quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O dano que faz a mentira e o engano.



A mentira anestesia a consciência do mentiroso; torna-o insensível à verdade; a verdade não penetra para uma transformação. A mentira vicia com mais facilidade, já que uma mentira conduz a outra.
A falsidade e a mentira são muito prejudiciais ao relacionamento entre os discípulos de Cristo. Cria a desconfiança, o receio, a incredulidade, a suspeita. Destrói o ambiente de fé, de amor, de compreensão e estimula o ciúme. O senhor nos ordena a rejeitar a mentira em todas as suas formas: falso testemunho, engano, hipocrisia, fingimento, exagero, calúnia, desonestidade, não cumprir os tratos injustificadamente, fraude, falsificação em todas as áreas de nossa vida: lar, trabalho, comércio, igreja, autoridades, colégio, amizades, etc.
A sociedade assentada sobre a mentira e a falsidade está destinada a desmoronar. É preciso edificar uma estrutura moral de veracidade em todas as ordens e escalas da vida: nos governantes e nos governados, nos pais e nos filhos, nos patrões e empregados, nos mestres e nos alunos, nos comerciantes, nos profissionais, nos clientes.
Como se libertar e corrigir-se.
Arrepender-se: mudar de atitude e de mentalidade em relação à mentira e à falsidade. Rejeitar a mentira, eliminá-la da vida. Determinar obedecer a Deus em tudo e viver sempre na verdade. Disciplinar-se até cultivar uma nova atitude baseada na veracidade.
Confessar o pecado: (Pv 28:13-14; 1 Jo 1:9; 2:1) toda a mentira é pecado e deve ser completamente confessada, esclarecendo-se a verdade com Deus e com a pessoa enganada. Quando a mentira constitui um vício arraigado à maneira de viver, deve ser confessada a um irmão maduro, responsável, procurando uma ampla orientação (Tg 5:16).
Exortação (Tg 5:19-20: Gl 6:1-2; Ef4:25) como este pecado afeta as relações entre os irmãos, somos responsáveis uns diante dos outros para corrigir, admoestar, ensinar, etc.
Pense nisto!
Sebastião Luiz Chagas, Pastor

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A sabedoria é requerida dos cristãos

Como é feliz o homem que me ouve, vigiando diariamente à minha porta, esperando junto às portas da minha casa. Pois todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do SENHOR. Mas aquele que de mim se afasta a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte. Provérbios 8:34-36 Como uma hospedeira, a sabedoria convida os necessitados ao banquete: "Venham todos os inexperientes!" (Pv 9:4). 

A ênfase total está na pronta disposição de Deus de conceder sabedoria (representada aqui como a prontidão da sabedoria em se dar) a todos que quiserem esse dom e tomarem as providências necessárias para obtê-lo. Ênfase semelhante aparece no Novo Testamento. A sabedoria é requerida dos cristãos: "Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem, que não seja como insensatos, mas como sábios [...] Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor" (Ef 5:15,17), "Sejam sábios no procedimento para com os de fora [...]" (Cl 4:5). São feitas orações para que lhes seja concedida a sabedoria para que "... sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria [...] (Cl 1:9). Tiago, em nome de Deus, faz a promessa: "Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus [...] e lhe será concedida" (Tg 1:5). Onde se pode obter sabedoria? Que passos são necessários para que uma pessoa tome posse desse dom? De acordo com as Escrituras há dois pré-requisitos. 

1. Precisamos aprender a reverenciar a Deus. "O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria (SI 111:10; Pv 9:10; cf. Jó 28:28; Pv 1:7; 15:33). Não teremos em nós a sabedoria divina enquanto não nos tornarmos humildes e ensináveis, nos prostrarmos em temor diante da santidade e soberania de Deus ("Deus grande e temível"; Ne 1:5; cf. 4:14; 9:32; Dt 7:21; 10:17; Sl 99:3; Jr 20:11), reconhecermos nossa pequenez, abandonarmos nossos pensamentos e nos dispormos a ter a mente sacudida. É lamentável que muitos cristãos passem a vida inteira com uma disposição de espírito tão orgulhosa e soberba que jamais chegam a receber a sabedoria de Deus. Por isso a Bíblia diz: "[...] a sabedoria está com os humildes" (Pv 11:2). 

