria morrer?"
O índio deu um sorriso e, disse, na mesma língua que os fugitivos entendiam:
Ela era minha amiga...