segunda-feira, 17 de agosto de 2009

154 ANOS DO CONGREGACIONALISMO NO BRASIL

QUEM SÃO OS CONGREGACIONAIS DA UNIÃO das IGREJAS EVANGÉLICAS CONGREGACIONAIS do BRASIL
As igrejas ou comunidades do tipo congregacionalistas eram originalmente chamadas independentes, na Inglaterra, no final do século XVI e início do século XVII. O nome congregacional veio depois. Pode-se entender o significado desse nome quando se observa o caráter dos grupos eclesiásticos que ali se definiram desde Eduardo VI e Isabel. De um lado havia a igreja nacional, Anglicana, que mantinha a mesma estrutura eclesiástica de Roma, apenas nacionalizada, tendo o Rei como seu chefe. De outro lado estava o movimento puritano que cedo se manifestou e assumiu tendências diferentes. As primeiras manifestações históricas das comunidades congregacionalistas se verificaram em Londres entre 1567 e 1568. Richard Fytz é considerado como o mais antigo pastor de uma Igreja desse tipo. Em 1570 ele publicou um manifesto sobre "As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo." Robert Browne, clérigo anglicano, adotou tais idéias em 1580 e com Robert Harrison organizou em Norwich uma congregação independente cujo sistema era substancialmente congregacionalista. Browne foi o primeiro teórico do movimento e logo as comunidades independentes passaram a receber o nome de Brownistas. Os congregacionais são geralmente calvinistas em doutrina e mantém um sistema de governo eclesiástico baseado em dois princípios fundamentais: 1) Cada congregação de fiéis, unida pela adoração, observação dos sacramentos e disciplina cristã, é uma Igreja completa, não subordinada em sua administração a qualquer outra autoridade eclesiástica senão a de sua própria assembléia; 2) tais igrejas locais estão em comunhão umas com as outras e inter-comprometidas no cumprimento de todos os deveres resultantes dessa comunhão. DR.KALLEY NO BRASIL Em dezembro de 1852 casou-se com D. Sarah Poulton Kalley. Sua primeira esposa, Mrs. Margareth Kalley falecera em 1851. Partiu para os Estados Unidos onde foi visitar aos madeirenses que ali se haviam refugiado por causa das perseguições. Passou com eles o inverno de 1853/54. Em 9 de abril de 1855 partiu com destino ao Brasil. Ele ficara impressionado com este país por conta da leitura de um livro publicado em 1845 pelo Rev. Daniel P. Kidder “Reminiscências de viagens e Permanências nas Províncias do Sul e Norte do Brasil” . Enquanto esteve em Ilinnois Kalley leu esta obra e ficou impressionado com a descrição da cidade do Rio de Janeiro e outros lugares. Em 10 de maio de 1855 aportava no Rio de Janeiro o vapor Great Western da mala real inglesa. Nele vinham, entre outros passageiros, o Dr. Kalley e sua esposa, D. Sarah, para iniciarem nessa terra um trabalho que duraria 21 anos e 57 dias. O Rio de janeiro de 1855 era uma cidade com cerca de 300 mil habitantes. Haviam cerca de 50 igrejas e capelas espalhadas pela cidade. A religião do império era a católica. Kalley, chegado ao Rio foi instalar-se em Petrópolis, numa mansão conhecida como GERNHEIM, que significa, “Lar muito amado”, antes habitada pelo embaixador dos EUA, Mr. Webb. Em 19 de agosto de 1855, um domingo à tarde, Kalley e sua esposa instalaram em sua residência a primeira classe de Escola Dominical, contando com cinco crianças, filhos da senhora Webb e da senhora Carpenter. Foi contada a história do profeta Jonas. Como desenvolvimento do trabalho, Kalley escreveu para amigos e antigos companheiros de Ilinnois, convidando-os a virem auxiliá-lo no Brasil. O primeiro a chegar foi Wiliam Pitt, inglês que fora aluno de D. Sarah em Illinois (EUA). Pouco depois vieram Francisco da Gama e sua mulher, D. Francisca, Francisco de Souza Jardim e família. O primeiro crente batizado pelo Dr. Kalley foi o sr. José Pereira de Souza Louro, em 8 de novembro de 1857. Mas foi em 11 de julho de 1858 que ele organizou a primeira igreja evangélica de regime congregacionalista no Brasil: A Igreja Evangélica Fluminense. Foi organizada com 14 membros tendo sido batizado naquele dia o sr. Pedro Nolasco de Andrade, primeiro brasileiro batizado por Kalley.Andrade, primeiro brasileiro batizado por Kalley.