2. Precisamos aprender a receber a palavra de Deus. A sabedoria é divinamente forjada naqueles que se concentram na revelação divina, e apenas neles. "Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos", diz o salmista, "Tenho mais discernimento que todos os meus mestres". Por quê? "Pois medito nos teus testemunhos" (Sl 119:98,99). Paulo assim admoesta os colossenses: "Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo [...] com toda a sabedoria [...]" (Cl 3:16). Como podemos nós, pessoas do século xxi, fazer isso? Impregnando-nos das Escrituras, que, como Paulo disse A Timóteo (e ele tinha em mente apenas o Antigo Testamento!), são "capazes de torná-lo sábio para a salvação", pela fé em Cristo e para tornar perfeito o homem de Deus "para toda boa obra" (2Tm 3:15-17). 

Mais uma vez, é temerário que muitas pessoas hoje alegadamente cristãs nunca aprenderão a sabedoria por falhar em atender suficientemente à Palavra escrita de Deus. O lecionário do Livro de oração comum de Cran-mer1 (que todos os anglicanos devem seguir) indica a leitura do Antigo Testamento uma vez por ano e a do Novo Testamento duas. O puritano William Gouge2 lia regularmente quinze capítulos por dia. O falecido ar-quidiácono anglicano Thomas C. Hammond costumava ler a Bíblia toda uma vez por trimestre. Quanto tempo faz que você leu a Bíblia inteira? Você gasta diariamente com a Bíblia tanto tempo quanto com os jornais? Como alguns de nós somos tolos! — e permaneceremos assim pelo resto da vida simplesmente porque não nos preocupamos com o que deve ser feito para receber o dom divino gratuito da sabedoria.

O Conheciimento de Deus
J. I. Packer

sábado, 28 de janeiro de 2017

A MAJESTADE DE DEUS

A palavra majestade vera do latim e significa grandeza. Quando atribuímos majestade a alguém, reconhecemos-lhe a grandeza e expressa-mos-lhe nosso respeito por isso; daí o tratamento de "sua majestade" a reis e rainhas.
Na Bíblia a palavra majestade é usada para expressar a idéia da grandeza de Deus, nosso Criador e Senhor: "O SENHOR reina! vestiu-se de majestade; [...] O teu trono está firme desde a antigüidade; tu existes desde a antigüidade" (Sl 93:1,2); "Proclamarão o glorioso esplendor da tua majestade, e meditarei nas maravilhas que fazes" (Sl 145:5). Pedro, recordando sua visão da glória real de Cristo na transfiguração, disse: "nós fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2Pe 1:16). Em Hebreus, a expressão majestade é usada duas vezes substituindo a palavra Deus: Cristo, ao ascender, sentou-se "à direita da Majestade nas alturas", "à direita do trono da Majestade nos céus" (Hb 1:3; 8:1).
Quando a palavra majestade é aplicada a Deus, declara-lhe sua grandeza e convida-nos à adoração. O mesmo acontece quando a Bíblia afirma que Deus está nas alturas e no céu: a idéia aqui expressa não é que Deus esteja distante de nós, no espaço, mas que ele está muito acima de nós em grandeza e, portanto, deve ser adorado. "Grande é o SENHOR, e digno de todo louvor" (Sl 48:1); "Pois o SENHOR é o grande Deus, o grande Rei [...] Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos" (Sl 95:3,6). 
O instinto cristão de confiança e adoração é muito estimulado pelo conhecimento da grandeza de Deus. É, no entanto, exatamente esse conhecimento que falta em grande escala aos cristãos modernos; e essa é a razão de nossa fé tão frágil e nossa adoração tão débil. Somos filhos do nosso tempo e, embora acalentemos grandes idéias sobre o ser humano, via de regra temos poucas idéias sobre Deus. 
Quando alguém na igreja, sem pensar nas pessoas das ruas, usa a palavra Deus, raramente pensa no conceito da majestade divina. O best-seller Your God is too small [Seu Deus é pequeno demais]1 tem um título bem atual. Estamos em pólos diferentes em relação a nossos ancestrais evangélicos, embora usemos as mesmas palavras em nossa confissão de fé. Quando começamos a ler Lutero,2 Edwards3 ou Whitefield,4 e ainda que aceitemos a mesma doutrina, em pouco tempo nos surpreenderemos pensando se realmente temos alguma familiaridade com o Deus poderoso conhecido por eles tão intimamente.
Mas não é esse o Deus da Bíblia! Nossa vida pessoal é finita, limitada em todas as direções: espaço, tempo, conhecimento e poder. Deus, porém, não tem limites. Ele é eterno, infinito e todo-poderoso. Ele nos tem nas mãos; mas nós nunca o temos em nossas. Semelhantemente a nós, ele é pessoal; mas, diferentemente de nós, ele é grande. Em todas as constantes evidências bíblicas sobre o interesse pessoal de Deus por seu povo, e da bondade, do carinho, da simpatia, da paciência e da terna compaixão demonstrada para com esse povo, as escrituras não nos deixam perder de vista a majestade e o ilimitado domínio de Deus sobre todas as criaturas.
Como fazemos pouco da majestade de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Muitos de nós precisamos "colocar toda a esperança no Senhor", meditando sobre sua majestade até renovarmos nossas forças, gravando estas coisas no coração.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

AMPLIANDO O ENTENDIMENTO SOBRE O DEUS QUE NÃO MUDA


1. A vida de Deus não muda. Ele é "desde a antigüidade" (Sl 93:2) "o rei eterno" 0r 10:10), "incorruptível" (Rm 1:23; RA), "O único que é imortal" (1Tm 6:16). "Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus" (Si 90:2). A terra e o céu, diz o salmista, "perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas. Como roupas tu os trocarás e serão jogados fora. Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim" (Sl 102:26,27); "eu sou o primeiro", diz Deus, "e sou o último" (Is 48:12). As coisas criadas têm começo e fim, mas isso não se aplica ao Criador. A resposta que se deve dar à pergunta feita por uma criança: "Quem fez Deus?" é simplesmente que Deus não teve de ser feito, pois sempre existiu. Ele existe para sempre e é sempre o mesmo. Deus não envelhece, sua vida não aumenta nem diminui. Ele não ganha novas forças nem perde a que possui. Não amadurece nem se desenvolve. Ele não se torna mais forte nem mais fraco, nem mais sábio à medida que o tempo passa. 
"Ele não pode mudar para melhor", escreveu Arthur W. Pink, "pois já é perfeito; e sendo perfeito não pode mudar para pior". A diferença primordial e fundamental entre o Criador e suas criaturas é que elas são mutáveis e sua natureza admite mudança, ao passo que Deus é imutável e nunca pode deixar de ser o que é. Isso é expresso no hino: Crescemos e nos desenvolvemos como folhas na árvore, Murchamos e perecemos — mas nada muda a ti. Tal é o poder da própria "vida indissolúvel" (Hb 7:16) de Deus.

2. O caráter de Deus não muda. Tensão, choque ou lobotomia podem alterar o caráter de uma pessoa, mas nada altera o caráter de Deus. No curso da vida humana, os gostos, a perspectiva e o temperamento podem mudar radicalmente. Alguém gentil, equilibrado, pode se tornar amargo e irritadiço. Uma pessoa de bom gênio pode se tornar cínica e insensível. Mas com o Criador nada disso acontece. Ele nunca se torna menos verdadeiro, misericordioso, justo ou melhor do que sempre foi. O caráter de Deus é hoje, e sempre será, exatamente como era nos tempos bíblicos. É instrutivo neste ponto trazer à lembrança as duas vezes em que Deus revelou seu "nome" no livro de Êxodo. O "nome" de Deus revelado é, por certo, mais que apenas uma etiqueta, trata-se da revelação do que ele é relativamente ao ser humano. Em Êxodo 3 lemos como Deus anunciou seu nome a Moisés: "Eu sou o que Sou" (v. 14), expressão da qual Yahweh (Jeová, o SENHOR) é na verdade uma forma resumida (v. 15). Esse "nome" não descreve a Deus, declara apenas sua existência e eterna imutabilidade; uma lembrança à humanidade de que ele tem vida em si mesmo e de que o que ele é agora será eternamente. Em Êxodo 34, entretanto, lemos como Deus "proclamou o seu nome: o SENHOR" a Moisés relacionando as várias facetas de seu caráter santo, "SENHOR, SENHOR Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações" (v. 6 e 7). Esta proclamação complementa a de Êxodo 3 — ao dizer-nos o que Yahweh é de fato — e esta complementa aquela ao expressar que Deus é para sempre o que naquele momento, há três mil anos, afirmou ser a Moisés. O caráter moral de Deus é imutável. Assim Tiago, numa passagem que trata da bondade e santidade de Deus, sua generosidade para com os homens e hostilidade para com o pecado, menciona a Deus como aquele "em quem não pode existir variação ou sombra de mudança" (Tg 1:17; RA). 

3. A verdade de Deus não muda. As pessoas às vezes falam coisas que não querem dizer de fato apenas porque não conhecem a própria mente. Do mesmo modo, porque sua visão muda, não raro descobrem a incapacidade de sustentar o que disseram no passado. Todos nós às vezes temos de anular nossas palavras porque deixaram de expressar o que realmente pensamos; temos de engolir as palavras porque a realidade dos fatos as nega. O discurso do ser humano é instável, mas isso não acontece com as palavras de Deus. Elas permanecem para sempre como expressões permanentemente válidas de sua mente e de seu pensamento. Nenhuma situação o induz a anular suas palavras; nenhuma mudança de opinião lhe requer correção de idéias. Isaías escreve: "Toda a carne é erva [...] seca-se a erva [...] mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente" (Is 40:6; RA). DO mesmo modo o salmista diz: "A tua palavra, SENHOR, para sempre está firmada nos céus" (Si 119:89) e "[...] todos os teus mandamentos são verdadeiros [...] tu os estabeleceste para sempre" (v. 151,152). A palavra traduzida por "verdadeiros" no último versículo apresenta a idéia de estabilidade. Ao ler a Bíblia, precisamos lembrar, portanto, que Deus ainda cumpre todas as promessas, ordens, declarações de propósitos e palavras de admoestação endereçadas aos cristãos do Novo Testamento. Elas não são relíquias de eras passadas, mas a revelação eternamente válida da mente divina para seu povo, em todas as gerações, enquanto este mundo existir. Assim como o Senhor mesmo disse "A Escritura não pode falhar" (Jo 10:35; RA), nada pode anular a verdade eterna de Deus.

4. Os caminhos de Deus não mudam. Deus lida com os pecadores como fazia na história bíblica. Ele ainda mostra sua liberdade e poder de distingui-los, agindo de modo que alguns ouçam o Evangelho enquanto outros não. Leva alguns a ouvi-lo e a se arrependerem, deixando outros na incredulidade. Ao agir assim, ensina aos santos que ele não deve misericórdia a ninguém e que é apenas por sua graça, e não por esforço deles, que os santos encontraram a vida. Deus abençoa aqueles a quem dirige seu amor de modo que se tornam humildes, para que toda a glória possa ser apenas sua. Ele odeia os pecados de seu povo, e usa todo o tipo de sofrimento e dor, quer internos quer externos, para desviar da transigência e da desobediência o coração das pessoas. Ele busca a convivência com seu povo e envia-lhe tanto alegrias como tristezas a fim de que deixem de amar a outras coisas para se ligarem inteiramente a ele.

5. Os propósitos de Deus não mudam. "Aquele que é a glória de Israel não mente nem se arrepende", declarou Samuel, "pois não é homem para se arrepender" (1Sm 15:29). Balaão dissera o mesmo: "Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?" (Nm 23:19). Arrepender significa rever uma opinião e mudar o plano de ação. Deus nunca faz isso; ele não precisa, pois seus planos são baseados no conhecimento e controle completos de todas as coisas no passado, presente e futuro, de modo que não pode haver emergências nem desenvolvimentos inesperados que o tomem de surpresa: "Uma de duas coisas levam a pessoa mudar de idéia e a rever seus planos: falta de precaução ao antecipar todos os acontecimentos ou falta de precaução ao executá-los. Mas por ser Deus tanto onisciente como onipotente nunca precisa rever seus decretos" (Arthur W. Pink).4 "Mas os planos do SENHOR permanecem para sempre, os propósitos do seu coração, por todas as gerações" (Sl 33:11).

6. O Filho de Deus não muda. Jesus Cristo "é o mesmo ontem, hoje e para sempre" (Hb 13:8), e seu toque ainda possui o antigo poder. Ainda permanece a verdade de que "ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles" (Hb 7:25). Jesus nunca muda. Este fato é forte consolação para todo o povo de Deus.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Girassol, Saudando a primavera


Nossos olhos são seletivos, nós "focalizamos" o que queremos ver e deixamos de ver o restante (ponto cego).

Escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol!

Você já reparou como é fácil ficar de baixo astral? 
"Estou baixo astral porque está chovendo, porque tenho uma conta para pagar, porque não tenho exatamente o dinheiro ou aparência que eu gostaria de ter, porque ainda não fui valorizado, porque ainda não encontrei o amor da minha vida, porque a pessoa que quero não me quer, porque... "É fácil, muito fácil, porque sempre vai ter alguma coisinha para nos contrariar.

É claro que tem hora que a gente não está bem. Faz parte da vida. Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo possível, pegar o lado bom da vida. Na natureza, nós temos uma antena que é assim. O girassol.

O girassol se volta para onde o sol estiver. Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem. Nós temos de ser assim, aprender a realçar o que de bom recebemos. Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em grandes acontecimentos.

Você quer um exemplo? Você já ajudou alguém em alguma coisa que você considerasse muito simples?

Algo como explicar uma matéria, fazer um pequeno favor, dar um elogio merecido? Algo assim que não custou quase nada e o a outra pessoa ficou feliz? Já? Não?

Mas você soube aproveitar este momento? Você gravou no seu coração a expressão alegre da outra pessoa por alguma coisa que você fez? Pense nisso. Pense se você soube realmente extrair a beleza daquele momento...

O ser humano precisa de beleza. Não estamos falando da beleza externa, dos padrões de beleza, estamos falando da beleza como um todo. E principalmente da beleza que reside dentro das coisas, das pessoas e até mesmo dentro dos nossos olhos.

Porque a beleza que já vive dentro de nós é que vai reconhecer a beleza em todos os outros lugares, você sabia disso?

Se não tivéssemos referencial de beleza, não saberíamos reconhecê-la. Por que não? 
Imagine que você só conhecesse o bem. 
Você não saberia reconhecer o mal. 
Para reconhecer a beleza, portanto, é preciso carregar um pouco dela consigo, dentro dos olhos, dentro do coração. Temos de treinar para ser girassol, que busca o sol, a vitalidade, a força, a beleza.

Suponhamos que você já soubesse que iria viajar para um lugar muito bonito. O lugar já é bonito, mesmo que você não soubesse disso ele já iria te surpreender, certo?

Mas faz a diferença a expectativa com que você vai. Você verá mais os detalhes, aproveitará melhor o momento único que saberá que está vivendo, seja este lugar um linda montanha cheia de neve ou um misterioso e vivo oceano onde você estivesse mergulhando.

Por que só nos preparamos para as viagens e não para a vida, que é uma viagem?

No nosso dia-a-dia, há muitos momentos de beleza, e tínhamos de aprender a parar para vê-los, para apreciá-los.

Apreciar o amor profundo que alguém em um determinado momento dirige a você. Apreciar um sorriso luminoso de alegria de alguém que você gosta.

Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante, reanimadora. Apreciar a festividade, a alegria, a risada.

E quando estivéssemos voltando a ficar mal humorados, tristonhos, desanimados, revoltados, que pudéssemos nos lembrar de novo de sermos girassóis.

Como quem acorda de um sono equivocado. Porque é um equívoco passar dias sem ver a beleza da vida. 
E quando não vemos, veja que triste, deixamos de investir nela, de construí-la, também. 
Lembre-se do seguinte há um vasto mundo para ser enxergado, ouvido, sentido.

Selecione o melhor deste mundo, valorize tudo o que de bonito e bom haja nele e retenha isto dentro de você. 
É este o segredo de quem consegue manter um alto grau de vitalidade interna!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

UM PASTOR.

Por:Pastor Jeremias Pereira
Um Pastor! É mais do que ser administrador, conselheiro, visitador, professor, pregador, intercessor, discipulador, visionário, escritor ou  uma pessoa apaixonada pelo que faz. 
um  Pastor é aquele que  recebe do Eterno um dom e um chamado. 
Um  pastor ama ( ou deve  amar)  a Cristo, a igreja de Cristo (com suas forças e fraquezas) ,  o perdido , as nações e deseja a salvação de todos que ainda não tem  a Cristo como Senhor.
Um pastor sofre com as dores das crianças, adolescentes,  jovens, casais, idosos , mulheres e homens da igreja; Celebra o sucesso, as conquistas, as conversões, a restauração de vidas, os reencontros nos casamentos, os novos casamentos.
Um pastor é um derramador de lágrimas...lágrimas pela dureza dos corações que recusam aCristo; lágrimas pela ingratidão dos homens; lagrimas pelos enlutados. lagrimas pelas quebras dos casamentos, lágrimas pelos pecados pessoais não vencidos e também , chora pelos dos irmãos. Em pecado.
Um pastor ensina, repreende, consola, exorta, encoraja, fortalece, ora pelo impossivel. vê o impossivel acontecer na vida do seu povo. 
Um  pastor  lembra que tudo vem de Cristo e é por Cristo. Um pastor sabe que ninguem nunca faz nada sozinho;  reconhece que Ele é um multidependente. Ele depende do Espirito, da sua familia, dos seus líderes, dos escritores, de outros pregadores, de intercessores, de apoiadores com talentos, tempo e recursos e de modo incomparável, de suas ovelhas. 
 Ser pastor é ser depender do apoio dos irmãos e até mesmo dos adversários: estes os obriga a ser humilde e dependente de Deus.
Um  pastor terá, muitas vezes,  na sua humanidade, que disciplinar outros pecadores semelhantes a ele mesmo. Um pastor é aquele que  experimenta a impotencia e a incapacitade de transformar pessoas; 
Um  pastor  percebe, com dor na alma,  que nem sempre suas palavras, boas mensagens, bons conselhos caem numa boa terra..
Ser pastor é sofrer o dano, a injustiça, a critica ferina sem revidar e sem difamar ninguem.  
Ser pastor é experimentar tempos de solidão, abandono e ter amigos leais e riso incomparável. 
Ser pastor é pedir perdão e reconhecer suas limitações, falhas e erros. Ser pastor não é tentar ser super-homem, nem ser sub-humano.
Um  pastor é saber que é uma pessoa incompleta. Que não consegue corresponder as expectativas e esperanças que nele são depositadas. Entretanto não deixa de fazer o seu melhor e o máximo que pode fazer.
Um pastor tambem envelhece e precisa aprender a envelhecer, como todo o  homem e  toda mulher que tiver o privilégio de envelhecer. Enquanto envelhece inspira e dá oportunidade as novas gerações e conserva seus amigos e cuida de adultos, crianças, adolescentes e jovens. 
Ser pastor é saber viver. 
Um pastor é um construtor de diferentes pontes.
Um pastor  deve  construir( tentar) um legado de fé e testemunho cristão e,  procurar viver para que os outros digam:ele manifestou, de alguma forma, a pessoa de Cristo. 
Um pastor sabe que precisa ser pastoredo e depende exclusivamente de  quem dá conta de pastorear a igreja: O Supremo Pastor nosso Senhor Jesus Cristo.
Sou um pastor, gente boa. Ore por mim. Desejo muito ser uma pessoa que fica  proxima daquilo que escrevi.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Para refletir e não cair nas armadilhas da vida...

O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.
Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.
 Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.
 E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.
 Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.
 E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?
 Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.
 Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão. Quem somos nós?
 Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?
 Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem!
 Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?
 Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?
 Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo.
 (Ruth Manus)